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CEVIU News - CEVIU Fintech - 24 de setembro de 2026

15 notícias24 de setembro de 2026CEVIU Fintech
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A Ramp, conhecida por sua plataforma de operações financeiras, acaba de lançar um novo módulo de Contas a Receber, expandindo sua atuação da gestão de saídas para incluir também as entradas de caixa. A funcionalidade otimiza o ciclo do contrato ao recebimento, automatizando a extração de termos contratuais para gerar faturas, preparando o acompanhamento de cobranças e realizando a conciliação automática de pagamentos. Além disso, a ferramenta reconhece receitas e mantém a sincronização contábil com sistemas ERP, consolidando a Ramp como uma solução financeira de ponta a ponta mais robusta para empresas.

A Shopify anunciou uma integração estratégica com o Muse, o novo agente de IA pessoal da Meta, permitindo que usuários naveguem e efetuem compras em lojistas da plataforma diretamente pelo Shop Pay. Essa parceria concede ao Muse acesso direto ao vasto catálogo de produtos da Shopify e à sua robusta infraestrutura de pagamentos e comércio. Representando um marco, a colaboração demonstra como os agentes de IA podem emergir como a próxima fronteira das compras digitais, com a Shopify pavimentando o caminho. Curiosamente, a iniciativa contrasta com a postura da Amazon, que optou por bloquear o Muse em seu próprio site.

A Coinbase anunciou a expansão do acesso a ofertas públicas iniciais (IPOs) para clientes de varejo elegíveis nos Estados Unidos, iniciando com a Oura. Esta iniciativa permite que os usuários solicitem ações pelo preço de oferta diretamente através do aplicativo da Coinbase antes mesmo do início das negociações no mercado secundário. O serviço é viabilizado por meio de uma colaboração estratégica com a Coinbase Capital Markets, uma entidade registrada na FINRA, e a Apex Clearing, visando ampliar o portfólio da plataforma para além das criptomoedas. A medida sublinha a ambição da Coinbase de se consolidar como um "Everything Exchange", diversificando suas ofertas para incluir ações e investimentos no mercado primário, marcando um passo significativo na integração de mercados financeiros tradicionais e digitais.

A busca por um arcabouço federal para ativos digitais nos Estados Unidos sofreu um revés significativo. O CLARITY Act, que visava estabelecer as bases para a regulamentação do setor, falhou em obter os 60 votos necessários no Senado, com um placar apertado de 49 a 50. Divergências em relação a cláusulas éticas foram apontadas como o principal entrave. Diante da proximidade das eleições de meio de mandato, a expectativa é que a SEC e a CFTC assumam a linha de frente na definição de diretrizes para criptoativos, utilizando isenções, orientações e novas regulamentações. Questões cruciais, como o rendimento de stablecoins, permanecem pendentes, aguardando definições por parte dessas agências.

O CEO da WislaCod aponta que o estouro de orçamento em projetos de core banking não decorre do sistema contábil em si, mas sim de fatores adjacentes. Os custos adicionais surgem de escolhas de plataforma, tempo de migração, integrações complexas, fases de teste e a gestão ineficaz de cadeias de fornecedores. Como exemplos, ele cita o RTGS, com um excedente de £56 milhões, e a falha na migração do TSB, que não foi atribuída à movimentação de dados, mas a problemas de configuração de login e à falta de visibilidade sobre 85 subcontratados.

Apesar do sistema de pagamentos UPI da Índia ter sido apontado como um disruptor no modelo de Christensen – de baixo custo e focado na base da pirâmide –, o mercado de cartões de crédito do país triplicou em cinco anos. Entre os fatores que sustentam essa dinâmica, destacam-se o crescimento mútuo em uma economia em franca expansão e subdigitalizada, onde o UPI aumentou a visibilidade dos pagamentos digitais, impulsionando também a demanda por cartões. Casos de fraudes no UPI levaram parte dos usuários de volta aos cartões, que oferecem maior proteção. Adicionalmente, bancos não lucram com transações via UPI, mas obtêm de 2% a 3% com cartões, incentivando sua promoção. O UPI, concebido como um bem público pelo governo, nunca teve como foco competir com os benefícios de cartões, como recompensas e pagamentos diferidos. Contudo, essa equação pode ser alterada a partir de 15 de outubro de 2026, com a implementação de uma taxa de 0,4% sobre pagamentos comerciais via UPI acima de INR 2.000.

Gabe Stengel, CEO da Rogo, delineia uma ambiciosa visão para a IA redefinir o cenário financeiro, assumindo grande parte da pesquisa, diligência e execução em bancos e firmas de investimento. A ideia central é que a IA se torne o epicentro das operações, com a Rogo aspirando a ser uma 'Bloomberg nativa de IA'. Stengel enfatiza a importância de modelos específicos de domínio sobre modelos de fronteira isolados e discute quais habilidades humanas permanecerão cruciais no setor de investimentos, à medida que a tecnologia avança para se tornar uma 'superinteligência de investimento'.

