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77 extensões Open VSX são flagradas coletando dados de desenvolvedores

Alerta de Segurança: Extensões Maliciosas no Open VSX Coletam Dados de Desenvolvedores

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Aprofundamento

A mais recente onda de ataques contra ambientes de desenvolvimento, revelada pela Manifold Security, destaca uma campanha de “evil twin” no registro Open VSX. Setenta e sete extensões se disfarçaram de pacotes legítimos para coletar informações sensíveis. Este incidente ecoa um padrão persistente de ataques à cadeia de suprimentos de software que visam desenvolvedores, conforme já noticiado pelo CEVIU News. Campanha da vez exfiltrava nomes de usuário de sistemas operacionais, caminhos de workspaces, hashes de commits Git e detalhes de infraestrutura CI/CD para o domínio malicioso mangorbit[.]com, usando consultas DNS TXT para resiliência de comando e controle (C2). Embora o Open VSX tenha removido os pacotes em três de agosto, a necessidade de auditoria manual e bloqueio do domínio C2 permanece urgente.

Este ataque se soma a uma série de outros que o CEVIU News tem monitorado. Em 28 de maio de 2026, por exemplo, a campanha TrapDoor impactou npm, PyPI e Crates.io, explorando pontos de execução nativos. Outro caso relevante foi a campanha PhantomRaven, em 13 de março de 2026, que usou typosquatting no NPM. O uso de táticas de engenharia social e ofuscação não é novo, mas a sofisticação da campanha atual, que chega a fazer falsas promessas de

O que mudou

Em 17 de março de 2026, o CEVIU News já havia reportado a campanha GlassWorm, que abusou de 72 extensões Open VSX. Agora, a nova campanha de "evil twin" aponta que a plataforma Open VSX continua sendo um alvo frequente, com táticas evoluindo. Enquanto a GlassWorm explorava `extensionPack` e `extensionDependencies` no `package.json`, a atual campanha se foca em imitar extensões legítimas e substituir seu código, frequentemente se anunciando como versões 0.0.1. A mudança mais notável é a camuflagem dos objetivos, com as extensões alegando coletar apenas "métricas de uso anônimas", mesmo quando exfiltravam dados muito mais específicos de desenvolvedores. Isso indica uma sofisticação maior na engenharia social e na dissimulação.

Por que isso importa

A crescente sofisticação dos ataques a ecossistemas de desenvolvimento, como o Open VSX, representa uma ameaça crítica à segurança da cadeia de suprimentos de software. Desenvolvedores são alvos valiosos, pois seu acesso privilegiado a código-fonte, credenciais e ambientes de produção pode levar a comprometimentos de grande escala. A exfiltração de metadados de ambientes de desenvolvimento e Git, mesmo sem acesso direto ao código-fonte, permite aos atacantes perfilar organizações e indivíduos para futuros ataques mais direcionados e eficazes. Bloquear domínios C2 como mangorbit[.]com é vital, mas a conscientização e a auditoria rigorosa de extensões se tornam defesas de primeira linha para qualquer equipe de segurança.

Linha do tempo

  1. Mais de 300 Extensões Maliciosas do Chrome Flagradas Vazando ou Roubando Dados de Usuários

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  3. Aquisições de Extensões do Chrome Transformam Ferramentas de Produtividade em Coletoras de Credenciais Corporativas

  4. Nova Onda de Ataques PhantomRaven no NPM Rouba Dados de Desenvolvedores Através de 88 Pacotes Maliciosos

  5. Ataque de Supply Chain GlassWorm Abusa de 72 Extensões Open VSX para Atacar Desenvolvedores

  6. Campanha de malware TrapDoor coloca estações de trabalho de desenvolvedores em foco dos CISOs

  7. Alerta de Segurança: Extensões Maliciosas no Open VSX Coletam Dados de Desenvolvedores

Perguntas frequentes

O que são extensões "evil twin" no contexto de ambientes de desenvolvimento?

Extensões "evil twin" são pacotes maliciosos que copiam a identidade de extensões legítimas. Elas imitam nomes, namespaces e descrições para enganar desenvolvedores a instalá-las, enquanto escondem funcionalidades para coletar dados ou executar código malicioso. Elas se aproveitam da confiança em ferramentas populares para inserir-se nos ambientes de trabalho.

Que tipo de dados as extensões maliciosas coletaram nesta campanha?

As extensões coletaram dados como nomes de usuário de sistemas operacionais, caminhos completos de workspaces, hashes de commits Git e informações detalhadas sobre a infraestrutura de CI/CD. Embora não acessassem código-fonte ou credenciais diretamente, esses dados são valiosos para perfilar desenvolvedores e organizações, permitindo ataques futuros mais direcionados.

Como os atacantes garantiram a persistência e resiliência do comando e controle (C2)?

Para garantir a resiliência do C2, os atacantes utilizaram consultas de registros DNS TXT. Isso permite que as extensões maliciosas obtenham um novo endereço IP para o servidor C2 caso o original seja derrubado. Essa técnica aumenta a dificuldade de rastrear e desativar a infraestrutura de controle do ataque.

Quais medidas as equipes de segurança devem tomar após esta descoberta?

As equipes de segurança devem bloquear imediatamente o domínio mangorbit[.]com em seus firewalls e sistemas de detecção de intrusão. Além disso, é crucial auditar manualmente os ambientes de desenvolvimento para identificar e remover quaisquer extensões comprometedoras, verificando os IDs das extensões listados no relatório da Manifold Security. A educação dos desenvolvedores sobre os riscos de extensões não verificadas também é fundamental.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
06 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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