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Passe a língua nos dentes: a campanha da Pepsodent criada por Claude Hopkins

Passe a língua nos dentes: o que a campanha da Pepsodent, de Claude Hopkins, ensina sobre testes e conversão

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A campanha da Pepsodent, escrita por Claude Hopkins, parte de um problema que o leitor consegue confirmar na hora: a película pegajosa nos dentes, que ele chamava de "film". Hopkins encontrou a referência às placas de mucina num livro de autoridades em odontologia e escolheu vender a cura de algo sentido agora, não a prevenção de cáries no futuro. Nas palavras dele, as pessoas fazem de tudo para curar um problema, mas pouco para preveni-lo.

O anúncio analisado pede dois testes. O primeiro dura 3 segundos: passar a língua nos dentes. O segundo é em casa, com um tubo grátis para 10 dias, e o texto diz o que observar (dentes limpos, ausência da película, dentes mais brancos). O anúncio não cita preço. Hopkins relata que, quando pedia a compra ou dez centavos por uma amostra, o público quase o ignorava.

Há ainda os testes de negócio. Cada anúncio levava um cupom com número de departamento único (neste caso, Dept T94), o que permitia ver qual título rendia mais. O resultado mais surpreendente veio da palavra "free": em alimentos ela multiplicava a resposta, mas em pasta de dente, ao abrir o anúncio com a oferta grátis, os resultados foram divididos por quatro, ou seja, queda de 75%. Hopkins também testou a campanha em uma única cidade antes de ir ao país inteiro. Ali, gastou 1.000 dólares e teve lucro antes de as contas de publicidade vencerem.

O que mudou

Não é uma evolução do mesmo produto, mas a campanha de Hopkins já tinha aparecido no CEVIU. Em 22 de julho de 2026, o CEVIU noticiou "O segredo por trás do marketing de sucesso: dados e evidências, não apenas palavras bonitas", que citava Hopkins como exemplo de pesquisa profunda das necessidades do consumidor. Agora o foco é mais detalhado: o teste de 3 segundos, o cupom por título e o piloto em uma cidade.

Por que isso importa

Para quem opera aquisição e conversão, a leitura é prática. Se você oferece trial, amostra ou demo, vale dizer ao usuário o que observar, como Hopkins fazia. E o caso da palavra "free" lembra que uma tática que funciona em um segmento pode derrubar a resposta em outro, então só o teste com rastreio por variação resolve. Piloto pequeno antes de escalar investimento segue a mesma lógica.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o caso de Hopkins como exemplo de marketing baseado em dados e evidências.

  2. CEVIU detalha a campanha da Pepsodent: teste de 3 segundos, cupons por título e piloto em uma cidade.

Perguntas frequentes

O que era o teste de 3 segundos da Pepsodent?

Era a sugestão de o leitor passar a língua nos dentes e sentir a película pegajosa. Hopkins não inventou um benefício, ele nomeou um problema que o público já carregava na boca. O teste acontecia enquanto a pessoa lia o anúncio.

Como Hopkins media qual título funcionava melhor?

Cada anúncio trazia um cupom com um número de departamento único. Semana a semana, os resultados chegavam a ele junto com o título usado. Assim ele via o que convertia mais.

Por que a palavra "grátis" prejudicou a campanha?

Segundo Hopkins, ao destacar a oferta grátis no topo, os resultados foram divididos por quatro. Ele escreveu que isso os fazia parecer comerciantes interessados em vender, e não cientistas buscando beneficiar o cliente. Por isso o anúncio posterior moveu "free" para o canto, como abertura de um teste de 10 dias.

Como Hopkins reduziu o risco antes de expandir a campanha?

Ele testou os primeiros anúncios em uma única cidade. Gastou 1.000 dólares e, segundo ele, houve lucro antes de as contas de publicidade vencerem. Só depois disso os investidores colocaram dinheiro maior.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
02 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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