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YouTube ultrapassa Netflix em tempo de tela: usuários assistem mais de 1h30 por dia na plataforma

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Aprofundamento

O YouTube não só superou a Netflix em tempo de tela, mas está se reinventando como uma plataforma de TV linear digital, com mais de 200 milhões de americanos assistindo mensalmente em TVs conectadas e 60% do tempo total de visualização no país já acontecendo na sala de estar. Isso explica por que o canal oficial da Netflix foi o de maior alcance no YouTube em 2025: marcas não estão migrando para o YouTube apenas para anunciar, mas para distribuir conteúdo onde o público já está consumindo entretenimento primário, inclusive Oscar e NFL. A mudança de superfície (móvel → TV) é real e acelerada: entre 2024 e 2025, a participação da TV no tempo de visualização do YouTube subiu de 28% para 35%, enquanto o celular caiu de 35% para 31%.

Para estrategistas de marketing, isso significa que campanhas com foco em 'alcance único' ou 'engajamento em Shorts' precisam agora ser pensadas em três dimensões: formato (curto, longo, live), superfície (TV, mobile, desktop) e intenção (descoberta, comparação, decisão). O dado da HubSpot sobre YouTube liderar citações em buscas de alta intenção reforça que o público não só assiste, mas pesquisa e decide ali, o que torna a otimização de títulos, descrições e legendas tão crítica quanto a escolha do criador parceiro.

O que mudou

A cobertura CEVIU de 26/05 já antecipava a reformulação do 'Alcance Único' do YouTube para refletir espectadores reais, não só visualizações, e incluir dados modelados de TV compartilhada. Agora, com os dados de 2025 confirmados, sabemos que essa mudança de métrica não era só técnica: ela acompanhou uma mudança de comportamento real. Em 2024, o YouTube ainda era medido como um serviço de vídeo social; em 2025, virou um player de CTV com 60% do tempo nos EUA em telas de TV, justificando por que a Meta também acelera sua estratégia para CTV (notícia de 04/06) e por que a atualização de rótulos de IA (28/05) passou a aparecer diretamente no player de vídeos longos: o YouTube agora compete com canais abertos, não só com TikTok.

Por que isso importa

Para marcas, o desafio deixou de ser 'como fazer um vídeo viral' e passou a ser 'como construir presença contínua em um ambiente que mistura busca, entretenimento e decisão de compra'. O YouTube não é mais um canal secundário: é onde 77% dos franceses aumentaram seu consumo em um ano, onde a Coreia do Sul chega a 161 minutos diários e onde homens de 55, 64 anos cresceram 15% no engajamento, um público historicamente difícil de atingir em redes sociais. Ignorar essa mudança é manter orçamentos alinhados a um modelo de mídia que já não reflete onde o público está gastando seu tempo real, e onde ele toma decisões.

Linha do tempo

  1. YouTube reformula métrica de 'Alcance Único' para estimar espectadores reais, incluindo dados modelados de TV compartilhada

  2. YouTube implementa novos rótulos para conteúdo fotorrealista gerado por IA em vídeos longos e Shorts

  3. Relatório Ahrefs mostra como buscas com IA impactam tráfego e visibilidade de conteúdo

  4. CEVIU alerta que criativos ainda priorizam TV mesmo com o público migrando para plataformas digitais

  5. YouTube ultrapassa Netflix em tempo médio diário de visualização: 99,1 minutos contra 93,4 minutos em 2025

Perguntas frequentes

Por que o YouTube superou a Netflix em tempo de tela, se a Netflix tem mais assinantes pagos?

Porque o YouTube é gratuito, acessível em múltiplas telas (principalmente TV) e funciona como um hub de descoberta, não exige assinatura para assistir. A Netflix, apesar de ter 325 milhões de assinantes, depende de consumo por sessão paga. Já o YouTube captura atenção em momentos casuais, de busca e de entretenimento contínuo, com conteúdo gerado por criadores e transmissões ao vivo.

O que muda na estratégia de mídia paga com esse crescimento no YouTube?

Muda o foco de 'impressões' para 'tempo de tela qualificado': anúncios precisam funcionar tanto em Shorts quanto em vídeos longos na TV, com formatos adaptados à intenção do usuário. A reformulação do 'Alcance Único' (26/05) já sinalizava que a plataforma prioriza espectadores reais, não cliques. Isso exige testes de criativos por superfície e otimização para retenção, não só para CTR.

Como as marcas devem ajustar seu conteúdo para o YouTube em 2026?

Priorizando três pilares: 1) Conteúdo nativo para TV (vídeos longos com roteiro claro, sem dependência de legendas); 2) Estratégia de descoberta (otimização para buscas de alta intenção, como mostrou a HubSpot); 3) Parcerias com criadores que dominam nichos técnicos ou de decisão, não só influenciadores de estilo de vida. O YouTube agora é onde se pesquisa produto, compara soluções e vê reviews detalhados.

O que o crescimento do YouTube Shorts significa para marcas?

Que o formato curto já não é só para entretenimento: representa 82% do tráfego global de internet até 2025 e é o principal vetor de descoberta para novos públicos. Mas atenção: Shorts exigem estratégias distintas, não são versões encurtadas de vídeos longos. Funcionam melhor com storytelling vertical, gatilhos visuais fortes nos primeiros 2 segundos e chamadas diretas para ação dentro do próprio feed, sem redirecionamento.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
04 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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