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Ator de Ameaça BREEZE COMET com Motivação Financeira Ataca o Brasil

Ataques Financeiros Miram o Brasil: BREEZE COMET Explora Vulnerabilidades em Instituições Financeiras

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O grupo BREEZE COMET intensifica a guerra cibernética contra o setor financeiro brasileiro, mirando bancos, fintechs e varejistas. A sofisticação da operação é notável, com o grupo utilizando uma combinação de táticas de acesso inicial, desde password spraying (como noticiado em 2 de setembro de 2026 sobre ataques a contas root da AWS) e engenharia social via chamadas de TI falsas, até o uso de servidores JBoss expostos e dispositivos não autorizados. Uma vez dentro, o objetivo é claro: realizar transferências fraudulentas via Pix, STR e Boleto, um modus operandi que exige acesso profundo e credenciais sensíveis.

A equipe do Mandiant destacou que o BREEZE COMET é especialmente hábil na movimentação lateral, empregando SMB e RDP. Eles buscam credenciais mTLS, chaves de API e tokens de cloud (uma vulnerabilidade similar às expostas no ataque à Anodot em 14 de abril de 2026), explorando ambientes de CI/CD. O arsenal inclui ferramentas customizadas como REALBREEZE, COBALTSPIN e KICKPLATE. O diferencial agora é o tempo de resposta: transferências fraudulentas ocorrem entre 24 e 48 horas após o comprometimento de aplicações financeiras críticas.

O que mudou

A evolução do BREEZE COMET (anteriormente rastreado como UNC5669) é evidente. Seus métodos de acesso inicial, que já incluíam engenharia social (como vimos em 10 de abril de 2026 em ataques a helpdesks), agora abrangem o uso de sites governamentais brasileiros comprometidos e a implantação de dispositivos de hardware em redes de varejo. Um salto qualitativo é o uso de IA generativa para acelerar o desenvolvimento de malware customizado, scripts de reconhecimento e validação de credenciais. Esta automação eleva a escala, velocidade e sofisticação das campanhas, permitindo uma coordenação de ataques multienvironmentos em um tempo muito menor.

Além disso, o grupo amadureceu seu arsenal com novos backdoors como LIGHTPAINT (Java), MILDFROST (Java) e BOATBEAM (Golang), além do KICKPLATE (Nim), garantindo redundância de acesso e persistência. Há um claro movimento de ataques oportunistas de varejo para invasões diretas na infraestrutura de pagamentos, com ataques que não apenas roubam senhas, mas redefinem MFA e roubam tokens, como discutido em 28 de maio de 2026. Este amadurecimento técnico mostra que o grupo não apenas se adaptou, mas está ditando um novo ritmo para o cenário de ameaças financeiras.

Por que isso importa

Este avanço do BREEZE COMET representa uma ameaça significativa para a estabilidade e a confiança no sistema financeiro brasileiro. A capacidade de manipular sistemas de pagamento como Pix e STR em questão de horas após o acesso inicial exige uma reavaliação urgente das defesas. A exploração de tokens de cloud e credenciais mTLS, somada à movimentação lateral em ambientes de alta sensibilidade, cria um cenário de risco elevado.

A utilização de IA generativa para desenvolver ferramentas de ataque em ritmo acelerado é um alerta para todas as instituições. Isso significa que as defesas precisam ser ágeis e preditivas, não apenas reativas. O sucesso do BREEZE COMET demonstra que a blindagem precisa ir além da superfície, focando na segurança dos sistemas internos, nas cadeias de suprimentos de software e na vigilância contínua contra táticas de engenharia social e vishing.

Linha do tempo

  1. APT Iraniano utiliza <i>malware</i> em ataques a banco, aeroporto e empresa de <i>software</i> nos EUA.

  2. Ataques a <i>helpdesks</i> são identificados, visando grandes empresas com credenciais roubadas.

  3. Violação na Anodot expõe empresas por meio de <i>tokens</i> de <i>cloud</i> roubados.

  4. Relatórios indicam que ataques financeiros focam em resetar MFA e roubar <i>tokens</i>, não apenas senhas.

  5. Ataque com IA compromete ambiente AWS em tempo recorde de 72 horas.

  6. Campanha de <i>password spraying</i> mira contas root da AWS em mais de 150 organizações.

  7. BREEZE COMET intensifica ataques financeiros no Brasil, usando IA e ferramentas avançadas.

Perguntas frequentes

O que é o BREEZE COMET?

BREEZE COMET é um grupo de ameaças com motivação financeira, rastreado pelo Google Threat Intelligence Group, especializado em manipular sistemas de pagamento e software bancário no Brasil. Eles buscam realizar transferências fraudulentas e já conseguiram roubar dezenas de milhares de dólares em ativos.

Como o BREEZE COMET obtém acesso inicial às redes?

O grupo utiliza diversas táticas, como password spraying, chamadas de suporte de TI falsas para instalar ferramentas de RMM, comprometimento via arquivos fiscais com malware, exploração de servidores JBoss expostos e a conexão de dispositivos não autorizados diretamente nas redes de lojas de varejo. Eles também utilizam sites governamentais comprometidos para hospedar seus malwares.

Qual o papel da IA nos ataques do BREEZE COMET?

O BREEZE COMET usa IA generativa para acelerar o desenvolvimento de malware customizado e scripts para reconhecimento de rede, validação de credenciais e automação de implantação. Isso aumenta a velocidade, escala e sofisticação de suas operações, reduzindo o tempo de desenvolvimento de novas ferramentas de ataque.

Quais são os principais alvos do BREEZE COMET no Brasil?

Seus alvos incluem instituições financeiras como bancos, processadores de pagamento, empresas de varejo, exchanges de criptoativos e empresas de fintech. O foco é obter acesso à Rede Nacional do Setor Financeiro (RSFN) e a credenciais que permitam ordens transacionais.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
03 de setembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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