A plataforma Kalshi está no centro de uma polêmica após um pesquisador de cripto divulgar evidências de que a empresa estaria inflando artificialmente o volume de negociação de futuros perpétuos (PERPs). A denúncia, apresentada em um extenso thread, aponta que uma única transação de ETH no valor de US$ 5.500 chegou a representar entre 48% e 58% do volume total de PERPs de ETH em dias distintos. Uma fonte anônima complementou as acusações, revelando que a Kalshi supostamente mantém acordos de incentivo de volume com formadores de mercado, o que criaria um estímulo financeiro direto para práticas de negociação artificiais. Antecipando uma possível exclusão de dados, o pesquisador realizou múltiplos backups criptografados das informações da exchange.
A Coinbase lançou um novo serviço para clientes de varejo qualificados nos EUA, permitindo-lhes solicitar alocações em ofertas públicas iniciais (IPOs) diretamente pelo aplicativo. A iniciativa começa com a estreia da Oura nesta semana, marcando um movimento estratégico da plataforma para democratizar o acesso a IPOs. As alocações podem variar de completas a nulas, dependendo da demanda. Este serviço é uma oferta de valores mobiliários mediada pela Coinbase Capital Markets, com a Apex atuando na execução, compensação e custódia. A novidade difere dos futuros perpétuos de pré-IPO, como os da SpaceX, lançados para usuários não-americanos em junho, que oferecem apenas exposição sintética ao preço sem propriedade do ativo. Recentemente, a Coinbase também solicitou à SEC a aprovação para listagem de perpétuos de ações, indicando planos de permitir a transferência de portfólios de ações para sua plataforma, expandindo seu escopo de atuação para além do mercado de criptoativos.
Em uma análise detalhada, Tristyn Pawson concedeu ao cartão Avici uma pontuação de 6.0/10, destacando a eficiência de seu processo de on-ramp. Pawson conseguiu converter US$ 374,45 de Wise para USDC com uma taxa irrisória de apenas US$ 1, classificando-o como o serviço de on-ramp mais econômico que já utilizou. Contudo, a avaliação revelou pontos fracos significativos: o cartão não oferece cashback, impõe uma taxa de câmbio de 1% que contradiz a promessa de "sem taxa de intercâmbio", e o acesso a lounges é condicionado a pagamento, elementos que pesaram na nota final.
A plataforma de mercados de previsão Polymarket enfrentou uma tentativa de fraude estimada em US$ 10 milhões, conforme revelou o Wall Street Journal. Segundo a reportagem, a partir de fevereiro, golpistas teriam utilizado cartões de débito roubados para efetuar depósitos, com a processadora Checkout.com rejeitando mais de 80% das transações por suspeita de fraude – um índice alarmante frente à média de mercado de 1%. Alegações indicam que o CEO Shayne Coplan teria orientado a equipe a focar no crescimento, deixando a conformidade regulatória em segundo plano. Funcionários que alertaram sobre os riscos de lavagem de dinheiro teriam sido ignorados, e uma regra essencial de retirada foi removida, contribuindo para o cenário de vulnerabilidade. O diretor de conformidade, Andrew Clifford, renunciou em abril, e o CEO para os EUA, Justin Hertzberg, foi demitido, mas, curiosamente, uma investigação da Sullivan & Cromwell concluiu que a Polymarket estava em conformidade com as regulamentações.

Uma nova proposta no ethresear.ch, batizada de RawVentures, delineia uma organização autônoma descentralizada (DAO) de capital de risco nativa do Ethereum. A iniciativa converte parte das recompensas de staking, e não o principal investido, em um "venture vault", permitindo que os stakers acumulem participações sem a necessidade de desvincular seu ETH. A seleção de investimentos é mediada por mercados de previsão: acionistas do vault antecipam marcos específicos de projetos, e os resultados reorientam o capital de previsores incorretos para os corretos. Este mecanismo fomenta uma "Futarchy Reputacional" com um histórico on-chain da precisão das previsões. A DAO busca se estabelecer como investidora especializada no ecossistema Ethereum, capitalizando o conhecimento de construtores nativos do protocolo para identificar oportunidades que escapariam aos VCs tradicionais. Desafios como a precificação de portfólio, a resistência à manipulação em mercados de previsão e a verificação independente dos resultados dos projetos ainda demandam solução.
