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Preparação Proativa e Fortalecimento Contra Ataques Destrutivos: Edição 2026

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Aprofundamento

O guia de endurecimento da Mandiant para 2026 não é uma atualização incremental, é uma resposta direta ao salto tático dos invasores em 2025: tempo médio de permanência de 14 dias, foco em negação de recuperação (não só roubo), e ransomware que já não precisa cifrar dados para paralisar operações. Ele traduz descobertas reais de mais de 500 mil horas de resposta a incidentes em controles técnicos específicos, como a desativação progressiva do NTLM (com data final prevista para 2027) e a integração nativa do LAPS com o Microsoft Entra ID, que agora detecta reversões de imagem para evitar senhas estagnadas no AD. A novidade crítica está na abordagem de ataques em nível de hypervisor, um vetor que explora falhas em camadas de virtualização para substituir discos físicos sem tocar no sistema operacional, tornando backups tradicionais inúteis se não forem imutáveis e isolados.

A segurança de pipelines CI/CD ganha peso novo: com 45% das organizações globais projetadas para sofrer ataques à cadeia de suprimentos até 2027, o guia exige assinatura obrigatória de imagens de contêiner, verificação de assinaturas em runtime e políticas de código que impeçam a execução de artefatos não validados, não como boas práticas, mas como requisitos mínimos para ambientes Kubernetes em produção. Também alerta sobre plataformas de gerenciamento de endpoints: quando comprometidas, viram 'chaves para o reino', permitindo que invasores usem as próprias ferramentas de administração contra a empresa.

Por que isso importa

Empresas brasileiras com infraestrutura híbrida ou que dependem de Active Directory estão expostas a riscos concretos que esse guia mapeia com precisão técnica rara: 95% das Fortune 1000 usam AD, e 41% dos usuários ainda confiam em autenticação por SMS, vulnerabilidade que a MFA resistente a phishing bloqueia em mais de 99% dos casos. O aumento de 42% nos ataques de ransomware em 2025 e os US$ 74 bilhões em danos projetados para 2026 não são cenários hipotéticos. São pressão real sobre equipes de segurança que precisam priorizar o que funciona agora, como a desativação do WDigest (que armazena credenciais em texto claro) ou a adoção de enclaves de virtualização para isolar ativos críticos. Ignorar essas medidas significa aceitar que um único ponto fraco, um pipeline CI/CD mal configurado, um backup mutável, um servidor com NTLM habilitado, pode desencadear uma paralisação operacional irreversível.

Perguntas frequentes

Por que o guia de 2026 enfatiza backups imutáveis e offline?

Porque ataques destrutivos modernos, como troca de disco em nível de hypervisor, conseguem corromper backups acessíveis pela rede ou pelo sistema operacional. Backups imutáveis impedem alteração mesmo por usuários privilegiados, e manter cópias offline evita que sejam alvo de ransomware ou ferramentas de exclusão em massa. A CISA exige testes regulares desses backups, não basta ter, é preciso validar a restauração ponta a ponta.

O que mudou no uso do LAPS desde sua versão inicial?

O LAPS agora é nativo no Windows 10, 11 e Server 2019, 2025, e foi integrado ao Microsoft Entra ID para backup centralizado de senhas. Além disso, a versão 2026 inclui detecção automática de reversão de imagem do SO, o que evita que senhas de administrador local fiquem desatualizadas após restaurações, um problema comum que deixava servidores expostos por semanas sem rotação.

Por que o NTLM está sendo desativado e o que substitui?

O NTLM é obsoleto desde junho de 2024 por ser suscetível a ataques de retransmissão e 'pass-the-hash'. A Microsoft está migrando para Kerberos com autenticação baseada em certificados e MFA resistente a phishing. Ferramentas de auditoria no Windows 11 24H2 e Server 2025 ajudam a identificar onde o NTLM ainda é usado, mas a desativação total está programada para o final de 2027.

Como a IA está mudando os ataques, segundo os dados de 2025?

A IA generativa acelera engenharia social hiperpersonalizada e cria malware capaz de burlar detecção estática, mas não inventou técnicas novas, apenas escala e refina as existentes. O maior risco emergente é o ataque à lógica de aprendizado de máquina proprietária, como modelos de detecção de fraude ou análise de ameaças, que podem ser manipulados por dados de treinamento adulterados.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
13 de março de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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