Alerta Crítico: Falha HollowByte no OpenSSL Permite Ataque de Congelamento de Servidores
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A falha HollowByte no OpenSSL é um ataque de negação de serviço (DoS) particularmente insidioso. Com uma requisição TLS de apenas 11 bytes, um invasor pode forçar o servidor a alocar até 131 KB de memória. O mais crítico é que, em sistemas que utilizam glibc, essa memória não é liberada após a conexão ser encerrada. Ela permanece retida até que o processo seja reiniciado, levando à fragmentação do heap e ao eventual esgotamento dos recursos.
A Okta, responsável pela descoberta, observou que servidores NGINX testados foram derrubados com centenas de megabytes de memória congelados. A OpenSSL, por sua vez, implementou a correção em 9 de junho de 2026, mas de forma discreta, sem um CVE atribuído, sem aviso oficial ou menção em seu changelog. Essa decisão dificulta a detecção por scanners de segurança e o rastreamento de backports, expondo sistemas críticos a riscos de inoperabilidade.
O que mudou
Em 10 de junho de 2026, o CEVIU News informou que o OpenSSL havia liberado correções para 18 falhas, incluindo uma vulnerabilidade de alta severidade (CVE-2026-45447) em PKCS#7. A notícia atual, sobre a HollowByte, revela uma inconsistência crucial na gestão de vulnerabilidades do OpenSSL. Embora outras falhas no mesmo pacote de atualizações de 9 de junho de 2026 tenham recebido CVEs e avisos públicos, a HollowByte foi corrigida sem qualquer identificador ou comunicação. Isso marca uma diferença na forma como o OpenSSL triou e divulgou uma falha de negação de serviço que, para a Okta, tem um impacto considerável.
Por que isso importa
A HollowByte representa um risco sério de negação de serviço para infraestruturas que dependem do OpenSSL, como servidores web e APIs. A simplicidade do ataque e a persistência do esgotamento de memória podem derrubar serviços essenciais. A ausência de um CVE e de documentação clara impede que as equipes de segurança identifiquem e corrijam a falha de maneira eficaz, tornando os sistemas vulneráveis sem que os administradores saibam. Essa situação questiona a transparência dos processos de segurança de um projeto de código aberto tão vital e força as organizações a adotarem medidas proativas de atualização e reinício de serviços.
Linha do tempo
OpenSSL lança diversas correções de segurança, incluindo o patch para HollowByte.
CEVIU News reporta que OpenSSL corrige vulnerabilidades de alta severidade (CVE-2026-45447).
Divulgação pública da falha HollowByte e de sua correção discreta pelo OpenSSL.
Perguntas frequentes
O que é a falha HollowByte?
É uma vulnerabilidade no OpenSSL que permite a um atacante, com apenas 11 bytes de requisição TLS, induzir servidores a alocar até 131 KB de memória. Em sistemas glibc, essa memória não é liberada após o ataque, resultando em fragmentação do heap e potencial inoperabilidade do servidor.
Por que a ausência de um CVE é um problema sério?
A falta de um CVE (Common Vulnerabilities and Exposures) impede que scanners de segurança identifiquem a HollowByte e que administradores de sistema rastreiem a aplicação do patch. Isso dificulta a gestão de riscos, a aplicação de correções e a garantia de conformidade, deixando sistemas vulneráveis sem um aviso claro.
Quais sistemas e versões do OpenSSL são afetados?
A falha HollowByte afeta todas as versões do OpenSSL anteriores às correções lançadas em 9 de junho de 2026: 4.0.1, 3.6.3, 3.5.7, 3.4.6 e 3.0.21. O problema de retenção de memória é mais grave em sistemas que utilizam a biblioteca glibc, como os servidores NGINX que a Okta testou.
Como posso proteger meus sistemas contra a HollowByte?
A principal medida de proteção é atualizar imediatamente suas instalações do OpenSSL para uma das versões corrigidas (4.0.1, 3.6.3, 3.5.7, 3.4.6 ou 3.0.21). Após a atualização, é fundamental reiniciar todos os processos que utilizam o OpenSSL para que a nova versão seja carregada e a memória fragmentada seja liberada.
Fontes
- thehackernews.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 20 de julho de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

