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CEVIU News - CEVIU Segurança da Informação - 10 de setembro de 2026

10 notícias10 de setembro de 2026CEVIU Segurança da Informação
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🚨 CEVIU Segurança da Informação

Uma falha de segurança de gravidade máxima, identificada como CVE-2026-75650 e apelidada de StyleSmuggler, está sendo ativamente explorada para comprometer lojas online que utilizam Adobe Commerce e Magento Open Source. Atores de ameaça iniciaram a exploração em 4 de setembro, utilizando a vulnerabilidade de execução de código não autenticada para instalar backdoors em Rust e web shells em PHP. A Adobe respondeu com o hotfix emergencial VULN-393411, mas especialistas da Sansec alertam que a aplicação do patch pode não ser suficiente para sistemas já comprometidos, exigindo uma investigação de segurança aprofundada.

A SAP divulgou um pacote de atualizações corretivas para 20 vulnerabilidades, incluindo uma falha de estouro de buffer de severidade máxima no kernel do seu software. A brecha, localizada na biblioteca de processamento External Passport Protocol (EPP), permite a execução de comandos arbitrários com privilégios de administrador por atacantes sem credenciais. Adicionalmente, uma falha de autenticação no SAP NetWeaver Message Server possibilita que agentes mal-intencionados, sem autenticação prévia, executem cargas e comandos arbitrários em todo o cluster do sistema SAP. Ações imediatas são essenciais para mitigar os riscos.

A Cisco Talos detectou novas cadeias de infecção via WebDAV que disseminam o Amatera Stealer, visando credenciais e criptomoedas. Uma das campanhas comprometeu uma entidade governamental ucraniana, executando uma DLL disfarçada de 'verification.google'. Paralelamente, outra cadeia explorou o JavaScript do ClearFake, hospedado na BNB Smart Chain, e um falso CAPTCHA do Google (ClickFix) para injetar malwares adicionais, como ZigCryptoStealer e NetSupport Manager, alertando para a sofisticação das táticas de distribuição de ameaças.

O Google Threat Intelligence Group (GTIG) alerta para uma escalada nas táticas de atores de ameaça, que agora utilizam IA para orquestrar ataques autônomos. A evolução vai de prompts simples a fluxos de trabalho de IA agentic, capazes de gerenciar varreduras, corrigir erros e conduzir ataques multifásicos com mínima intervenção humana, reduzindo drasticamente o tempo de resposta das defesas de dias para horas. O grupo UNC6780, por exemplo, explora a cadeia de suprimentos de IA, roubando tokens do GitHub Actions para assinar pacotes maliciosos ao enganar Large Language Models (LLMs). Além disso, grupos patrocinados por estados empregam IA em todas as fases do ataque, desde o reconhecimento até a pós-exploração, enquanto agentes financeiramente motivados desenvolveram ferramentas de coleta de credenciais que subtraíram milhares de segredos em poucas horas, utilizando apenas ferramentas de codificação de IA e playbooks de markdown. Este cenário exige uma reavaliação urgente das estratégias de cibersegurança.

Uma falha grave, identificada como CVE-2026-82533, foi descoberta no DeepSeek Harness 0.1.1-rc.2 e versões anteriores. A vulnerabilidade residia na API local, que utilizava o cabeçalho 'Host' controlado pelo cliente em vez do endereço do peer. Isso permitia que sessões em sandbox, que mantinham acesso de loopback, invocassem a API para obter acesso total, contornando aprovações. Um único comando de shell poderia ser executado para escapar do sandbox em configurações padrão. Em cenários onde a porta 3080 estivesse exposta, atacantes remotos não autenticados poderiam assumir o controle de sessões e exfiltrar conversas. A DeepSeek já liberou uma correção na versão 0.1.2-alpha.1, e a atualização é urgente.

A Unit 42 revelou que infecções de adware aparentemente simples, frequentemente subestimadas, são, na verdade, fachadas para operações de pagamento por instalação (PPI) sofisticadas. A CL-CRI-1171, ativa há dois anos, utiliza o loader OfferLoader para distribuir malwares através de canais de YouTube e envenenamento de SEO, mirando infraestruturas corporativas e governamentais. A campanha emprega uma metodologia furtiva, utilizando uma impressão digital Base64 para exibir conteúdo falso a scanners e analistas, enquanto as vítimas reais recebem payloads maliciosos, explicando sua quase nula detecção pública, apesar de vasta atividade. Defensores são alertados a reavaliar a prioridade de alertas de loaders commodity, focando na infraestrutura de C2, como a campanha que disseminou o RAT multiplataforma Insomnia e um bypass para as Preferências Seguras do Chrome.

A IonQ revelou um projeto detalhado que estima a quebra de assinaturas de curva elíptica de 256 bits, amplamente utilizadas, por meio de um ataque quântico que demandaria 19.397 qubits físicos e 1.457 qubits lógicos. Utilizando a arquitetura 'Walking Cat', o ataque visaria o problema do logaritmo discreto secp256k1, exigindo aproximadamente 39 milhões de portas Toffoli e um tempo de execução de cerca de 25,7 dias por tentativa. A empresa ressalta que esta é a primeira estimativa de recursos totalmente compilada e tolerante a falhas para tal ataque, embora a máquina quântica necessária para essa escala ainda não exista, mas alinha-se ao seu roadmap tecnológico para 2028, levantando preocupações sobre a segurança futura da criptografia. O estudo destaca a urgência de soluções de segurança pós-quântica.

Pesquisadores da Novee identificaram uma vulnerabilidade crítica (CVE-2026-12537) com CVSS 10.0 no Gemini CLI. A falha permite Execução Remota de Código (RCE) antes mesmo de o ambiente sandbox ser ativado, expondo segredos como GITHUB_TOKEN e GEMINI_API_KEY. O problema reside na variável GEMINI_SANDBOX_PROXY_COMMAND, que acessa o shell do host via `spawn(..., { shell: true })`. Este padrão de execução pré-tarefa, também encontrado em ferramentas como Claude Code e Codex, revela uma lacuna arquitetônica: a configuração do workspace pode conferir autoridade de processo antes que os mecanismos de segurança do modelo de IA entrem em ação. A exploração não exigiu *prompt injection*, bastando três linhas em um arquivo de configuração para comprometer o host.

Um incidente de segurança marcou o último fim de semana na Liquid Network, onde hackers, descritos como 'white-hat', conseguiram drenar cerca de US$ 320 milhões da carteira de federação. Contudo, em um movimento incomum, US$ 263 milhões do montante foram posteriormente devolvidos. A discrepância entre o valor subtraído e o retornado, de aproximadamente US$ 57 milhões, ainda não teve seu paradeiro esclarecido. O episódio levanta questões sobre a segurança de ativos em redes de criptomoedas e a complexidade das motivações por trás de ataques cibernéticos.

James Strahler, residente de Ohio, foi sentenciado a 15 anos de prisão, marcando a primeira condenação sob a 'Take It Down Act'. A pena foi imposta por um esquema que envolvia a distribuição de mais de 3.000 imagens de abuso sexual infantil, tanto reais quanto geradas por IA, além da prática de cyberstalking contra as vítimas. Este caso sublinha a crescente relevância de legislações específicas para combater crimes digitais, especialmente aqueles que exploram o potencial da IA para a criação de conteúdo ilícito e a perseguição online.

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