400 mil seguidores ou 40 frequentadores fiéis: a nova medida de influência
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A fonte parte de uma reportagem da The Atlantic, "The Rise of the IRL Influencer", sobre influenciadores cujo poder está menos em atrair seguidores online e mais em reunir pessoas presencialmente. Festas em rooftops, círculos de tricô, clubes de leitura silenciosa, run clubs e acampamentos para adultos entram na lista. Alguns largaram empregos no mercado financeiro para viver disso.
O caso central é o LA Chess Club, de Michelle Kong. Pouco mais de um ano depois do início das noites gratuitas, mais de 100 pessoas apareciam toda quinta, às vezes até 400, e cerca de metade voltava mês após mês. O autor chama isso de gravidade social: o que mantém as pessoas voltando é a relação entre elas, não o jogo. Ele cita uma pesquisa Harris Poll deste verão: 51% da Geração Z se sente sozinha nos fins de semana e 62% gostaria que amizades online virassem encontros presenciais. A proposta é trocar métricas de alcance por perguntas como quantos voltam, quão conectados estão entre si, o que acontece entre os encontros e se alguém sentiria falta se tudo acabasse.
O que mudou
O tema conversa com uma linha que o CEVIU vem acompanhando. Em 24 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "Adeus às telas: Geração Z dos EUA adota a 'socialização suave' em busca de conexões reais", sobre a troca de telas por encontros presenciais. Em 7 de outubro de 2026, veio "Adeus, Métrica Vaidosa: Por Que a Contagem de Seguidores Não Define Mais o Valor de Um Criador", e em 5 de outubro de 2026, "Estratégia de Sucesso: Transformando Eventos Comunitários em Engajamento Contínuo". A novidade agora é que a discussão ganha um exemplo concreto de recorrência presencial (o LA Chess Club) e uma lista de perguntas para medir influência além de seguidores.
Por que isso importa
Leitura editorial: para quem opera influenciadores e comunidade, isso sugere incluir recorrência e conexão entre os participantes no painel, ao lado de alcance e impressões. Um criador com público pequeno e fiel pode ser uma aposta melhor para certas marcas do que um com muitos seguidores passivos. Alcance continua útil, mas mede só até onde a influência pode chegar.
Linha do tempo
CEVIU noticia que comunidades superam conteúdo no engajamento de marca.
CEVIU noticia a 'socialização suave' da Geração Z dos EUA em busca de conexões reais.
CEVIU publica sobre transformar eventos comunitários em engajamento contínuo.
CEVIU publica que a contagem de seguidores não define mais o valor de um criador.
Newsletter propõe medir influência pela recorrência presencial, com o caso do LA Chess Club.
Perguntas frequentes
O que é um influenciador IRL?
É quem constrói influência reunindo pessoas presencialmente, de forma recorrente. Exemplos citados são festas em rooftops, círculos de tricô, clubes de leitura silenciosa e run clubs. O poder dele está em fazer as pessoas aparecerem várias vezes, não só em atrair seguidores.
O que é gravidade social?
É o termo do autor para a força que reúne pessoas e as faz voltar. No LA Chess Club, o motivo de retorno não era o xadrez em si, mas as relações entre os participantes. Segundo o texto, atenção se compra, mas gravidade social se conquista.
Que perguntas medem influência além de seguidores?
O autor sugere: quantas pessoas voltam, quão conectadas estão entre si, o que acontece entre os encontros e se alguém notaria se tudo desaparecesse. Essas perguntas não costumam aparecer em dashboards de marketing de influência.
Alcance deixou de importar?
Não. O autor diz que alcance importa, mas indica só até onde a influência pode se estender, não a profundidade dela. Seguidores mostram o potencial de alcance e impressões mostram quantas vezes o conteúdo foi visto, mas nenhum mostra se as pessoas se importam o bastante para voltar.
Fontes
- communitycatalysts.substack.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Marketing
- Publicado
- 26 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Marketing

