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Cadeia de infecção ClearFake WebDAV distribui Amatera Stealer, ZigCryptoStealer e NetSupport Manager

ClearFake Utiliza WebDAV para Distribuir Amatera Stealer e Outros Malwares

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A nova onda de ataques do ClearFake, que distribui o Amatera Stealer, mostra uma complexificação notável nas táticas de infecção. A estratégia agora inclui o uso abusivo do protocolo WebDAV para executar DLLs maliciosas diretamente. Em vez de se apoiar apenas em scripts ou executáveis mais óbvios, os atacantes disfarçam o malware como arquivos legítimos, como 'verification.google', e exploram a capacidade do WebDAV de carregar conteúdo remoto. Este vetor de ataque é particularmente insidioso porque pode contornar defesas baseadas em assinaturas e comportamentos mais comuns.

A campanha também inovou ao usar a BNB Smart Chain como um C2 (Command and Control) e ponto de hospedagem para JavaScript malicioso, uma técnica conhecida como EtherHiding. Isso permite que o ClearFake opere com maior resiliência e dificuldade de rastreamento. As duas cadeias de infecção identificadas, uma visando uma entidade governamental ucraniana com o loader 'verification.google' e outra explorando o JavaScript do ClearFake via 'pf.ch', utilizam técnicas avançadas de evasão. Isso inclui DLL hollowing, onde o malware injeta código em DLLs legítimas como 'dbghelp.dll', e fluxos de controle guiados por exceções para dificultar a análise. O objetivo final é sempre o mesmo: roubar credenciais e criptomoedas, expandindo a capacidade do Amatera Stealer.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU sobre campanhas ClickFix, como a de 23 de fevereiro e 16 de março de 2026, apontava para ataques que exploravam CAPTCHAs falsos e induziam usuários a executar comandos PowerShell. No entanto, a nova campanha do ClearFake representa um salto significativo na sofisticação. Antes, o foco era na execução de comandos via PowerShell e loaders como o Donut. Agora, os atacantes evoluíram para o uso direto de WebDAV e a hospedagem de componentes maliciosos em blockchains (EtherHiding).

Esta nova abordagem, com DLL hollowing e ofuscação avançada nos loaders 'pf.ch' e 'verification.google', torna a detecção e análise muito mais difíceis do que as táticas anteriores baseadas em PowerShell. O que era um vetor de engenharia social com execução de script, agora é uma cadeia de infecção multiestágio que abusa de protocolos de rede e infraestrutura descentralizada, demonstrando uma capacidade maior de evasão e persistência.

Por que isso importa

Esta evolução do ClearFake e a disseminação do Amatera Stealer são um alerta crítico para equipes de segurança da informação. A utilização de WebDAV e BNB Smart Chain como vetor e infraestrutura maliciosa eleva o nível da ameaça, exigindo defesas mais adaptáveis. A técnica de DLL hollowing, por exemplo, dificulta a detecção por soluções EDR e antivírus tradicionais, que podem não identificar a sobreposição de código malicioso em módulos legítimos do sistema operacional.

Organizações, inclusive governamentais, precisam reavaliar suas estratégias de segurança de endpoint e de rede, focando na detecção de anomalias no uso de protocolos como WebDAV e na identificação de atividades suspeitas em processos legítimos. A persistência dos atacantes em aprimorar suas táticas para roubo de dados e criptomoedas sublinha a necessidade de vigilância constante e de uma postura proativa contra ameaças sofisticadas e em constante mutação.

Linha do tempo

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  4. ClearFake adota WebDAV e EtherHiding para distribuir Amatera Stealer

Perguntas frequentes

O que é ClearFake e como ele se conecta ao Amatera Stealer?

ClearFake é uma plataforma de malvertising que injeta JavaScript malicioso em sites comprometidos, muitas vezes usando um falso CAPTCHA do Google (ClickFix). Nesta campanha, ele atua como o estágio inicial da infecção, levando à distribuição do Amatera Stealer, um malware projetado para roubar credenciais e criptomoedas das vítimas.

Como a técnica de WebDAV é explorada nesta campanha?

Os atacantes abusam do protocolo WebDAV, que permite acesso a arquivos via HTTP, para carregar e executar DLLs maliciosas diretamente de servidores remotos. Eles enganam os usuários para que copiem e executem um comando que aponta para um caminho WebDAV, executando uma DLL disfarçada, como 'verification.google' ou 'pf.ch', que é, na verdade, o Amatera Stealer ou um loader para ele.

O que é EtherHiding e por que os atacantes a utilizam?

EtherHiding é uma técnica em que os atacantes armazenam código malicioso, ou partes dele, em contratos inteligentes em blockchains públicas, como a BNB Smart Chain. Isso lhes confere uma infraestrutura C2 resistente à remoção, pois a blockchain é descentralizada. Acessar o código por essa via torna o rastreamento e o bloqueio da infraestrutura maliciosa muito mais difíceis para as equipes de segurança.

Quais são as novas táticas de evasão empregadas pelos loaders Amatera?

Os loaders Amatera, como 'pf.ch' e 'verification.google', empregam técnicas avançadas de evasão. Isso inclui o DLL hollowing, que consiste em sobrescrever o código de uma DLL legítima com o malware, e o uso de fluxo de controle guiado por exceções e API hashing para dificultar a análise estática e dinâmica. Esses métodos visam contornar a detecção de softwares de segurança, como EDRs e antivírus.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
10 de setembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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