Leitores do Gizmodo são atingidos por prompts ClickFix após invasão de conta
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O ataque ao Gizmodo usou uma técnica já vista em outros sites de mídia: injetar código malicioso por meio de uma conta WordPress comprometida. O script disparava pop-ups falsos de CAPTCHA, disfarçados como verificação humana, mas que na verdade executavam comandos no terminal do usuário. No Windows, o payload instalava o NetSupport RAT, uma ferramenta legítima de suporte remoto usada por criminosos para assumir controle total da máquina, roubar arquivos, instalar ransomware ou espionar teclas. No macOS, o ataque falhou na prática: o arquivo ZIP criptografado exigia senha, mas nenhuma foi fornecida, travando o processo. Isso mostra que o atacante não testou o payload para Mac, talvez por subestimar o público ou por falta de recursos.
A rapidez com que o Gizmodo reagiu, tirar o site do ar, remover o script e bloquear a conta, foi essencial. Ataques como esse dependem de minutos para infectar centenas. A ausência de relatos massivos de infecção sugere que a resposta foi eficaz. Mas o incidente expõe uma falha comum: sites de conteúdo gerado por usuários, mesmo os grandes, muitas vezes não monitoram permissões de conta com rigor. Um único login roubado basta para transformar um portal de notícias em vetor de malware.
Por que isso importa
Esse tipo de ataque não visa grandes corporações, atinge leitores comuns. O ClickFix é um serviço de baixo custo, acessível até a grupos de criminosos amadores. O fato de ele ser usado em um site como o Gizmodo, com tráfego global e audiência técnica, mostra que ninguém está imune. Empresas de mídia e plataformas de conteúdo precisam adotar autenticação de dois fatores obrigatória para todos os editores, além de monitoramento em tempo real de alterações em templates ou scripts. A segurança não é só de firewall: é de conta, de permissão, de revisão. Um erro de configuração em um painel WordPress pode expor milhões a um trojan.
Linha do tempo
Conta comprometida no WordPress do Gizmodo injeta script malicioso nos artigos
Leitores relatam pop-ups falsos de CAPTCHA e tentativas de instalação de malware
Gizmodo remove o script, tira o site do ar e recupera a conta; site volta ao ar
Perguntas frequentes
O que é o NetSupport RAT e por que ele é perigoso?
NetSupport RAT é uma ferramenta de suporte remoto legítima que criminosos usam como malware. Ele permite acesso total ao sistema infectado: roda comandos, transfere arquivos, ativa câmera e microfone, e instala outros programas maliciosos. A perigo está na disfarce: parece uma ferramenta de TI, então antivírus muitas vezes não a bloqueiam. Se instalado, o atacante pode controlar o PC como se fosse o dono.
Por que o ataque no macOS não funcionou?
O payload para macOS estava em um arquivo ZIP criptografado, mas o atacante esqueceu de incluir a senha. Sem ela, o sistema macOS não consegue extrair os arquivos e o script para. Isso não significa que o macOS é mais seguro, apenas que o ataque foi mal feito. Ataques bem-sucedidos em Mac já roubaram senhas, carteiras de criptomoedas e instalaram backdoors. Falhas de execução são comuns em ataques em larga escala.
Como saber se meu computador foi infectado por esse ataque?
Se você visitou o Gizmodo entre as 14h e 18h de sábado, 21 de junho, e clicou em um pop-up de CAPTCHA que pediu para abrir um arquivo ou rodar um comando no terminal, seu sistema pode estar comprometido. Verifique processos em execução no Gerenciador de Tarefas (Windows) ou Monitor de Atividade (Mac). Procure por NetSupport, Remote Desktop ou processos estranhos com nomes aleatórios. Se não tiver certeza, faça uma varredura com um antivírus confiável ou reinicie o sistema em modo seguro.
Essa invasão foi feita por hackers organizados ou amadores?
O uso do ClickFix-as-a-service indica que o ataque veio de um grupo de baixo custo, provavelmente um afiliado da ErrTraffic. Eles não criam malware por conta própria, compram pacotes prontos. Isso sugere que não era um ataque sofisticado, mas sim um ataque em massa, visando o maior número possível de vítimas. A falha no payload de Mac reforça isso: falta de teste, falta de recursos, mas ainda assim perigoso.
Fontes
- theregister.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 23 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