O token HYPE alcançou um novo recorde histórico, ultrapassando US$ 90,92, impulsionado pela introdução do sistema de empréstimo manual da Hyperliquid. Agora, usuários podem utilizar HYPE e Bitcoin como garantia para obter empréstimos em USDC e USDT. Segundo Jeff Yan, cofundador, cada empréstimo é facilitado por provedores de liquidez e utiliza a infraestrutura HyperCore, a mesma que sustenta o sistema de margem de portfólio da plataforma. Atualmente, o protocolo reporta impressionantes US$ 269 milhões em ativos emprestados. Este avanço na oferta de finanças descentralizadas ocorre logo após a Payward, controladora da Kraken, anunciar planos para lançar futuros perpétuos on-chain para clientes norte-americanos, com foco inicial nos mercados HIP-3 da Hyperliquid, sinalizando uma crescente integração entre as finanças tradicionais e o ecossistema cripto.
A isenção da SEC para inovação no mercado de ações tokenizadas está sendo superestimada, cobrindo apenas modelos específicos: a tokenização nativa da emissora, onde um agente de transferência registra ações reais em blockchain, e a tokenização custodiada por terceiros, com o token carregando todos os direitos da ação subjacente. Contudo, derivativos, trackers sintéticos e "equity perps" como HYPE ou LIT não se qualificam. A SEC parece focar em estruturas com alinhamento direto aos direitos acionários tradicionais. Apesar da conexão da Ondo, tokens como o BP da Backpack, por serem "tokenized claims" resgatáveis em uma SPV, não se enquadram diretamente na isenção para títulos de segurança do Artigo 8.
Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, reafirmou seu compromisso com o altruísmo eficaz, argumentando que a honestidade intelectual deve prevalecer sobre o rebranding estratégico. Buterin criticou aqueles que, embora compartilhem das premissas do EA, se afastam da terminologia por questões reputacionais. Em seu ensaio, ele introduziu o conceito de 'galaxy brain resistance', um padrão epistêmico que questiona estruturas de raciocínio capazes de justificar qualquer conclusão, carecendo de poder explicativo e falseabilidade. Segundo Buterin, essa lógica consequencialista ilimitada tem sido a causa de falhas no EA, distorcendo argumentos para legitimar resultados controversos, e ele busca distinguir os princípios fundamentais do movimento (cuidado com o próximo, cosmopolitismo e alocação rigorosa de recursos) das práticas de raciocínio que corromperam sua aplicação.
O token $GP, uma memecoin na rede Solana lançada em 8 de setembro pela StonkFun, resgata a iconografia da moeda de ouro do jogo Old School RuneScape, propondo-a como a primeira moeda digital com liquidez tokenizada. Distribuído com um imposto de transferência de 3% para os detentores em GLDx – um ETF SPDR Gold tokenizado pela Backed – e não em SOL nativo, o $GP possui uma oferta fixa de 1 bilhão e sem alocação para a equipe de desenvolvimento. Nos primeiros oito dias, o token movimentou US$ 169.000 em ouro tokenizado para 2.085 carteiras, com seu valor de mercado partindo de US$ 6 mil para um pico de US$ 4,86 milhões, estabilizando em torno de US$ 4,15 milhões.
Entre fevereiro e agosto, uma sofisticada campanha de engenharia social explorou o fascínio por bots de IA, induzindo 224 vítimas a implementarem, por conta própria, contratos de 'wallet drainers' em suas carteiras digitais. Os criminosos se valeram de falsos tutoriais para manipular os usuários, resultando na perda de ativos cripto. Este incidente destaca a crescente necessidade de vigilância no espaço Web3, onde a confiança em ferramentas emergentes pode ser explorada para ataques disfarçados de funcionalidades legítimas.
Apple e Google estão recrutando profissionais para posições relacionadas a stablecoins, um movimento que sinaliza um crescente interesse interno das gigantes da tecnologia no universo dos ativos digitais. Apesar de não haver anúncios oficiais sobre o lançamento de suas próprias stablecoins ou serviços dedicados, a busca por talentos especializados indica uma exploração estratégica e aprofundada do potencial e das aplicações dessas moedas digitais. Essa incursão pode redesenhar o cenário das finanças digitais, ao integrar a robustez tecnológica dessas empresas com o dinamismo do ecossistema cripto.
A plataforma X (antigo Twitter) entrou com uma ação judicial em Londres contra Vivek Kumar Sen e Zamyang Sherpa, acusando-os de operarem nove contas dedicadas ao universo cripto. A alegação central é que a dupla simulou engajamento para inflar os pagamentos do programa de Compartilhamento de Receita para Criadores, evidenciando postagens com intervalos de apenas 11 segundos, o que sugere uma operação coordenada para fraudar a plataforma em US$ 277 mil. Este caso levanta discussões importantes sobre a fiscalização e a integridade dos programas de monetização em plataformas descentralizadas e o uso de IA para identificar fraudes.