CCNA levou Michelle Szklarska de product owner a engenheira de redes
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A CCNA não é só um selo de aprovação: é um contrato tácito com a arquitetura operacional de redes corporativas. Michelle não trocou de cargo, ela migrou de quem define o que a rede deve fazer para quem garante que ela funcione, sob pressão, em ambientes onde falhas de roteamento ou ACL mal configuradas impactam SLA, compliance e até faturamento. Isso exige mais do que teoria: exige domínio de fluxos reais de tráfego, hierarquia de rotas, comportamento de NAT em cenários híbridos e interação entre AAA e políticas de acesso, tudo dentro do escopo da CCNA v1.1, atualizada em 2024 para incluir automação básica com Python e integração com APIs RESTful de dispositivos Cisco.
O valor estratégico da certificação está nessa ponte entre governança e execução: product owners negociam escopos com stakeholders; engenheiros de redes garantem que os acordos técnicos sejam tecnicamente viáveis, e sustentáveis. A CCNA valida essa capacidade de tradução, algo que ferramentas de Ia generativa ainda não substituem: saber *por que* uma rota OSPF não aparece na tabela, não apenas como forçar o comando 'clear ip ospf process'.
Por que isso importa
Para empresas em processo de modernização de infraestrutura, ter profissionais com CCNA significa reduzir dependência de consultorias externas em tarefas críticas de troubleshooting e ajuste fino de redes locais e híbridas. Isso impacta diretamente custos operacionais, cada hora de uptime recuperado por um engenheiro interno com diagnóstico preciso evita multas contratuais e perda de confiança em serviços SaaS. Além disso, a CCNA é requisito implícito em 68% das vagas de redes publicadas no Brasil (dados CEVIU, junho/2026), mesmo em times que já usam SD-WAN e cloud networking, porque a camada de fundação continua sendo IP, switching e segurança de perímetro.
Perguntas frequentes
A CCNA ainda vale a pena em 2026, com tantas soluções em nuvem e IA gerando configurações?
Sim, especialmente para quem precisa validar, auditar e corrigir o que essas ferramentas geram. A CCNA não ensina a usar Ia, mas ensina o que uma configuração gerada por Ia *deveria* fazer. Sem esse conhecimento, você aceita o output cegamente, e isso é risco operacional.
Posso usar a CCNA para migrar de TI para redes mesmo sem experiência prática?
Michelle fez isso partindo de product owner, não de help desk. O diferencial foi o foco em laboratórios práticos desde o início, não leitura de teoria. A Cisco Packet Tracer e o CML permitem simular cenários reais sem hardware físico, e são exigidos nas provas práticas da CCNA v1.1.
Quanto tempo leva, em média, para alguém com perfil de produto conseguir a CCNA?
Michelle levou 5 meses com estudo direcionado (15, 20h/semana). Profissionais de produto costumam ter vantagem em documentação, lógica de fluxo e gestão de requisitos, habilidades transferíveis para ler topologias, interpretar logs e priorizar falhas. O gargalo costuma ser o domínio de comandos CLI e a intuição de tráfego, não conceitos abstratos.
Fontes
- blogs.cisco.comfonte original
- Categoria
- CEVIU TI
- Publicado
- 23 de junho de 2026
- Editoria
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