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Upgrades impostos por fornecedores criam um enorme 'imposto do software' para líderes de TI

Upgrades impostos por fornecedores viram 'imposto do software' e pesam no orçamento de TI

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A pesquisa encomendada pela Origina, empresa independente de manutenção de software, ouviu líderes de TI de organizações dos EUA e do Reino Unido com receita anual acima de US$ 1 bilhão ou mais de 10 mil funcionários. O número central: 28% do orçamento de software, em média quase US$ 12,9 milhões por ano, vai para upgrades, migrações e mudanças de licenciamento puxados pelo fornecedor. Além disso, 95% dos respondentes disseram ter pago, nos últimos três anos, por um upgrade imposto que acreditavam reduzir o desempenho.

Vale a ressalva de método: a pesquisa foi encomendada por uma empresa que vende manutenção de terceiros, ou seja, tem interesse no tema. O CEO Tomás O'Leary admite que a empresa nunca havia quantificado o custo. O mecanismo descrito é conhecido: recusar o upgrade pode significar perder suporte, e o custo de troca costuma superar o de aceitar. Omar Amassine, da TripleW Digital, cita CRM, automação de marketing e infraestrutura em nuvem como os maiores casos, com recursos de IA embutidos e migração de preço por assento para faixas de uso. Como contramedidas, aparecem arquitetura modular, padrões abertos, estudos de viabilidade de migração seis meses antes da renovação, contratos mais curtos e troca de experiências entre CIOs. Zachary Lewis, de uma universidade de St. Louis, lembra que trocar de fornecedor raramente é simples e que há ainda o custo de tempo para cobrar correção de vulnerabilidades.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU mostra o mesmo tema de pressão de fornecedores sobre o orçamento. Em 21 de abril de 2026, o CEVIU noticiou "Prazo da VMware Impulsiona Reavaliação Estratégica de TI", sobre a mudança da Broadcom para licenciamento por assinatura e a flexibilidade reduzida nas renovações. A pesquisa atual cita a VMware como exemplo desse aperto e dá ao fenômeno uma medida agregada, os 28% do gasto. Em 11 de maio de 2026, a matéria "É um Mercado de Compradores | E o Pesadelo dos Vendedores" apontava a IA invertendo o poder de negociação de software, o que contrasta com o relato atual de compradores com pouca margem.

Por que isso importa

Para quem opera orçamento de TI, a leitura é que upgrade forçado deve ser tratado como linha de risco, não como custo de manutenção inevitável. Isso sugere mapear datas de fim de suporte e dependências proprietárias, e começar a avaliar alternativas bem antes da renovação, já que a existência de um plano de saída credível é o que, segundo as fontes, devolve poder de barganha. O número da pesquisa deve ser lido com cautela, dada a origem patrocinada.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia a pressão da VMware por licenciamento por assinatura e renovações.

  2. CEVIU noticia a IA invertendo o poder de negociação de software.

  3. Pesquisa da Origina atribui 28% do gasto com software a upgrades impostos por fornecedores.

Perguntas frequentes

O que é o 'imposto do software'?

É o custo de upgrades, migrações e mudanças de licenciamento que o fornecedor impõe e que o cliente não escolheria por conta própria. Na pesquisa da Origina, isso consome em média 28% do orçamento de software de grandes empresas.

Quem foi pesquisado e quem pagou o estudo?

Foram ouvidos líderes de TI de organizações dos EUA e do Reino Unido com receita acima de US$ 1 bilhão ou mais de 10 mil funcionários. A pesquisa foi encomendada pela Origina, que oferece manutenção independente de software.

Como as empresas podem recuperar poder de negociação?

As fontes sugerem contratos mais curtos, para renegociar com mais frequência, e arquitetura modular com padrões abertos. Também citam estudos de viabilidade de migração seis meses antes da renovação e suporte de terceiros ou interno. Trocar informações com outros CIOs reforçaria a posição coletiva.

Trocar de fornecedor resolve o problema?

Nem sempre. Segundo Zachary Lewis, anos de integrações, processos e conhecimento acumulado fazem com que sair custe, às vezes, mais do que o aumento que se quer evitar. Por isso a opção de saída precisa ser planejada com antecedência.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
26 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU TI

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