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NASA escolhe Relativity Space, empresa de Eric Schmidt, para missão Aeolus em Marte
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NASA escolhe Relativity Space, empresa de Eric Schmidt, para missão Aeolus em Marte

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Aprofundamento

A Relativity Space não está só construindo uma espaçonave para Marte: está implantando o primeiro centro de dados em órbita marciana. O 'Relay Data Center' da missão Aeolus é um componente crítico, e inédito, que executa modelos de IA a bordo, processa imagens atmosféricas em tempo real e envia dados via links ópticos. Isso não é suporte logístico: é infraestrutura computacional interplanetária, alinhada à visão declarada de Eric Schmidt de 'data centers no espaço sideral', já citada na cobertura CEVIU sobre o bônus de Elon Musk vinculado à mesma meta (2026-04-30).

O contrato com a NASA é o primeiro Acordo da Lei Espacial reembolsável de seis anos da agência, um novo mecanismo que transfere parte do risco de desenvolvimento para o parceiro privado, mas exige entrega concreta: a Relativity deve lançar sua própria nave *e* seu próprio foguete, o Terran R, ainda sem voo inaugural (agora esperado para 2027). Enquanto isso, a SpaceX já opera com contratos militares de US$ 2,29 bilhões (2026-05-28) e tem Starship em testes avançados, mas nunca enviou nada a Marte. A Aeolus pode ser a primeira missão privada no planeta vermelho, se o Terran R decolar.

O que mudou

Em abril de 2026, a CEVIU destacou que o bônus de Elon Musk na SpaceX estava atrelado à colonização de Marte, mas era só um plano remuneratório. Agora, em junho de 2026, a Relativity Space, com Schmidt no comando, recebeu um contrato operacional real para levar hardware científico *e* infraestrutura de computação a Marte em 2028. Não é mais promessa: é cronograma, instrumentos definidos, e um centro de dados orbital em fase de integração. A mudança não é só técnica, é de status: a Relativity saiu da lista de startups 'em recuperação' (após o fracasso do Terran-1 em 2023) para figurar como parceira estratégica de ciência interplanetária da NASA.

Por que isso importa

Essa missão muda duas coisas de uma vez: como dados científicos são gerados fora da Terra e quem controla essa geração. Até agora, os centros de dados orbitais eram conceitos teóricos ou demonstrações em LEO. O Relay Data Center da Aeolus será o primeiro a operar em órbita marciana, com capacidade de rodar modelos de IA para filtrar ruído de poeira, prever turbulências locais e priorizar transmissão de dados críticos, reduzindo dependência de comunicação em tempo real com a Terra. Para engenheiros e cientistas, isso significa que futuros pousos tripulados poderão usar dados meteorológicos diários *reais*, não simulações baseadas em medições esporádicas. E para o ecossistema espacial brasileiro, é um sinal claro: infraestrutura orbital não é mais só sobre satélites de comunicação, é sobre computação distribuída em escala planetária.

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Perguntas frequentes

A Relativity já mandou algo ao espaço?

Não. Seu primeiro foguete, o Terran-1, falhou em março de 2023. A empresa aposentou o modelo e agora foca no Terran R, cujo voo inaugural está previsto para 2027, um ano antes do lançamento da missão Aeolus a Marte, em 2028.

O que é esse 'centro de dados em órbita de Marte'?

É um sistema embarcado na espaçonave Aeolus com capacidade de servidor, armazenamento em massa e processamento de IA. Ele analisa dados dos quatro instrumentos em tempo real, filtra ruídos atmosféricos e decide quais dados enviar à Terra, reduzindo latência e uso de largura de banda.

Por que a NASA confiou nisso a uma empresa sem voo orbital?

A agência adotou o modelo de parceria reembolsável da Lei Espacial: a Relativity assume parte do risco de desenvolvimento, mas a NASA fornece os instrumentos científicos e supervisão técnica. É uma aposta estratégica em inovação acelerada, e também um teste de fogo para o novo paradigma de contratação espacial.

Isso compete diretamente com a SpaceX?

Sim, mas em dimensões diferentes. A SpaceX tem contratos militares e lunares consolidados, mas zero missões a Marte. A Relativity, mesmo sem voo, entrou na corrida marciana com um contrato operacional. Se der certo, será a primeira empresa privada a chegar a Marte, e com infraestrutura computacional, não só com carga útil.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
19 de junho de 2026
Editoria
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