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Phishing domina como método de entrada inicial em ciberataques, com hackers aprimorando técnicas de evasão

Phishing Dispara Como Principal Vetor de Ataque e Ameaças Sofisticadas Desafiam Defesas de Segurança

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Aprofundamento

O cenário de ciberameaças está em constante ebulição, mas um vetor se mantém protagonista: o phishing. O relatório da Cisco Talos para o segundo trimestre de 2026 confirma que ele foi o ponto de entrada inicial em mais da metade dos incidentes investigados. Isso não é um aumento marginal. É a consolidação de uma tática que se reinventa, exigindo defesas cada vez mais sofisticadas.

Vimos o grupo UAT-11764 usando PDFs com QR codes para enganar varreduras e levar a páginas falsas de Microsoft 365. Ataques que abusam do fluxo de código de dispositivo Microsoft, como os detalhados pelo CEVIU News em 14 de julho de 2026 e 24 de julho de 2026, são agora um componente central. As contas comprometidas são usadas para criar regras de caixa de entrada que evadem defesas e para disseminar ainda mais ataques. A persistência é garantida com truques como o roubo de Primary Refresh Token (PRT), mantendo o acesso mesmo após a troca de senhas.

O que mudou

A cobertura do CEVIU News sobre phishing via código de dispositivo, como as matérias de 4 de junho e 24 de julho de 2026, mostrava a ascensão de técnicas para ignorar o MFA. Agora, o que antes era uma tática emergente e sofisticada se tornou uma funcionalidade padrão em kits de Phishing-as-a-Service (PhaaS). O relatório da Cisco Talos não só valida a prevalência dessas técnicas, mas também as quantifica como a maior ameaça de acesso inicial, com o PhaaS oferecendo bypass de MFA via OAuth device-flow e persistência via PRT como recursos integrados. A ameaça evoluiu de um método para uma plataforma criminosa robusta.

Por que isso importa

Para empresas e governos, a prevalência do phishing como vetor inicial é um sinal claro. Não se trata apenas de um e-mail com link malicioso. A sofisticação atual envolve engenharia social, bypass de MFA e persistência em infraestruturas legítimas como Microsoft 365. Isso significa que as defesas tradicionais não são mais suficientes. Um ataque de phishing bem-sucedido pode ser a porta de entrada para roubo de dados, ataques de ransomware e interrupção de serviços, com impactos financeiros e reputacionais severos.

Linha do tempo

  1. CEVIU News detalha ataques de phishing via device code em BEC na Microsoft.

  2. CEVIU News reporta que ataques de phishing via navegador superam defesas tradicionais.

  3. Pesquisadores alertam sobre ataque de phishing que abusa do fluxo de código de dispositivo Microsoft.

  4. CEVIU News aborda novo método de phishing de código de dispositivo no Microsoft 365 que ignora MFA.

  5. CEVIU News publica sobre ataque de phishing abusando do fluxo de código de dispositivo Microsoft com redirecionamentos legítimos.

  6. CEVIU News reporta novo phishing de código de dispositivo no Microsoft 365 que ignora MFA.

  7. CEVIU News revela ataque sofisticado que sequestra DNS de Wi-Fi de hotéis para roubar credenciais do Microsoft 365.

  8. Phishing dispara como principal vetor de ataque, com ameaças sofisticadas desafiando defesas de segurança.

Perguntas frequentes

Como os QR codes são usados em ataques de phishing?

Os cibercriminosos incorporam QR codes em documentos PDF anexados a e-mails. Quando a vítima escaneia o código com o celular, é direcionada para uma página falsa de login, como Microsoft 365, que tenta roubar suas credenciais. Essa técnica dribla as varreduras de e-mail que procuram links maliciosos diretos.

O que é Phishing-as-a-Service (PhaaS)?

PhaaS são plataformas criminosas que fornecem kits e infraestrutura para realizar ataques de phishing em larga escala. Elas simplificam o processo para cibercriminosos menos técnicos, oferecendo ferramentas para criar páginas falsas, gerenciar campanhas e, mais recentemente, funcionalidades avançadas como bypass de MFA e persistência em contas comprometidas.

Por que o phishing via OAuth device-flow ignora o MFA?

Este tipo de phishing explora um fluxo de autenticação legítimo da Microsoft, usado por dispositivos sem interface gráfica (como TVs ou impressoras). O atacante gera um código de dispositivo e instrui a vítima a inseri-lo em um site legítimo da Microsoft. Ao fazer isso, a vítima concede acesso ao aplicativo malicioso, contornando o MFA que estaria ativo em um login direto.

O que é Primary Refresh Token (PRT) e por que sua exploração é preocupante?

Um PRT é um token-chave do Azure AD que permite single sign-on (SSO) em dispositivos Windows. Quando um cibercriminoso rouba um PRT, ele pode manter o acesso persistente à conta da vítima, mesmo que a senha seja alterada. Isso confere ao atacante uma forma de acesso duradoura e difícil de detectar.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
30 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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