Falha no iCloud Private Relay da Apple expõe endereços IP reais a sites com passkeys
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A recente descoberta de que o iCloud Private Relay da Apple vaza endereços IP reais em sites que usam passkeys adiciona mais um capítulo preocupante à narrativa de privacidade da empresa. O cerne do problema reside em como o padrão WebAuthn, usado para passkeys, interage com o sistema operacional. Diferente da navegação comum, a requisição do WebAuthn não passa pelo Safari e, consequentemente, não é roteada pelo Private Relay. Em vez disso, o WebKit entrega a "cerimônia" WebAuthn ao serviço de credenciais do sistema operacional, que faz a requisição HTTPS diretamente do aparelho, sem o proxy do Private Relay. Isso significa que o servidor de destino vê o IP real do usuário.
A vulnerabilidade é silenciosa: um invasor pode criar um site com WebAuthn que vaza o IP sem qualquer indicação visível ao usuário. Além da falha principal com passkeys, os pesquisadores Tommy Mysk e Talal Haj Bakry identificaram outras duas funcionalidades do WebKit que também podem comprometer a privacidade: o DNS prefetching (introduzido no iOS 26), que revela os servidores DNS reais do usuário, e o WebTransport (no iOS 26.4), que pode expor o endereço IP. Estes problemas, somados a outros recentes como a falha no Hide My Email, que o CEVIU noticiou em 3 de julho de 2026, e as mudanças no domínio do serviço em 17 de junho de 2026, levantam questões sérias sobre a consistência e a eficácia das proteções de privacidade da Apple.
Por que isso importa
Este incidente abala a confiança dos usuários que pagam pelo iCloud+ justamente pela promessa de maior privacidade. O Private Relay é vendido como uma ferramenta para mascarar o IP e o DNS no Safari, uma característica crucial para quem busca anonimato online. Ao vazar IPs reais em situações específicas, mas comuns, como o uso de passkeys, a ferramenta não entrega o que promete. Isso é particularmente problemático porque não há alerta visual para o usuário quando o IP é exposto.
Para a Apple, a falha representa um desafio direto à sua imagem de empresa focada na privacidade. A necessidade de recorrer a uma VPN de terceiros para garantir a proteção, enquanto um serviço pago da Apple deveria oferecer isso, é um contrassenso. A situação exige uma resposta rápida da empresa, que já declarou estar investigando o relatório, para reafirmar seu compromisso com a privacidade do usuário em um cenário digital cada vez mais complexo.
Linha do tempo
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Falha no iCloud Private Relay da Apple expõe endereços IP reais a sites com passkeys.
Perguntas frequentes
O que é o iCloud Private Relay e como ele deveria funcionar?
O iCloud Private Relay é um serviço do iCloud+ que busca esconder o endereço IP e as informações de DNS do usuário durante a navegação no Safari. Ele atua como um proxy, roteando o tráfego por dois retransmissores separados, impedindo que sites e provedores de rede vejam o IP real do usuário e seu destino final, respectivamente.
Como a falha permite que o endereço IP seja vazado?
A falha ocorre porque as passkeys utilizam o padrão WebAuthn. As requisições de autenticação WebAuthn são processadas diretamente pelo serviço de credenciais do sistema operacional, e não pelo Safari. Como o Private Relay é integrado ao Safari, essas requisições diretas do sistema ignoram o proxy e expõem o IP real do dispositivo.
Quais outras vulnerabilidades foram identificadas no WebKit?
Além do problema com as passkeys, pesquisadores encontraram vazamentos via DNS prefetching, recurso adicionado no iOS 26, que revela os servidores DNS reais do usuário. Também identificaram o WebTransport, introduzido no iOS 26.4, como outra funcionalidade que pode expor o endereço IP real.
O que posso fazer para me proteger enquanto a Apple não resolve o problema?
Enquanto a Apple investiga e trabalha em uma solução, a recomendação é usar uma Rede Virtual Privada (VPN) de terceiros. As VPNs tradicionais roteiam todo o tráfego do dispositivo, garantindo que o IP seja mascarado independentemente do aplicativo ou serviço que está fazendo a requisição.
Fontes
- macrumors.comfonte original
- Categoria
- CEVIU
- Publicado
- 06 de agosto de 2026
- Editoria
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