Por que o Ocidente parou de criar novas terras
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A prática de reclamation, ou a criação de novas terras a partir de áreas alagadas ou do mar, foi fundamental para o crescimento de cidades costeiras nos Estados Unidos. No final do século XIX, cerca de 8% do território em metrópoles como Boston e Charleston era resultado desse processo. Projetos notáveis incluem a terra onde hoje se encontra o Lincoln Memorial e bairros como o Financial District de São Francisco. Essa expansão territorial se tornou menos comum após a década de 1970, coincidindo com a aprovação de leis ambientais chave nos EUA.
O reclamation, embora tecnicamente viável e com um custo-benefício vantajoso dadas as atuais valorizações imobiliárias urbanas, esbarra em barreiras regulatórias. Leis como o National Environmental Policy Act (NEPA) e o Clean Water Act exigem estudos de impacto ambiental extensos, que podem levar anos para serem concluídos e custar milhões em medidas de mitigação. Um exemplo é o projeto de expansão da Craney Island, que, após décadas de estudos e revisões, ainda não teve sua construção iniciada.
Por que isso importa
A estagnação do reclamation urbano nos EUA impacta diretamente a crescente demanda por moradia e infraestrutura. A capacidade de expandir cidades em áreas centrais seria uma solução para a escassez de imóveis e a valorização imobiliária, além de oferecer oportunidades para a construção de novas infraestruturas de transporte e a proteção de zonas costeiras contra o aumento do nível do mar. A superação dos entraves regulatórios poderia destravar o potencial de criação de centenas de milhares de novas moradias em locais de alta demanda.
Linha do tempo
Reclamation de Back Bay em Boston, com custo estimado de US$ 400.000 por acre (valor de 2025).
Custo de expansão de cidades via transporte público (ex: metrô de Nova York) estimado em US$ 65.000 por acre (valor de 2025), cinco a dez vezes mais barato que reclamation.
Declínio abrupto do reclamation nos EUA e em outros países ocidentais, coincidindo com a aprovação de leis ambientais. Cessam grandes projetos urbanos de reclamation.
Conclusão do Battery Park City, considerado o último grande projeto urbano de reclamation nos EUA.
Custo de um acre de terra em São Francisco chega a US$ 24 milhões, mais de 70 vezes o custo estimado de reclamation.
Publicação da notícia: Por que o Ocidente parou de criar novas terras, destacando os entraves regulatórios atuais.
Perguntas frequentes
O que é reclamation?
Reclamation é o processo de criar novas terras a partir de corpos d'água, como oceanos, rios ou lagos, por meio de aterro e drenagem. Historicamente, foi uma técnica crucial para a expansão de cidades costeiras.
Por que o reclamation parou nos EUA?
O reclamation nos EUA diminuiu drasticamente após a década de 1970 devido à aprovação de leis ambientais rigorosas, como o NEPA e o Clean Water Act. Essas regulamentações aumentaram exponencialmente os custos e o tempo necessário para aprovação de projetos.
Quais leis ambientais dificultam o reclamation?
O National Environmental Policy Act (NEPA) e o Clean Water Act são os principais entraves. O NEPA exige extensos relatórios de impacto ambiental, enquanto o Clean Water Act requer permissões federais para qualquer descarte de material dragado em áreas aquáticas.
Existem alternativas ao reclamation?
Alguns argumentam que o desenvolvimento de transporte melhorou o acesso a terras mais distantes, tornando o reclamation menos necessário. No entanto, com a crescente valorização do solo urbano, o reclamation volta a se apresentar como uma opção economicamente justificável, apesar dos desafios regulatórios.
Fontes
- worksinprogress.cofonte original
- Categoria
- CEVIU
- Publicado
- 29 de junho de 2026
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