Empresa espacial privada revela plano radical para capturar um asteroide
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A TransAstra não está propondo uma missão de ficção científica: seu plano 'New Moon' é tecnicamente ancorado em testes reais já realizados. Em outubro de 2025, um protótipo do 'Capture Bag', um saco inflável com hastes de rip-stop, foi implantado com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS), validando o desdobramento e retratamento em microgravidade. Agora, com US$ 2,5 milhões da NASA e igual valor em contrapartida privada, a empresa está escalando o sistema de 1 para 10 metros de diâmetro, capaz de envolver asteroides de até 20 metros e 100 toneladas. O alvo não é um corpo qualquer: são pequenos asteroides próximos à Terra, detectáveis graças à rede Sutter TKO, que promete identificar 300 vezes mais objetos escuros e rápidos do que toda a história da astronomia até hoje.
O ponto de coleta escolhido, o ponto L2 Terra-Sol, a 1,5 milhão de km da Terra, não é aleatório. É um local estável gravitacionalmente, usado pela NASA para o telescópio James Webb, e ideal para instalar a unidade de processamento 'New Moon', que usará braços robóticos e aquecedores solares para extrair água e metais. A água virará propelente; os metais, componentes para infraestrutura espacial. Tudo isso rodando com o motor solar-térmico Omnivore, que opera com luz concentrada e múltiplos propelentes, inclusive os próprios extraídos no local.
Por que isso importa
Essa missão pode mudar o custo de operações no espaço. Transportar 1 kg para órbita baixa ainda custa cerca de US$ 1.500 com foguetes atuais. Produzir propelente e materiais lá mesmo reduz drasticamente essa dependência. Um único asteroide de 100 toneladas pode gerar centenas de toneladas de oxigênio e hidrogênio, o suficiente para abastecer dezenas de missões além da órbita terrestre. E a tecnologia não serve só para mineração: o 'Capture Bag' de 10 metros também será testado para remoção de detritos espaciais, um problema crescente com mais de 34.000 objetos maiores que 10 cm rastreados atualmente. A parceria assinada com a Academia da Força Aérea dos EUA em maio de 2026 mostra que o interesse vai além do comercial, é estratégico.
Perguntas frequentes
Qual é o tamanho exato do asteroide que a TransAstra quer capturar?
O alvo tem cerca de 20 metros de diâmetro e massa estimada em 100 toneladas. É pequeno o suficiente para ser manejado com o 'Capture Bag' em escala, mas grande o bastante para fornecer recursos úteis como água e metais.
Como o 'Capture Bag' funciona na prática?
É um saco inflável feito de tecido rip-stop, desdobrado por hastes pneumáticas. Ao se fechar ao redor do asteroide, ele cria uma âncora passiva, sem necessidade de pousar ou perfurar. A tecnologia foi testada com sucesso na ISS em outubro de 2025 e agora está sendo ampliada para 10 metros de diâmetro.
Por que o ponto L2 Terra-Sol foi escolhido como local de coleta?
É um ponto gravitacionalmente estável, onde forças de atração entre Terra e Sol se equilibram. Já abriga o telescópio James Webb e permite operações contínuas com pouca necessidade de correções de órbita, ideal para instalar uma fábrica espacial de processamento de recursos.
Quem está financiando o estudo de viabilidade?
Um cliente não identificado concordou em bancar o estudo, cujos resultados saem em maio de 2026. A TransAstra já recebeu US$ 2,5 milhões da NASA, US$ 150 mil do programa NASA Ignite e subsídios do DoD, totalizando US$ 7,1 milhões em financiamento até agora.
Fontes
- arstechnica.comfonte original
- Categoria
- CEVIU
- Publicado
- 19 de março de 2026
- Editoria
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