Malware Sofisticado Usa Blockchain para C2 e Mira Carteiras de Cripto
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O Aeternum se consolida como uma ameaça persistente, marcando um novo patamar na complexidade de malwares. Ele emprega a blockchain Polygon não apenas como um mero canal, mas como a infraestrutura central de comando e controle (C2), usando contratos inteligentes via JSON-RPC. Isso torna o malware extremamente resiliente a tentativas de derrubada, já que não depende de servidores centralizados e pode buscar instruções criptografadas diretamente da rede descentralizada. Esta abordagem, que o CEVIU News já detalhava em Aeternum Loader: Por Dentro do Binário Malicioso em 4 de março de 2026, é agora explorada em sua capacidade plena de entregar payloads variados.
Após decifrar as ordens da blockchain, o Aeternum baixa ferramentas como o RAT XWorm e mineradores XMRig, além de iniciar exfiltração de dados via API do Telegram. Uma nova variante em Python amplia o escopo, mirando mais de 60 tipos de carteiras de criptomoedas e extensões de navegador. A detecção do Aeternum exige um monitoramento rigoroso de tráfego anômalo de API do Telegram e chamadas JSON-RPC de saída, especialmente de processos não relacionados a navegadores.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU News, como a análise Aeternum Loader: Por Dentro do Binário Malicioso de 4 de março de 2026, focava na engenharia reversa do binário original e na sua capacidade de usar um endereço de smart contract hardcoded para comunicações C2 via Polygon. A grande evolução agora é a materialização da entrega de payloads secundários e a expansão da cadeia de ataque. O que antes era um loader com potencial de criptografia AES para comandos, hoje se revela uma ferramenta multi-estágio que baixa RATs e mineradores, além de ter uma variante em Python que amplia o foco para dezenas de carteiras de cripto e utiliza o Telegram para exfiltração. Além disso, a análise atual detalha que o esquema de criptografia é considerado "abaixo do padrão" devido a uma falha no uso do salt, o que não havia sido especificamente apontado antes.
Por que isso importa
Para empresas e profissionais de segurança, o Aeternum representa um desafio significativo na defesa cibernética. O uso de blockchain para C2 confere uma resiliência inédita aos ataques, dificultando a interrupção das operações dos criminosos por meio de métodos tradicionais. A capacidade de entregar RATs, mineradores e focar em dados de carteiras de cripto, somada a técnicas de evasão como detecção de máquinas virtuais e varreduras antivírus, exige estratégias de segurança mais sofisticadas. É crucial investir em soluções de monitoramento de rede e endpoints capazes de identificar anomalias em tráfego de API e chamadas JSON-RPC, além de implementar uma gestão robusta de vulnerabilidades para mitigar os riscos de infecção inicial.
Linha do tempo
Análise aprofundada do Aeternum Loader e seu uso da blockchain Polygon para C2.
Novo relatório revela evolução do Aeternum, que usa blockchain para C2 e mira carteiras de cripto.
Perguntas frequentes
O que é o malware Aeternum e como ele funciona?
O Aeternum é um carregador de malware complexo que usa a blockchain Polygon para seu comando e controle (C2). Ele busca instruções criptografadas de contratos inteligentes via JSON-RPC, decriptografa-as e então baixa payloads adicionais, como RATs e mineradores de criptomoedas, geralmente do GitHub. É uma forma de comunicação C2 altamente resistente a tentativas de bloqueio.
Por que o uso da blockchain Polygon torna o Aeternum mais perigoso?
A utilização da blockchain Polygon para C2 elimina a dependência de servidores centralizados. Isso significa que as autoridades ou equipes de segurança não conseguem simplesmente derrubar um domínio ou endereço IP para interromper as operações do malware. A infraestrutura descentralizada e imutável da blockchain garante a persistência do Aeternum, tornando-o mais resiliente e difícil de combater.
Quais são os principais alvos e tipos de ataque do Aeternum?
O Aeternum tem como alvo principal carteiras de criptomoedas e extensões de navegador, com uma variante em Python focando em mais de 60 tipos diferentes. Ele também é capaz de instalar RATs como o XWorm para controle remoto e mineradores XMRig para mineração de criptomoedas sem o consentimento da vítima. A exfiltração de dados ocorre via APIs de bot do Telegram.
Como as empresas podem se proteger contra ameaças como o Aeternum?
A proteção contra o Aeternum exige um monitoramento rigoroso e multicamadas. É fundamental monitorar o tráfego de rede para identificar chamadas JSON-RPC de saída anômalas e atividades suspeitas da API do Telegram. A implementação de soluções avançadas de detecção e resposta de endpoint (EDR) e firewalls de próxima geração com prevenção de ameaças ajuda a identificar e bloquear as diversas fases do ataque, do carregador inicial à exfiltração de dados.
Fontes
- unit42.paloaltonetworks.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 12 de agosto de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

