Google Cloud apresenta o Agent Compute Engine, com uma microVM isolada por hardware para cada agente de IA
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O Google Cloud apresentou o Agent Compute Engine, serviço que entrega a cada agente de IA uma microVM própria, isolada por hardware, com velocidade de container e nenhuma credencial guardada dentro do sandbox. A empresa parte de um diagnóstico: VMs tradicionais isolam bem via hypervisor, mas iniciar, suspender e retomar leva de segundos a minutos. Containers são rápidos porque compartilham o kernel do host, mas não servem para agentes de código que pedem isolamento completo e controle em nível de root. O serviço tenta juntar o isolamento da VM com a velocidade e a densidade do container, além de saber quando o agente está trabalhando e quando está esperando.
A arquitetura separa o harness (o cérebro, que chama o modelo) do sandbox (as mãos, que executam código, shell e navegador). Segundo o post, as chaves de atestação ficam fora do ambiente guest, no Titanium IPU, no host ou remotamente. O host é um appliance imutável, com filesystem raiz somente leitura via dm-verity. Cada sessão roda em microVM single-tenant. A microVM não tem interface de rede padrão nem acesso direto à VPC: todo tráfego passa por virtio-vsock até um proxy local sem privilégios e depois por um gateway externo. Credenciais de longa duração ficam fora do host e são trocadas pelo Agent Gateway só depois de validar a identidade mTLS e a política de saída. O Google cita quatro identidades: usuário, delegação em nome do usuário, workload (baseada em SPIFFE) e workforce. O texto lista quatro classes de carga: superfícies interativas de agentes, workspaces de engenharia de software autônoma, avaliações e RL em larga escala e backends de sandbox para serviços internos.
O que mudou
O tema de sandboxes para agentes já vinha em construção. Em 8 de maio de 2026, o CEVIU noticiou "Google Concede Identidades Próprias a Agentes de IA", sobre recursos de identidade e acesso para agentes; agora o Google detalha como isso entra no compute, com identidade de workload e credenciais fora do sandbox. Em 17 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Google Cloud Lança Agent Substrate para Potencializar Agentes de IA no GKE", uma infraestrutura de runtime aberta para agentes no GKE. O Agent Compute Engine aparece como um serviço de compute próprio, com microVM por agente. A cobertura anterior não permite afirmar como os dois se relacionam.
Por que isso importa
Para quem opera agentes em produção, a leitura é que o problema de segurança passa a ser tratado na infraestrutura, e não só no prompt. O desenho assume que o atacante controla o sandbox e tira de lá tudo o que valeria roubar. Resta ver preço, disponibilidade e limites, que o texto não detalha.
Linha do tempo
CEVIU noticia identidades próprias para agentes de IA no Google Cloud.
CEVIU noticia o Agent Substrate no GKE para agentes de IA.
Google Cloud apresenta o Agent Compute Engine, com microVM isolada por hardware para cada agente.
Perguntas frequentes
O que é o Agent Compute Engine?
É um novo serviço do Google Cloud que dá a cada agente de IA sua própria microVM isolada por hardware. A proposta é unir o isolamento de uma VM com a velocidade de um container. Nenhuma credencial fica dentro do sandbox.
Por que não usar containers ou VMs comuns para agentes?
Segundo o Google, VMs tradicionais levam de segundos a minutos para iniciar, suspender e retomar, o que pesa em agentes que pausam o tempo todo. Containers são rápidos, mas compartilham o kernel do host e não atendem agentes de código que precisam de isolamento completo e controle em nível de root.
Como o serviço evita o vazamento de credenciais?
A microVM não guarda chaves de API, tokens OAuth de refresh nem chaves de conta de serviço, e não acessa o servidor de metadados. Ela recebe só um certificado SPIFFE efêmero e um token de curta duração. As credenciais de longa duração ficam fora do host e são trocadas pelo Agent Gateway após validação.
Quais cargas o Google diz que o serviço atende?
O post cita agentes interativos de consumo e empresas, workspaces de engenharia de software autônoma, avaliações e treinamento por reforço em larga escala e backends de sandbox para serviços internos do Google.
Fontes
- cloud.google.comfonte original
- Categoria
- CEVIU IA
- Publicado
- 22 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU IA

