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Science Corporation implanta chip restaurador de visão no primeiro paciente com doença de Stargardt
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Science Corp. Implanta Chip Restaurador de Visão em Paciente com Doença de Stargardt

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A Science Corporation, empresa de Max Hodak (ex-cofundador da Neuralink), deu um passo importante ao implantar seu chip PRIMA em um paciente com a doença de Stargardt. Este movimento expande o escopo da tecnologia, que já havia recebido aprovação para comercialização na União Europeia em 23 de julho de 2026, para tratar a degeneração macular relacionada à idade. Agora, a aplicação em uma condição genética, que atinge cerca de 150 mil pessoas globalmente e não tem cura, reforça o potencial versátil do implante retiniano.

O PRIMA atua como fotorreceptores artificiais, convertendo luz em sinais elétricos que o nervo óptico envia ao cérebro, mesmo onde as células sensoriais originais falharam. O próprio Hodak vê esses implantes, sejam cocleares ou retinianos, como tipos de Interfaces Cérebro-Computador (BCIs). Para a Science Corp., esta tecnologia de visão é uma parte fundamental de um plano mais amplo, focado em desenvolver BCIs para diversas aplicações médicas, indo além do controle de dispositivos.

O que mudou

A grande mudança é a ampliação do horizonte de aplicação do chip PRIMA. Enquanto a cobertura anterior, em 23 de julho de 2026, celebrava a aprovação do dispositivo na Europa especificamente para a degeneração macular relacionada à idade, a notícia atual mostra a tecnologia sendo testada em uma condição hereditária, a doença de Stargardt. Esta é uma evolução clara, transformando uma solução focada em uma doença comum em uma ferramenta mais versátil para a restauração da visão.

Além disso, a Science Corporation, que em 6 de março de 2026 se consolidou como uma rival da Neuralink ao levantar US$ 230 milhões, demonstra agora que seu plano de negócios sustentável, baseado na restauração da visão, está progredindo. O que era um plano de expansão para diversas doenças, agora é realidade clínica em uma nova frente.

Por que isso importa

Este desenvolvimento é crucial por duas razões principais. Primeiro, ele oferece esperança para pacientes com a doença de Stargardt, uma condição para a qual ainda não há cura. A possibilidade de restaurar uma visão central nítida, mesmo que limitada a um pequeno campo, pode ter um impacto significativo na qualidade de vida.

Segundo, a aplicação do PRIMA em Stargardt valida a abordagem da Science Corporation de usar implantes retinianos como uma base para BCIs mais amplas. O sucesso neste campo pavimenta o caminho para o desenvolvimento de sensores cerebrais e outras interfaces que, segundo a empresa, podem tratar condições neurodegenerativas e até expandir as capacidades cognitivas humanas no futuro.

Linha do tempo

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Perguntas frequentes

O que é a doença de Stargardt?

A doença de Stargardt é uma condição ocular hereditária que causa a degeneração progressiva da visão central. Ela afeta as células fotorreceptoras da retina, resultando em um ponto cego que aumenta com o tempo e dificultando atividades como leitura e reconhecimento facial.

Como o chip PRIMA da Science Corporation funciona?

O PRIMA é um implante de 2x2 milímetros colocado na parte posterior do olho, onde os fotorreceptores degeneraram. Ele age como fotorreceptores artificiais, recebendo imagens de óculos equipados com câmera e convertendo-as em sinais elétricos que são enviados ao cérebro, restaurando uma forma de visão.

Qual é a visão de longo prazo da Science Corporation com as BCIs?

A Science Corporation visa expandir as interfaces cérebro-computador (BCIs) para além do controle de dispositivos. A empresa quer desenvolver BCIs que possam tratar doenças neurodegenerativas, monitorar atividades cerebrais em pacientes com tumores e, a longo prazo, entender como o cérebro cria a mente e até construir cérebros engenheirados.

O chip PRIMA já está disponível comercialmente?

Sim, o chip PRIMA já é comercialmente acessível na Europa. Ele foi aprovado para pacientes que perderam a visão devido à atrofia geográfica, uma forma avançada de degeneração macular relacionada à idade. A aplicação em Stargardt ainda faz parte de um estudo clínico.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
14 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU

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