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Dropping Elephant ataca com cadeia de loader temática chinesa e técnicas avançadas de evasão

Dropping Elephant ataca com cadeia de loader temática chinesa e evasão avançada de defesas

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Aprofundamento

O Dropping Elephant não está só atualizando ferramentas, está refinando um modelo operacional de espionagem de baixo impacto e alto retorno. A nova campanha, com foco no projeto GRES-3 da indústria energética chinesa, usa um LNK disfarçado como PDF para acionar uma cadeia em que cada etapa é projetada para evitar detecção em tempo real: PowerShell ofuscado com split strings (não apenas por obfuscação, mas para burlar heurísticas de análise estática), side-loading abusivo de Fondue.exe, binário legítimo da Microsoft raramente monitorado por EDRs, e carregamento direto do RAT via Donut, sem escrita em disco.

O ponto crítico aqui não é a novidade técnica isolada, mas a combinação orquestrada: o patching ativo de AMSI, WLDP e ETW *antes* do RAT executar significa que o endpoint perde visibilidade justamente quando mais precisa dela. Isso não é evasão genérica, é cegueira induzida no processo. O uso de Salsa20 com chave e nonce hardcoded também revela intenção de resistência a análise forense offline: mesmo com memória capturada, o payload só se revela após execução real, pois a decodificação depende do contexto de runtime (como a derivação do bot ID a partir de artefatos do host). Esse nível de operacionalização sugere que o grupo está migrando de ataques 'por oportunidade' para implantações 'por persistência estratégica'.

O que mudou

A comparação com a campanha de julho de 2025 documentada pela Arctic Wolf mostra uma mudança estrutural: o RAT antigo usava injeção em processos legítimos e dependia de DLLs externas; o novo é um PE nativo de 32 bits, totalmente autocontido, com CRT estático e reconstrução dinâmica de APIs. Antes, o side-loading usava VLC Media Player; agora, explora Fondue.exe, um binário menos conhecido, menos observado, mas igualmente assinado e confiável. O uso de Diaphora (não BinDiff) para confirmar linhagem prova que o grupo já conta com técnicas que quebram ferramentas tradicionais de comparação de código. A evolução não é incremental, é uma reescrita intencional para ignorar o que os defensores estão procurando.

Por que isso importa

Empresas do setor energético, especialmente as com operações na Ásia ou vínculos com fornecedores chineses, devem tratar essa campanha como um alerta de alta prioridade. O fato de o grupo usar temas chineses não indica origem, evidências apontam para ligação com a Índia, mas sim para uma tática deliberada de engenharia social baseada em geopolítica real. Mais grave: o padrão de persistência via tarefa agendada 'GoogleErrorReport' e o uso de C:\Users\Public\ como diretório de staging são comportamentos replicáveis em escala. Se um único ataque consegue desabilitar AMSI, WLDP e ETW antes de carregar o payload, então qualquer organização que não monitore alterações nesses controles em tempo real está exposta a uma infiltração silenciosa, mesmo com EDR instalado.

Linha do tempo

  1. Arctic Wolf documenta primeira versão do RAT Dropping Elephant com side-loading via VLC Media Player e cadeia LNK-PowerShell

  2. CEVIU reporta TA416 (grupo com sobreposição a Dropping Elephant) usando phishing OAuth contra diplomatas europeus

  3. Rapid7 identifica nova campanha Dropping Elephant com side-loading via Fondue.exe, Donut com patching de AMSI/WLDP/ETW e C2 criptografado em Salsa20

Perguntas frequentes

Por que o Fondue.exe é tão perigoso nessa campanha?

Fondue.exe é um binário legítimo da Microsoft, assinado digitalmente e raramente listado em listas negras. Ele carrega DLLs do diretório atual, não do System32. Ao colocar APPWIZ.cpl malicioso em C:\Users\Public\, o atacante força o Fondue.exe a carregar código arbitrário sem disparar alertas de execução suspeita. É side-loading com garantia de confiança.

O que torna o Donut usado aqui diferente de versões anteriores?

Esse Donut não só carrega o payload em memória, ele aplica patches em tempo real nos módulos de segurança do Windows (AMSI, WLDP, ETW) dentro do próprio processo. Isso impede que ferramentas de detecção em memória vejam o RAT sendo descriptografado ou executado. É uma camada de blindagem antes mesmo do payload iniciar.

Como identificar essa ameaça se os hashes mudam a cada campanha?

Não confie em hashes. Monitore comportamentos: processos que chamam 'conhost.exe' para executar PowerShell com strings divididas ('g''c''m', 'sch*'), tarefas agendadas com nomes genéricos (ex: GoogleErrorReport) rodando Fondue.exe, e cargas de APPWIZ.cpl carregadas de fora do Windows\System32. Esses padrões persistem mesmo quando o código muda.

Por que o grupo usa tema chinês se é ligado à Índia?

É uma escolha tática de engenharia social, não geopolítica. Relatórios indicam que alvos no Sudeste Asiático e Paquistão respondem melhor a iscas com credenciais chinesas, especialmente em contratos de infraestrutura energética. O tema funciona como vetor de confiança, não como indicador de origem.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
19 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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