Ataques via ScreenConnect indicam nova ameaça com atividade similar a worm
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A nova onda de ataques via ScreenConnect, identificada pela Huntress, mostra uma evolução preocupante no modus operandi dos cibercriminosos. A propagação ocorre de forma similar a um worm, utilizando clientes ScreenConnect modificados para injetar e executar scripts VBScript (de 1.vbs a 4.vbs) através do sistema de transferência de arquivos. Ao se conectar a um cliente infectado, o host também recebe e executa essa cadeia de scripts, escalando a infecção de forma automatizada. Este comportamento amplifica o risco de ataques que exploram ferramentas RMM, algo que já destacamos na cobertura de 20 de março de 2026, com a notícia “Uso em Cadeia de Ferramentas RMM Maliciosas”.
Os scripts VBScript não agem aleatoriamente. Eles são um carregador multifásico que perfila o sistema da vítima, verificando a presença de soluções de segurança como o Microsoft Defender, a quantidade de RAM disponível e se há outras instalações do ScreenConnect. Com base nesse perfilamento, o ataque implanta backdoors de nível de usuário, pacotes com bypass de UAC ou combinações que incluem ferramentas como 'wstunnel' e o minerador de criptomoedas 'XMRig'. A persistência é estabelecida através de chaves de execução do WindowsServiceHost. Para defensores, monitorar entradas 'RunFiles' ou 'RanFiles' nos logs de auditoria do servidor ScreenConnect e verificar o WindowsServiceHost é crucial. A Huntress é categórica: sistemas comprometidos precisam de re-imagem, e não apenas de limpeza, para garantir a erradicação da ameaça.
O que mudou
A grande virada nesta cobertura é a resposta oficial da ConnectWise. Em 3 de setembro de 2026, a empresa publicou um advisory, reconhecendo a falha no "file transfer behavior" de seu produto ScreenConnect, tanto em versões na nuvem quanto on-premise. Antes, tínhamos apenas a detecção e o alerta da Huntress sobre os incidentes. Agora, a ConnectWise já promete um CVE e uma correção oficial para os próximos dias, além de ter fornecido medidas mitigadoras temporárias, como a desativação das permissões de TransferFiles ou TransferFilesInSession. Isso indica uma evolução de um problema detectado para um problema endereçado pelo fabricante do software.
Por que isso importa
Esta ameaça é crítica porque explora uma ferramenta de gerenciamento remoto legítima, transformando-a em um vetor de propagação similar a um worm. O mecanismo de auto-replicação eleva exponencialmente o risco de uma única infecção inicial se transformar em um comprometimento sistêmico. Para empresas e governos, a capacidade de o malware se espalhar por novas sessões de conexão do ScreenConnect significa que a superfície de ataque aumenta com cada nova interação, tornando a contenção muito mais difícil. Além disso, a sofisticação do perfilamento do sistema e a entrega de payloads adaptados tornam a detecção e a remediação um desafio complexo, exigindo uma postura de segurança proativa e um plano de resposta robusto.
Linha do tempo
CEVIU News publica sobre o "Uso em Cadeia de Ferramentas RMM Maliciosas".
CEVIU News reporta sobre o "Microsoft descobre worm leve que rouba criptomoedas".
CEVIU News divulga "Microsoft confirma vulnerabilidade: worm de IA se propaga via Copilot".
Huntress alerta para o "Falso Guia de Instalação do Claude Infecta Macs com Stealer e RAT".
Huntress detecta os primeiros incidentes de ataques ScreenConnect com scripts VBS.
Incidentes adicionais de ataque ScreenConnect são observados pela Huntress.
ConnectWise publica advisory oficial sobre a vulnerabilidade do ScreenConnect.
CEVIU News reporta "Ataques via ScreenConnect indicam nova ameaça com atividade similar a worm".
Perguntas frequentes
O que faz com que os ataques via ScreenConnect sejam considerados "similares a worm"?
Os ataques são considerados similares a worm porque clientes ScreenConnect comprometidos são modificados para propagar scripts VBScript para novas sessões de host. Isso significa que uma simples conexão a um cliente infectado pode automaticamente entregar e executar a mesma cadeia de VBScript no host, replicando a infecção de forma autônoma.
Como os atacantes conseguem enganar as defesas e perfilar os sistemas?
A cadeia de ataque usa múltiplos scripts VBScript. O script inicial, 1.vbs, faz um perfilamento detalhado do sistema, verificando a presença de soluções de segurança como o Microsoft Defender, a quantidade de RAM e outras instalações do ScreenConnect. Com base nessas informações, os scripts subsequentes entregam payloads específicos e tentam contornar defesas, como o bypass de UAC ou a exclusão de caminhos do Microsoft Defender.
Qual a principal recomendação da Huntress para empresas impactadas?
A Huntress enfatiza a necessidade de re-imagem dos hosts comprometidos, em vez de apenas a limpeza dos arquivos maliciosos. Isso ocorre porque o ataque estabelece persistência e implanta backdoors sofisticados, tornando a simples remoção dos artefatos insuficientes para garantir a erradicação completa da ameaça e evitar novas infecções.
A ConnectWise já se manifestou sobre esta vulnerabilidade?
Sim, em 3 de setembro de 2026, a ConnectWise publicou um advisory, confirmando a existência de um problema no comportamento de transferência de arquivos do ScreenConnect. A empresa informou que emitirá um CVE e uma correção oficial em breve, e, enquanto isso, forneceu orientações para mitigar o risco, como a verificação e desativação das permissões de TransferFiles.
Fontes
- huntress.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 04 de setembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

