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Garantindo ingestão confiável de OpenTelemetry em escala com ClickHouse

ClickHouse revoluciona ingestão de telemetria OpenTelemetry em escala

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

Telemetria em volume massivo é um desafio constante na nuvem. O LogHouse, plataforma interna do ClickHouse Cloud para observabilidade, mostra isso. Processar 50 milhões de eventos OpenTelemetry por segundo, mantendo integridade e performance, exigiu uma arquitetura que supera as abordagens tradicionais de ingestão. É uma questão crítica de governança de dados e arquitetura de sistemas.

A resposta do ClickHouse veio com um pipeline de failover baseado em prioridades. Em vez de filas em memória ou logs write-ahead, que falhavam sob pressão, a equipe usou armazenamento de blob, como S3, como um buffer de overflow durável e inteligente. Isso assegura que dados críticos não se percam, mesmo com picos de tráfego, sem comprometer os custos operacionais.

O que mudou

A evolução do LogHouse é um caso exemplar de como a arquitetura amadurece sob pressão real. Inicialmente, o sistema usava uma abordagem simples de agentes para gateways com filas em memória. Falhou sob backpressure. Tentou-se então logs write-ahead em disco para durabilidade, mas o desempenho caía e dados recentes eram represados por antigos. A cobertura do CEVIU, como a matéria de abril de 2026 sobre o sistema de métricas do Airbnb, já mostrava a complexidade de ingerir 50 milhões de amostras por segundo de forma tolerante a falhas. O ClickHouse agora apresenta uma solução definitiva para esse problema, que antes era apenas um rumor. Um post anterior da empresa havia provocado a existência de um pipeline customizado baseado em S3, e agora ele é uma realidade.

Este novo design, com failover para armazenamento de blob, entrega a resiliência prometida. Os custos operacionais são controlados porque o blob storage só é ativado em caso de falha, evitando que o ClickHouse sobrecarregue e otimizando o consumo de recursos em momentos de pico de tráfego de dados.

Por que isso importa

Para qualquer organização com uma estratégia de nuvem robusta, a ingestão confiável de telemetria é a base para a observabilidade. Dados de logs, métricas e traces são o oxigênio da operação, essenciais para identificar problemas, otimizar performance e garantir a segurança da informação. A padronização via OpenTelemetry, como o CEVIU já notou em março de 2026 com o tema de Observability Warehouses, consolida essa visão.

Essa nova arquitetura do ClickHouse significa menos tempo de inatividade, decisões mais rápidas e uma governança de dados mais sólida. Ela transforma dados brutos em inteligência acionável sem estourar orçamentos de infraestrutura, um fator decisivo para a transformação digital e adoção inteligente de nuvem.

Linha do tempo

  1. OpenTelemetry consolida observability em warehouses centralizados

  2. Airbnb adota OpenTelemetry para métricas de alto volume

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  6. Jaeger integra ClickHouse como backend para distributed tracing

  7. ClickHouse revoluciona ingestão de telemetria OpenTelemetry em escala com LogHouse

Perguntas frequentes

O que é LogHouse?

O LogHouse é a plataforma interna de observabilidade do ClickHouse Cloud. Ele é responsável por coletar e processar logs, métricas e traces de todos os componentes da infraestrutura ClickHouse, garantindo o monitoramento de seus serviços críticos.

Qual o desafio na ingestão de telemetria em alta escala?

O principal desafio é lidar com picos imprevisíveis de telemetria, que podem sobrecarregar o banco de dados e levar à perda de dados. Soluções como filas em memória ou logs write-ahead mostraram-se insuficientes para absorver essas variações sem comprometer a integridade ou a entrega de informações em tempo real.

Como o ClickHouse garante a confiabilidade dos dados agora?

A nova arquitetura implementa um pipeline de failover com prioridades. Em situações de alta pressão ou falha do ClickHouse primário, os dados são redirecionados para um armazenamento de blob (como S3), que atua como um buffer durável. Assim que o ClickHouse se recupera, os dados são reprocessados do blob storage, evitando perdas e garantindo a continuidade do fluxo.

Por que o ClickHouse não optou por Kafka?

A decisão de não usar Kafka foi operacional. Implementar Kafka significaria adicionar um novo serviço de tier zero complexo à infraestrutura, exigindo novos conhecimentos e esforços significativos em implantação, planejamento de capacidade, tuning e suporte on-call, apenas para este caso de uso de telemetria.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
25 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU TI

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