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Forward Industries impulsiona consolidação de tesourarias na Solana com ofertas de aquisição

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A Forward Industries não está só comprando concorrentes: está tentando redefinir o que é uma tesouraria institucional na Solana. Com 7,04 milhões de SOL em staking, mais do que os três maiores rivais juntos, e um custo médio de US$ 232 por token, a empresa carrega perdas não realizadas acima de US$ 1 bilhão. O preço atual do SOL (US$ 75,13) pressiona sua mNAV, mas também abre uma janela estratégica: adquirir ativos com desconto em um setor fragmentado, onde 20 empresas públicas detêm coletivamente 18,4 milhões de SOL. A proposta para a Solana Company (HSDT), rejeitada com base no subvaloramento, foi calculada com prêmio de 10%, mas o real valor em disputa é governança, escala operacional e controle sobre fluxos de rendimento em DeFi.

O movimento não é isolado. A MoonPay já comprou a DFlow por US$ 100 milhões em ações em maio, e a Solana Foundation lançou em março a Solana Developer Platform (SDP), integrando 20 provedores de infraestrutura sob uma única API. Enquanto isso, a SEC propõe um 'innovation exemption' para ações tokenizadas e a Ramp habilita conversões zero-fee entre USDT e dólares na Solana, tudo apontando para uma infraestrutura financeira descentralizada que começa a exigir economias de escala reais, não só volume transacional.

O que mudou

Em abril de 2026, a Forward era citada como uma das maiores tesourarias da rede, mas sem iniciativas ofensivas de consolidação. Agora, em junho, ela se tornou o primeiro ator a lançar ofertas formais de aquisição em troca de ações, com três propostas concretas (Solana Company, SkyAI e Solmate), todas rejeitadas ou ignoradas. Isso marca a transição de 'gestora passiva de ativos' para 'agente ativo de estruturação de mercado', alinhada à ambição declarada de ser a 'Berkshire Hathaway da Solana'. Também há mudança tática: além das aquisições, a Forward autorizou recompras de ações e aprovou um programa de capitalização de US$ 4 bilhões, um salto operacional que não aparecia na cobertura anterior.

Por que isso importa

Consolidação de tesourarias não é só sobre tamanho. É sobre quem controla os fluxos de rendimento, governança e liquidez nas camadas mais críticas da Solana. Se a Forward absorver mesmo parte do ecossistema, ela passa a influenciar taxas de staking, prioridade de execução em MEV, e até alocação de recursos na SDP. Isso afeta diretamente protocolos de DeFi, emissão de RWA (já em US$ 2,5 bilhões na rede) e até a viabilidade de stablecoins como o USDT na Solana, especialmente com players como a Ramp e a Stripe construindo stacks de pagamentos cada vez mais fechados. Para investidores institucionais, a questão deixou de ser 'quanto SOL está estacado' para 'quem decide como esse SOL gera valor, e para quem'.

Linha do tempo

  1. Mercury alcança avaliação de US$ 5 bilhões, sinalizando aceleração na consolidação de finanças corporativas

  2. Ramp lança conversões zero-fee entre USDT e dólares na Solana

  3. Stripe co-funda a Tempo, EVM L1 permissionada para pagamentos com stablecoins

  4. MoonPay adquire DFlow por US$ 100 milhões em ações

  5. SEC propõe 'innovation exemption' para ações tokenizadas

  6. Camada de aplicações da Solana supera volume do SOL, com Jupiter em US$ 18,3 bi

  7. Forward Industries lança ofertas de aquisição para três tesourarias da Solana

Perguntas frequentes

Por que as ofertas da Forward foram rejeitadas se o SOL está tão barato?

As empresas rejeitaram as propostas porque consideraram o prêmio oferecido (10%, 30%) insuficiente diante do potencial de recuperação do SOL e do valor estratégico de suas próprias posições em infraestrutura. A HSDT, por exemplo, argumentou que a oferta subestimava seu papel na governança da rede.

O que diferencia a Forward de outras tesourarias como a Mercury ou a MoonPay?

A Forward é especializada exclusivamente em tesourarias de ativos digitais na Solana, com foco em staking e rendimentos em DeFi. Já a Mercury é um banco corporativo tradicional com braço cripto, e a MoonPay é uma infraestrutura de on-ramp/off-ramp que migrou para trading com a aquisição da DFlow.

Como a proposta da SEC para ações tokenizadas impacta essa consolidação?

O 'innovation exemption' pode facilitar fusões entre empresas de tesouraria listadas em bolsa, ao reduzir barreiras regulatórias para emissão de ações-token em trocas. Isso torna ofertas como as da Forward mais viáveis juridicamente, especialmente se envolverem tokenização de participação acionária.

Por que a Forward quer ser a 'Berkshire Hathaway da Solana'?

Ela busca replicar o modelo de Buffett: acumular ativos de alta qualidade (SOL, tokens de governança, posições em DeFi) e usar o fluxo de caixa gerado por staking e fees para financiar novas aquisições, sem depender de captação externa ou dívida.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
16 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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