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Image: Shutterstock.com, Sashkin.

PHP lança correções emergenciais para dois zero-days explorados e sites podem sofrer quedas

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

As duas falhas, CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, estão no núcleo do PHP e afetam servidores com PHP 5.4 ou posterior. A fonte diz que há exploits funcionais e exploração ativa. Os impactos listados são execução remota de código, negação de serviço e exposição de dados. As correções saíram nas versões 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35. A Wiz afirma que toda versão do PHP lançada na última década sofre com pelo menos uma das duas falhas.

Como o PHP sustenta Drupal, Magento, Joomla e WordPress, a superfície é enorme. A Wiz espera exploração em massa para instalar web shells, que dão ao atacante um painel web de controle remoto. A Cloudflare diz ter detectado exploração e aplicou regras de WAF às 3h02 (UTC). A Reuters relatou sites de governos na Europa e em outros lugares fora do ar. A Wiz compara o caso ao Log4Shell, de 2021, e diz que as organizações devem penar para aplicar o patch por um bom tempo. Segundo a Wiz, o encadeamento exigido para explorar as falhas era extremamente complexo, e modelos de IA de fronteira reduziram essa barreira. A OpenAI participou da pesquisa e da coordenação. Ubuntu já publicou pacotes PHP atualizados.

O que mudou

Em 21 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "PHP Alerta para Duas Falhas Críticas de Segurança: Patches de Emergência a Caminho", com o aviso da equipe sobre as mesmas CVEs de execução remota de código. Na época, os patches ainda eram uma promessa. Em 22 de outubro de 2026, o CEVIU publicou "PHP lança atualização de segurança que corrige duas vulnerabilidades críticas" e "Falhas críticas no PHP encontradas com ajuda de IA levam sites a ficarem temporariamente fora do ar". O quadro passou de alerta prévio para correção entregue, com exploração ativa e interrupções de sites.

Por que isso importa

Para quem opera servidores PHP expostos, a leitura é direta: o patch não é de janela de manutenção comum. Com exploração ativa e histórico de web shells em ataques assim, vale aplicar a atualização e também revisar servidores em busca de arquivos suspeitos. Quem depende de CMS precisa checar a versão do PHP do host, não só a do CMS. Regras de WAF ajudam a ganhar tempo, mas não substituem a atualização.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o alerta da equipe do PHP sobre duas falhas críticas de execução remota de código, com patches a caminho.

  2. PHP lança correções emergenciais para CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, já explorados, e sites saem do ar.

Perguntas frequentes

Quais versões do PHP corrigem as falhas CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619?

As correções estão no PHP 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35. As falhas afetam servidores com PHP 5.4 ou posterior. Quem usa versões mais antigas deve migrar para uma das linhas corrigidas.

As falhas já estão sendo exploradas?

Sim. A fonte afirma que há exploits funcionais e exploração em andamento. A Cloudflare disse ter detectado tentativas e implantou regras de WAF às 3h02 (UTC).

O que um atacante pode fazer com essas vulnerabilidades?

Pode executar código no servidor, causar negação de serviço e expor dados. A Wiz prevê instalação em massa de web shells, que permitem controle remoto dos sites comprometidos.

O que devo fazer se administro um site em PHP?

Aplique o patch imediatamente nos servidores expostos e fique atento a web shells. Verifique também se o seu provedor ou distribuição, como o Ubuntu, já publicou pacotes atualizados. Um WAF pode reduzir o risco enquanto a atualização não chega.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
22 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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