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O benchmark open-source que mede custo-performance em Data Warehouses na nuvem

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Aprofundamento

O CostBench não é só mais um benchmark de velocidade: ele traduz em números o que equipes de dados já sentem na prática, que pagar mais não garante melhor experiência analítica. Ele mede custo-performance com base nos preços reais de consumo por segundo (ou por byte processado) de cada provedor, aplicando 43 queries reais sobre datasets escaláveis de 1 bi a 100 bi de linhas. Diferente de testes sintéticos como TPC-DS, ele usa workloads derivados de produção e modela cobrança exata: BigQuery On-Demand, Redshift Serverless com auto-scaling, Snowflake com credits, Databricks SQL Serverless com DBU, tudo calculado no momento da execução. A ClickHouse Cloud lidera nos cenários de escala máxima, mas o dado crítico está na dispersão: BigQuery On-Demand fica 1.350x pior que o ClickHouse em custo-performance para consultas pesadas, não por lentidão absoluta, mas porque seu modelo de precificação penaliza fortemente operações de leitura em grandes volumes.

Isso conecta diretamente com o conceito de 'inteligência por dólar' lançado pela Microsoft dias antes, uma mudança de paradigma que começa a migrar do mundo de IA para o de infraestrutura de dados. Enquanto ferramentas como QueryFlux roteiam consultas entre engines para otimizar latência, o CostBench questiona se essa otimização vale o custo real do backend escolhido. E ao contrário do Dimster (para Kafka) ou do EVA-Bench Data (para agentes), o CostBench é o primeiro benchmark open-source a tratar o custo como variável primária, não como fator secundário ou pós-processamento.

O que mudou

A ClickHouse já havia publicado benchmarks comparativos internos em 2025, mas eram fechados, com metodologia não auditável e foco em throughput bruto. O CostBench é a primeira versão pública, com código aberto, carga de trabalho documentada, scripts de execução e resultados brutos em JSON, um salto de transparência que transforma comparações de mercado em exercício técnico, não de marketing. Também é a primeira vez que a empresa incorpora modelos de precificação dinâmica dos concorrentes (como o ajuste automático de warehouse size no Snowflake ou o burst mode do Redshift Serverless) nas métricas, algo ausente nas avaliações anteriores da CEVIU sobre benchmarks de dados.

Por que isso importa

Time de dados agora pode justificar decisões de stack com dados objetivos: não mais 'esse DW é rápido', mas 'esse DW entrega 87% mais consultas por US$100 em cargas de 10 bi de linhas'. Isso muda negociações com finanças, revisão de contratos de nuvem e até arquitetura de pipelines, afinal, se ingestão barata em um sistema gera custo alto em consulta, o trade-off precisa ser calculado. Além disso, o CostBench pressiona os fornecedores a tornarem seus modelos de precificação mais transparentes, já que o benchmark expõe discrepâncias entre performance declarada e custo real por operação.

Linha do tempo

  1. Lançamento do Dimster, benchmark open-source para Apache Kafka

  2. Lançamento do CostBench pela ClickHouse, benchmark de custo-performance para data warehouses em nuvem

Perguntas frequentes

O CostBench é viés da ClickHouse?

A metodologia é aberta: código, queries, datasets e scripts estão no GitHub. Qualquer time pode replicar os testes com suas próprias credenciais de nuvem. A ClickHouse também divulgou os resultados brutos de todos os concorrentes, inclusive os piores, sem filtragem. O viés seria impossível de manter sob escrutínio técnico contínuo.

Posso usar o CostBench para avaliar meu próprio ambiente on-prem ou híbrido?

Não diretamente. O benchmark foi projetado para ambientes cloud-native com modelos de cobrança por uso. Ele depende de APIs de monitoramento de consumo em tempo real (como AWS Cost Explorer ou BigQuery Billing Export) e não suporta licenças fixas ou hardware dedicado. Mas o design das queries e o framework de execução podem ser adaptados para testes locais com ajustes manuais de custo.

Por que o BigQuery On-Demand aparece tão mal nos resultados?

Porque o modelo On-Demand cobra por byte processado em cada consulta, sem cache persistente entre execuções. Em workloads analíticos repetitivos ou com joins complexos em tabelas grandes, isso gera custos exponenciais. O CostBench não ataca o BigQuery como plataforma, mas expõe a ineficiência desse modo específico de uso, o que explica por que muitas empresas migram para reservas de capacidade ou usam o BigQuery BI Engine para mitigar o problema.

O CostBench avalia governança, segurança ou qualidade de dados?

Não. Ele mede apenas duas dimensões: desempenho de leitura (latência e throughput de queries) e custo associado a essa operação. Governança, lineage, compliance e qualidade são critérios complementares, e não substituíveis, que devem ser avaliados separadamente, como fez a CEVIU em análises anteriores sobre Lakehouse e Iceberg.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
01 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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