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Consumidores estão cansados de ouvir sobre IA o tempo todo

Consumidores estão cansados de ouvir sobre IA o tempo todo

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

Os consumidores estão rejeitando o discurso da IA no marketing. Mais de dois terços dizem que marcas que exageram na menção a 'IA' parecem artificiais ou até ridículas. O uso de termos como 'IA-poderoso' virou ruído, não diferencial. Em vez de gerar confiança, anúncios com IA estão afastando o público. Dados mostram que 73% desconfiam mais de peças feitas por máquinas, e 63% evitariam comprar de quem as usa.

Esse cansaço surge num momento em que agências e anunciantes aceleram o uso interno da IA: 56% dos profissionais já usam para criar conceitos, quase metade para gerar imagens. Mas o erro está em transformar isso em mensagem central do branding. O valor técnico não se traduz em apelo emocional. Marcas como Apple apostam no oposto: destacam o humano, o feito à mão, o real. E ganham em autenticidade justamente quando outros tentam impressionar com robôs animados.

Por que isso importa

Falar de IA no marketing deixou de ser vantagem competitiva. Virou risco de reputação. Consumidores não querem saber que seu anúncio foi gerado por algoritmo. Querem conexão, verdade, propósito. A lição é clara: use IA nos bastidores para escalar produção, mas coloque pessoas na frente da comunicação. O futuro do branding não está em mostrar a máquina, mas em escondê-la bem. Automação sim, autopromoção da ferramenta não.

Perguntas frequentes

Por que os consumidores estão desconfiando de anúncios com IA?

Eles associam IA a falta de autenticidade. Muitos veem o uso da tecnologia como uma forma de cortar custos, não de melhorar experiência. Quando um anúncio parece impessoal ou genérico, a suspeita de que foi feito por máquina aumenta, e a confiança cai.

As marcas ainda podem usar IA nos seus processos?

Podem e devem, especialmente em tarefas internas como geração de ideias, criação de protótipos visuais ou segmentação de público. O problema não é o uso da IA, mas transformá-la no centro da narrativa publicitária. Ferramenta sim, estrela do comercial não.

Quais marcas estão acertando nesse novo cenário?

Apple destaca produções humanas com bastidores de campanhas. Almond Breeze e Equinox usam o exagero da 'IA-slop' de forma irônica, zombando da artificialidade para reforçar o valor do real. É uma crítica embutida no próprio anúncio.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
25 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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