A Numeric apresentou sua nova Plataforma de Dados Financeiros, prometendo redefinir a gestão empresarial ao atuar como um substituto estratégico para os sistemas ERP legados. Diferentemente das soluções existentes, esta plataforma armazena o contexto completo dos eventos de negócios, superando a limitação de reduzir transações a meras entradas contábeis. A inovação não só automatiza a contabilidade e otimiza relatórios detalhados, mas também capacita agentes financeiros com IA, facilitando a migração modular de sistemas como o NetSuite, sem a complexidade de uma substituição integral.

A Stripe está elevando o patamar das transações digitais ao integrar sua carteira Link com agentes de IA de gigantes como Meta, xAI e Instinct. Essa novidade permite que bots de IA finalizem compras, blindando os dados do cartão do usuário. Com uma base robusta de 300 milhões de usuários e cerca de 1 milhão de comerciantes integrados, o Link fortalece a interface da Stripe com o consumidor, colocando-a em rota de colisão direta com players como PayPal, Apple e Google. A medida prepara a empresa para um futuro onde a IA será a espinha dorsal das compras e pagamentos, redefinindo o cenário do comércio digital.

O SoFi, banco digital norte-americano, deu um passo significativo no mercado financeiro ao migrar seu programa de cartões de US$ 25 bilhões para liquidação utilizando stablecoins através da rede global da Mastercard. Essa iniciativa pioneira o posiciona como a primeira instituição bancária nacional nos EUA a empregar stablecoins em larga escala para este fim. A transição, transparente para consumidores e comerciantes, mantém a experiência usual de pagamentos com cartões Mastercard, enquanto a liquidação ocorre nos bastidores via blockchain. Comerciantes agora podem receber fundos instantaneamente, sem a necessidade de gerenciar criptoativos ou alterar infraestruturas. O SoFi já negocia com grandes varejistas dos EUA para expandir essa tecnologia, indicando um futuro em que stablecoins podem se tornar uma infraestrutura de pagamento invisível e onipresente.

A Amazon expande suas opções de pagamento no Reino Unido ao integrar a Affirm, permitindo que milhões de produtos sejam adquiridos com financiamento flexível. Clientes agora podem escolher a Affirm no checkout para compras acima de £50, com aprovação instantânea. Duas modalidades estão disponíveis: o '0% Pay-in-3', dividindo o custo em três parcelas mensais sem juros, ou planos de longo prazo de até 48 meses com uma taxa fixa de 22% APR representativo. A iniciativa visa facilitar o acesso a bens de consumo, sem a cobrança de taxas de atraso ou ocultas, reforçando a tendência de soluções de 'Buy Now, Pay Later' (BNPL) no e-commerce.

A NewView Capital e a Carta selaram uma parceria estratégica que promete revolucionar as ofertas públicas de aquisição (tender offers) patrocinadas por empresas. A colaboração une a vasta experiência da NewView em investimentos secundários com a robusta infraestrutura de cap table e liquidez da Carta. Essa iniciativa reflete uma tendência de mercado: a normalização de programas de liquidez para empresas privadas, especialmente em um cenário onde startups permanecem mais tempo no setor privado. Apenas no primeiro semestre de 2026, a Carta já demonstrou sua força, administrando mais de 70 tender offers que totalizaram um volume de transações de US$ 3 bilhões, evidenciando o impacto significativo dessa união no ecossistema financeiro.

A Atum, uma promissora rede de pagamentos aberta, acaba de ser lançada, capitaneada por Pete Cooling, ex-líder de produto de cripto da Visa. A startup anuncia um robusto financiamento inicial de US$ 13,5 milhões, sinalizando uma aposta significativa do mercado na sua proposta de inovação para o setor financeiro digital. Com a experiência de Cooling, a Atum busca redefinir o cenário de transações, prometendo maior abertura e eficiência nos pagamentos globais.

Em um movimento estratégico que promete redefinir o acesso ao mercado de capitais, a Blockchain.com anunciou um acordo com a NYSE para permitir que seus usuários negociem ações e ETFs tokenizados dos EUA. A negociação será possível 24 horas por dia, 7 dias por semana, através da futura plataforma digital da bolsa. A iniciativa, que aguarda aprovação regulatória, sinaliza uma convergência significativa entre finanças tradicionais e o universo blockchain, abrindo novas fronteiras para investidores e para o setor de Fintech global.

A Go.AI, startup de Chicago, acaba de levantar US$ 85 milhões em uma rodada Série A, liderada pela Updata Partners. Com este aporte, o capital total captado pela empresa atinge US$ 90 milhões, destinado à ampliação de sua infraestrutura de IA local. Este movimento estratégico visa fortalecer a capacidade de processamento e desenvolvimento de soluções avançadas de inteligência artificial, um diferencial competitivo para o setor financeiro e demais segmentos que buscam otimização e inovação contínua.

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