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Investidores preocupados com os gastos da Oracle em IA

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A Oracle está realizando a maior expansão de infraestrutura de IA da história da empresa: no ano fiscal de 2026 (encerrado em 31/05/2026), seus gastos de capital (capex) atingiram US$ 55,7 bilhões, um salto de 162% ante 2025, e para 2027 a projeção é de até US$ 95 bilhões em capex líquido, com reembolsos parciais de clientes estimados em até US$ 25 bilhões. Essa aceleração está vinculada à construção de data centers de escala sem precedentes, como o projeto 'Stargate' no Texas com a OpenAI, que deverá estar mais de 75% concluído até 10 de setembro de 2026. Ao mesmo tempo, a Oracle assinou mais de 30 contratos de IA no valor total de US$ 12 bilhões no quarto trimestre de 2024, e seu RPO (compromissos de desempenho restantes) explodiu para US$ 638 bilhões em maio de 2026, um aumento de 363% ano a ano, impulsionado por pré-pagamentos de GPUs e fornecimento direto de hardware por clientes.

O custo dessa corrida tem impacto direto nas finanças: o fluxo de caixa livre foi negativo em US$ 23,7 bilhões em 2026 (contra déficit de US$ 394 milhões em 2025), e a empresa precisa levantar US$ 40 bilhões adicionais em dívida e capital em 2027, somando-se aos US$ 48 bilhões já captados em 2026. Diferentemente de rivais como AWS ou Azure, a Oracle não contava com reservas de caixa robustas para financiar internamente essa transição, o que explica a queda de 10%, 13% nas ações após o relatório de junho de 2026 e a crescente pressão dos investidores sobre o retorno sobre o investimento (ROI), não apenas o crescimento da receita.

Por que isso importa

Essa situação importa porque a Oracle está tentando se posicionar como terceira grande nuvem de IA, ao lado de AWS e Microsoft Azure, em um momento em que a demanda por infraestrutura especializada (GPUs, interconexão, latência ultra-baixa) está explodindo. Seus contratos com OpenAI, Meta e outros players críticos de GPT-5.6, Claude Opus 4 e Gemini 3 exigem capacidade escalável, confiável e economicamente viável. O sucesso ou fracasso dessa aposta definirá se a Oracle consegue migrar de provedora tradicional de bancos de dados para líder em infraestrutura de IA multicloud, especialmente para cargas de trabalho de treinamento e inferência de modelos avançados como GPT-5.6 e Gemini 3. Caso os custos continuem superando a conversão em margens sustentáveis, o modelo pode comprometer sua competitividade frente a players com economias de escala consolidadas e fluxo de caixa positivo.

Além disso, o novo modelo de precificação baseado em tokens e resultados, já em teste com 33 organizações, incluindo Aon e Liberty Energy, é uma resposta direta à pressão por ROI. Ele busca alinhar o custo da infraestrutura Oracle com o valor real gerado por aplicações de IA, como fine-tuning de modelos GPT-5.6 ou execução de pipelines de inferência de Claude Opus 4. Isso mostra que a Oracle não está apenas construindo hardware, mas redesenhando sua proposta de valor para o ciclo de vida completo dos modelos de IA, desde treino até produção.

Impacto para desenvolvedores

Para desenvolvedores e equipes de engenharia, o investimento da Oracle em IA significa acesso iminente a infraestrutura de última geração otimizada para cargas pesadas de LLMs: o OCI oferece instâncias com até 1.024 GPUs NVIDIA H100, conectividade NVLink de baixa latência e suporte nativo a frameworks como vLLM e TensorRT-LLM, essenciais para implantação eficiente de GPT-5.6, Gemini 3 e Claude Opus 4. A expansão do Stargate e a entrada de quase 1 GW de capacidade no primeiro trimestre de 2027 devem reduzir filas de provisionamento e melhorar a disponibilidade de recursos escassos, como GPUs H100 e B200.

No entanto, há trade-offs: a margem bruta prevista para diminuir em 2027 indica que preços iniciais podem ser agressivos, mas também que a estabilidade de preços e SLAs ainda está sendo testada. Desenvolvedores que dependem de APIs de inferência ou treinamento em larga escala na Oracle precisam monitorar não só a performance técnica, mas também a sustentabilidade financeira do modelo, pois ajustes futuros em precificação, termos contratuais ou políticas de reembolso poderão impactar diretamente orçamentos de ML Ops e custos de produção de modelos como GPT-5.6 e Gemini 3.

Perguntas frequentes

Quanto a Oracle está gastando em IA em 2026 e 2027?

No ano fiscal de 2026 (encerrado em 31/05/2026), a Oracle investiu US$ 55,7 bilhões em despesas de capital (capex), um aumento de 162% ante 2025. Para 2027, a projeção oficial é de capex líquido de cerca de US$ 70 bilhões, com estimativas de analistas chegando a US$ 95 bilhões, parte destinada à construção de data centers como o Stargate com a OpenAI.

O que é o Stargate da Oracle e qual sua relação com GPT-5.6 e Claude Opus 4?

O Stargate é um data center de IA em construção no Texas pela Oracle em parceria com a OpenAI. Está projetado para suportar cargas de treinamento e inferência de grandes modelos, incluindo versões avançadas como GPT-5.6 e Claude Opus 4. Segundo atualização de 10/06/2026, mais de 75% da obra estava concluída, com previsão de operação parcial ainda em 2026, essencial para atender à demanda desses modelos.

Por que as ações da Oracle caíram após o relatório de lucros de junho de 2026?

As ações caíram entre 10% e 13% devido à preocupação com o fluxo de caixa livre negativo de US$ 23,7 bilhões em 2026, ao aumento explosivo da dívida e aos gastos de capital de US$ 55,7 bilhões. Investidores questionaram o retorno sobre o investimento, especialmente diante da necessidade de levantar US$ 40 bilhões adicionais em 2027, o que gerou dúvidas sobre a sustentabilidade da expansão para competir com AWS e Azure em infraestrutura para GPT-5.6, Gemini 3 e Claude Opus 4.

Qual é o novo modelo de precificação da Oracle para IA e como ele afeta o uso de GPT-5.6 ou Gemini 3?

A Oracle lançou um modelo piloto de precificação baseado em tokens e resultados, já testado com 33 organizações. Ele busca vincular o custo ao valor gerado por aplicações de IA, como fine-tuning de GPT-5.6 ou execução de pipelines de inferência de Gemini 3. Isso pode trazer maior previsibilidade para equipes de ML Ops, mas também exige monitoramento contínuo de métricas de uso e ROI, já que a estrutura de cobrança difere do modelo tradicional por hora ou instância.

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
12 de junho de 2026
Fonte
CEVIU TI

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