Ephemeral Rollup: padrão "L1.5" é proposto para o Ethereum e dispensa operador de longa duração
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A proposta, publicada no ethresear.ch, trata o "L1.5" mais como padrão arquitetural do que como camada. A divisão é simples: a carteira guarda o estado do usuário e os segredos que o abrem, a L1 guarda um commitment por peça de estado, um nullifier por peça gasta e o verifier de cada transição, e o compute no meio roda sem reter nada que o próximo job precise. O texto lembra que rollups já fazem commit-and-prove, mas guardam o estado dos usuários, e por isso todo rollup precisa de uma saída (exit). No L1.5, commitments e nullifiers vão direto para a L1.
O autor define quatro propriedades para um job ser L1.5 e não um operador: ser stateless, ter a saída verificada pela L1, ser pago sem vincular identidade e chegar à L1 sem conta de longa duração. A última depende de abstração de conta nativa. Pelo EIP-8141, uma transação é uma lista de frames, e um frame VERIFY (até 100.000 de gas, lendo só o estado do próprio remetente) pode aprovar execução e pagamento. O EIP-8250 permite nonces chaveados, por exemplo derivados de um nullifier. O EIP-8288 faz o bloco carregar uma única prova STARK recursiva. Segundo o texto, a EIP-8141 foi agendada para inclusão na Hegota em agosto, e o autor rodou um resgate de privacy pool na testnet Hegota. O texto também admite que parte das aplicações (tickets, fair exchange, stealth pool) são esboços que dependem de upgrades só propostos.
O que mudou
Em 3 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Vitalik Comenta a EIP-8141: Uma Abordagem Integral à Abstração de Contas no Ethereum", quando as frame transactions eram descritas como proposta. Agora o EIP-8141 aparece como peça de um padrão concreto, com teste na Hegota. Em 10 de setembro de 2026, o CEVIU publicou "EIP-8250: Bloom Filters e a Otimização de Nonces no Ethereum", sobre nonces chaveados em vez de nonce único por conta. A novidade é o uso desses nonces como nullifiers contra gasto duplo. Em 27 de março de 2026, a cobertura sobre L1 e L2 como camadas complementares já tratava o papel da L1 em liquidação e estado compartilhado, linha que o L1.5 leva adiante ao tirar o estado do usuário de dentro do L2.
Por que isso importa
Para quem opera um L2 ou um app com privacidade, a leitura é que o modelo desloca o risco: sem operador que guarde estado, some a necessidade de exit e o ponto único de falha. Mas é uma proposta de pesquisa, e boa parte depende de EIPs que ainda não estão em produção. Vale tratar como direção de arquitetura, não como roteiro pronto.
Linha do tempo
CEVIU noticia comentário de Vitalik sobre a EIP-8141 e as frame transactions.
CEVIU noticia framework da Fundação Ethereum sobre L1 e L2 como camadas complementares.
CEVIU noticia a EIP-8250 e os nonces chaveados.
Proposto o padrão L1.5 (Ephemeral Rollup), que dispensa operador de longa duração.
Perguntas frequentes
O que é o L1.5 proposto para o Ethereum?
É um padrão arquitetural, não uma camada nova. A carteira guarda o estado do usuário, a L1 guarda commitments, nullifiers e verifiers, e o compute fica com quem pegar o job, sem reter estado. A L1 verifica toda a saída.
Quais EIPs o modelo exige?
O EIP-8141 (frame transactions), para contratos pagarem as próprias taxas após verificar uma prova. O EIP-8250 (keyed nonces), que usa nullifiers contra gasto duplo. E o EIP-8288, que agrega provas em uma única prova recursiva por bloco.
Em que o L1.5 difere de um rollup?
O rollup guarda o estado dos usuários em seu contrato, então precisa de exit. O L1.5 não guarda estado, e por isso, segundo o autor, dispensa operador de longa duração e saída.
Como um app L2 migraria para esse modelo?
Em três etapas: mover o estado próprio para as carteiras, deixar o contrato emitir suas transações VERIFY-frame e abrir a geração de provas e a submissão a qualquer participante.
Fontes
- ethresear.chfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 02 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto

