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Gartner alerta empresas a repensarem a infraestrutura de IA

Gartner alerta: custo de tokens de IA pode estourar o orçamento de TI em mais de 50% até 2027

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Gartner ouviu 272 responsáveis por infraestrutura e operações de TI (I&O). Desses, 58% afirmam que levar provas de conceito de IA para a adoção em I&O será prioridade importante nos próximos 12 meses. A consultoria aponta cinco tendências, e a primeira é a IA agêntica em triagem de incidentes, validação de mudanças e remediação. Hoje quase nenhuma organização opera agentes com mínima participação humana em TI, mas a Gartner espera que metade faça isso até 2030.

O ponto de custo é direto. Até 2027, empresas que usarem agentes de IA em operações de TI com preço variável sem teto, atrelado ao consumo de tokens, devem estourar a expectativa inicial em mais de 50%, na comparação com quem adota assinatura previsível ou pacotes fechados. A resposta da Gartner é uma política estrita de "no telemetry, no deployment", para eliminar pontos cegos no gasto e no uso de tokens. Outras tendências: inferência de IA puxando a infraestrutura híbrida (privacidade, custo, desempenho e soberania de dados), fusão de NOC e SOC em 25% das empresas até 2030 (hoje são 5%), com queda de um quarto no gasto com ferramentas e pessoal, e I&O saindo do papel de gatekeeper para orquestrador da plataforma de IA corporativa. Quem não tiver uma I&O forte conduzindo a arquitetura de IA nos próximos quatro anos terá mais que o dobro de chance de falhar, segundo a consultoria.

O que mudou

O alerta não é isolado. Em 1 de maio de 2026, o CEVIU noticiou "O Pulso: Gastos com Tokens de IA Estouram Orçamentos, E Agora?", sobre empresas adotando medição mais rígida e limites de uso. Em 25 de junho de 2026, em "Custos do coding com IA podem superar os salários dos desenvolvedores", a Gartner já associava a cobrança por token ao encarecimento de ferramentas e agents. Em 17 de setembro de 2026, o CEVIU registrou "Novos desafios operacionais de IA para as empresas", com a Gartner citando os "ataques de exaustão de custo". Agora a análise chega ao centro de I&O: o risco deixa de ser genérico e passa a ser quantificado (mais de 50% acima do esperado até 2027) e ganha uma regra de governança, a telemetria obrigatória antes de qualquer deploy.

Por que isso importa

Para quem opera infraestrutura, a leitura é de que o contrato de IA virou decisão de arquitetura e de orçamento ao mesmo tempo. Preço variável sem teto transfere o risco para a área de TI, enquanto assinatura ou pacote dá previsibilidade, ainda que possa limitar flexibilidade. Faz sentido exigir observabilidade de consumo de tokens desde o piloto e amarrar cada agente a um caso de uso mensurável antes de escalar.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia estouros de orçamento por gastos com tokens de IA.

  2. Gartner aponta que coding com IA pode custar mais que o salário de um desenvolvedor até 2028.

  3. CEVIU aborda custos de IA que chegam a dobrar a cada 45 dias em algumas empresas.

  4. Especialistas alertam para alta de até 10 vezes no custo de processamento para IA.

  5. CEVIU discute a gestão de custos de GPUs para equipes de IA.

  6. Gartner projeta desafios operacionais de IA, incluindo ataques de exaustão de custo.

  7. Gartner alerta que custo de tokens pode superar o previsto em mais de 50% até 2027 em operações de TI.

Perguntas frequentes

Quanto a Gartner diz que o custo de tokens pode estourar o orçamento?

Até 2027, empresas que usarem agentes de IA em operações de TI com preço variável sem teto, ligado ao uso de tokens, devem exceder a expectativa inicial de custo em mais de 50%. A comparação é com quem usa assinatura previsível ou preços em pacote.

O que significa a política "no telemetry, no deployment"?

É a recomendação da Gartner de não colocar agentes de IA em produção sem telemetria. A ideia é eliminar pontos cegos no gasto e no consumo de tokens, para que a TI saiba quanto cada uso custa.

Quando agentes de IA devem operar TI com pouca supervisão humana?

Hoje praticamente nenhuma organização opera assim. A Gartner espera que metade delas faça isso até 2030, numa mudança de operações reativas com humano no loop para proativas com humano supervisionando.

Por que a infraestrutura híbrida entra na conversa?

Segundo a Gartner, a inferência de IA impulsiona a infraestrutura híbrida, movida por privacidade, custo, desempenho e requisitos de soberania de dados. Cargas de IA em nuvem, data center e edge exigem gestão coordenada de infraestrutura, governança, segurança e operações.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU TI

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