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A jornada do Grab na adoção do Apache Iceberg para escalar seu Data Lake

Grab Impulsiona Data Lake com Apache Iceberg: Ganhos em Velocidade e Custos

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Aprofundamento

A Grab migrou de uma arquitetura Data Lake baseada em Hive Parquet, que apresentava gargalos crescentes com o volume de petabytes de dados. Problemas como latência do Hive Metastore, o "problema de arquivos pequenos" gerando custos altos de API no S3 e sobrecarga operacional com registro manual de partições, eram constantes. Além disso, a desconexão entre o catálogo e o armazenamento levava a dados inconsistentes, algo que a matéria "Por que trocamos o data lake estilo Hive pelo Apache Iceberg", de 18 de junho de 2026, já detalhava como desafios comuns em sistemas legados.

A adoção do Apache Iceberg endereça esses pontos ao oferecer um formato de tabela com recursos de gerenciamento de metadados mais eficientes. Isso permite à Grab otimizar a organização de arquivos, reduzir a fragmentação e melhorar o desempenho das consultas. A arquitetura de Iceberg trata os dados como um "primitivo de primeira classe", garantindo consistência e performance em suas plataformas de transformação.

O que mudou

A mudança da Grab para o Apache Iceberg representa uma concretização das discussões sobre a superação das limitações do Hive Parquet. Artigos anteriores, como "Por que trocamos o data lake estilo Hive pelo Apache Iceberg", de 18 de junho de 2026, teorizavam os benefícios de migrar para Iceberg para resolver problemas de escalabilidade e custo. Agora, a Grab não só confirma esses ganhos, como os quantifica de forma impressionante: 10x mais velocidade em consultas, 95% de redução nos custos de API do S3 e 50% de economia computacional em pipelines de ML. O projeto de código-fonte aberto UnifiedSparkCatalog também mostra um avanço na interoperabilidade, algo crucial dado o surgimento contínuo de novas versões e recursos, como o tipo Variant do Iceberg v3, discutido em 11 de julho de 2026.

Por que isso importa

A decisão da Grab de adotar o Apache Iceberg é um forte indicativo da maturidade e eficácia deste formato de tabela para cenários de Big Data. Os resultados alcançados pela empresa (velocidade, redução de custos e otimização de ML) solidificam a posição do Iceberg como pilar para arquiteturas Lakehouse. Isso reforça uma tendência observada em outras empresas, como a Arcesium, que também migrou para o Iceberg, conforme noticiado em 14 de julho de 2026. A contribuição da Grab com o UnifiedSparkCatalog, que unifica o acesso a diversos formatos (Iceberg, Delta, Hudi, Hive) no Spark, é um passo importante para simplificar o desenvolvimento e a gestão em ambientes de dados heterogêneos.

Linha do tempo

  1. Artigo "Por que trocamos o data lake estilo Hive pelo Apache Iceberg" detalha problemas com data lakes estilo Hive e vantagens do Iceberg.

  2. Apache Iceberg v3 introduz o tipo Variant para otimizar análise de dados semi-estruturados.

  3. Arcesium migra repositório P&L para Apache Iceberg no S3, destacando a tendência de adoção.

  4. Grab conclui migração para Apache Iceberg, reportando ganhos significativos em velocidade e custos.

Perguntas frequentes

O que é Apache Iceberg e por que ele é importante?

Apache Iceberg é um formato de tabela de código-fonte aberto para data lakes, projetado para lidar com grandes volumes de dados de forma mais eficiente. Ele melhora o gerenciamento de metadados e a performance de consultas, resolvendo problemas de escalabilidade e consistência que formatos legados como Hive Parquet enfrentavam. Ele é crucial para a construção de arquiteturas Lakehouse modernas.

Quais foram os principais problemas que a Grab enfrentava com Hive Parquet?

A Grab lidava com latência no Hive Metastore, fragmentação de arquivos pequenos que aumentava custos de API do S3, e esforço operacional manual para gerenciar partições. Havia também uma desconexão entre o catálogo e o armazenamento, levando a dados inconsistentes e operações complexas.

O que é o UnifiedSparkCatalog desenvolvido pela Grab?

É um catálogo Spark unificado, de código-fonte aberto, que abstrai as diferenças entre formatos de tabela como Iceberg, Delta, Hudi e Hive. Ele permite que engenheiros consultem e manipulem tabelas sem precisar saber o formato subjacente, simplificando o desenvolvimento e facilitando migrações.

Quais os benefícios mensuráveis a Grab obteve com a migração para Iceberg?

A Grab alcançou uma aceleração de 10x na velocidade das consultas, uma redução de 95% nos custos diários de API do S3 para tabelas operacionais e uma economia de 50% no poder computacional para seus pipelines de Machine Learning. Isso demonstra o impacto direto na eficiência e custo operacional.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
16 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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