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Da migração do Redshift de RA3 para RG: consultas mais rápidas e custo 32% menor

Halodoc migra Redshift de RA3 para RG e reduz custos em 32% com consultas mais rápidas

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Halodoc tratou a migração do Redshift de RA3 para RG como algo que não podia ser dado como certo, mesmo com a AWS descrevendo o processo como um upgrade in-place (mesmo dialeto SQL, mesma porta, mesmo endpoint após um Elastic Resize). O data warehouse fica atrás de centenas de DAGs do Airflow, jobs Spark, dashboards, políticas de governança e exportações para outras ferramentas. Por isso o time restaurou o snapshot de produção em um cluster RG separado e montou onze verificações, cada uma com a condição de aprovação escrita antes da execução.

As checagens cobriram conexões, usuários, permissões e funções customizadas, carga via COPY de arquivos Parquet no S3, os dois caminhos de escrita (Spark com staging e merge, e SQL direto), exportações para a plataforma de marketing, manutenção e monitoramento, políticas de mascaramento, o setup Spark para Redshift, cursores server-side e, por fim, desempenho e planos de execução. Nada ficou mais lento no RG. O COPY de cerca de 6 milhões de linhas caiu de 145 para 24 segundos, a exportação em Parquet foi de 366 para 301 segundos e a construção de cinco tabelas pesadas de relatório ficou de 2,1x a 5,2x mais rápida. Os planos explicaram parte do ganho: o RG lê tabelas externas do S3 direto nos nós de computação, distribuiu só os dados necessários em vez de fazer broadcast de uma tabela de cerca de 10 milhões de linhas, e o RA3 planejava com estatísticas defasadas.

Na janela da manhã (7h às 13h), com cerca de 11.000 queries, o tempo em fila caiu cerca de 32% nos dashboards e 83% nos pipelines. Na visão semanal, a fila caiu cerca de 70% e o tempo médio de execução cerca de 35%. O uso de concurrency scaling caiu cerca de 45%, e o máximo de clusters extras foi reduzido de dois para um. O custo do cluster caiu 30%, o gasto com concurrency scaling 76%, o compute ficou cerca de 35% mais barato e a conta total, com storage, cerca de 32% menor. Um ponto de atenção: o job de cursor server-side não foi reproduzido no cluster de teste, só observado em produção após a troca, e uma das horas de dashboard ficou mais lenta.

O que mudou

Em 13 de maio de 2026, o CEVIU noticiou em "Amazon Redshift introduz instâncias RG baseadas em AWS Graviton com engine integrada para consultas em data lake" a promessa da AWS: desempenho até 2,2x mais rápido que o RA3 e custo 30% menor por vCPU. Agora há um caso de produção que confronta essa promessa. O corte de 30% no custo do cluster bate com o preço por vCPU anunciado, e os ganhos de consulta variaram de 2,1x a 5,2x nas tabelas pesadas, com a Halodoc medindo isso em sua própria carga, e não em benchmark.

Por que isso importa

Para quem opera Redshift em produção, o texto funciona como roteiro de validação: testar cada caminho real de dados, conferir que mascaramento e funções funcionam (e não só existem) e rever o concurrency scaling depois da troca. A economia veio em boa parte do uso menor de capacidade extra, algo que nem sempre aparece em comparação de preço por vCPU. Vale tratar os números como de uma carga específica, já que o resultado de outro warehouse pode variar.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o lançamento das instâncias Redshift RG baseadas em Graviton, com promessa de até 2,2x mais velocidade e 30% menos custo por vCPU.

  2. Halodoc relata a migração do Redshift de RA3 para RG, com custo total 32% menor e consultas mais rápidas.

Perguntas frequentes

O que a Halodoc ganhou ao migrar do RA3 para o RG no Redshift?

O COPY de cerca de 6 milhões de linhas ficou aproximadamente 6x mais rápido e as consultas pesadas de relatório rodaram de 2,1x a 5,2x mais rápido. O tempo em fila caiu cerca de 70% na média semanal. A conta total do Redshift, incluindo storage, ficou cerca de 32% menor.

A migração para instâncias RG exige mudar aplicações?

Segundo a Halodoc, não. Endpoint, porta, dialeto SQL, usuários, grupos e configurações de workload foram preservados a partir do snapshot. A troca foi feita com Elastic Resize em janela planejada, com cerca de dez a quinze minutos de indisponibilidade.

Quais riscos a Halodoc testou antes de migrar?

O time validou conexões, permissões, funções customizadas, cargas via COPY, pipelines Spark e SQL direto, exportações, manutenção, mascaramento e planos de execução. Houve atenção especial aos cursores menores do RG, que podem afetar jobs que leem resultados muito grandes. Esse job foi monitorado em produção logo após a troca.

Por que o concurrency scaling caiu depois da migração?

O cluster principal passou a absorver a carga sozinho. O uso de capacidade extra caiu cerca de 45% e o gasto com concurrency scaling caiu 76%. A Halodoc reduziu o máximo de clusters extras de dois para um.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
05 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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