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Noam Shazeer, coautor do artigo que revolucionou a IA, deixa o Google para integrar a OpenAI

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Noam Shazeer não é só um nome no rodapé do artigo 'Attention Is All You Need', ele foi o engenheiro que transformou a arquitetura Transformer em algo operacional, escalável e comercialmente viável. No Google, ele não só ajudou a construir o AdSense com o PHIL (um modelo probabilístico hierárquico que antecipou ideias de atenção antes da Transformer), como também refinou a correção ortográfica das buscas usando técnicas que hoje parecem óbvias, mas eram pioneiras em 2005. Sua saída em 2021 não foi por desgaste: foi porque o Google recusou o lançamento do chatbot que ele e Daniel De Freitas haviam prototipado internamente, um projeto que viria a se tornar a Character.AI.

Em 2024, ele voltou ao Google após o acordo de US$ 2,7 bilhões com a Character.AI, com foco explícito em acelerar os modelos Gemini. Agora, em 2026, sua ida para a OpenAI não é uma troca de emprego, é uma reconfiguração estratégica: ele vai liderar arquitetura de IA, ou seja, decidir como os próximos modelos serão estruturados sob o capô, não só treinados. Isso coloca a OpenAI diretamente na linha de frente da próxima geração de modelos eficientes, especializados e menos dependentes de escala bruta.

O que mudou

A mudança real está no papel operacional: em 2021, Shazeer saiu do Google com uma ideia não aprovada; em 2024, voltou para escalar uma arquitetura alheia (Gemini); agora, em 2026, entra na OpenAI para projetar a arquitetura de ponta, com autonomia técnica que não tinha nem na Character.AI nem no Google pós-2024. Também mudou o contexto competitivo: enquanto sua primeira saída foi individual, sua volta em 2024 foi parte de um movimento corporativo de aquisição estratégica; agora, sua ida à OpenAI ocorre em plena contraofensiva da empresa, que perdeu Weil e Peebles em abril e precisa de peso técnico para equilibrar o fluxo de talentos para a Anthropic.

Por que isso importa

Shazeer entende o custo computacional de cada camada de atenção melhor do que quase qualquer pessoa viva. Ele não otimiza prompts, ele redesenha o motor. Isso significa que, nos próximos 12 a 18 meses, podemos ver modelos da OpenAI que consomem menos FLOPs para tarefas especializadas, ou que misturam arquiteturas esparsas com mecanismos de roteamento dinâmico, algo que já testava em protótipos internos do Google em 2023. Para desenvolvedores, isso não é só sobre desempenho: é sobre previsibilidade de custo, latência controlável e APIs mais enxutas. A corrida não é mais só por tamanho, mas por elegância estrutural, e ele é o principal arquiteto dessa nova fase.

Linha do tempo

  1. Shazeer deixa o Google após recusa do projeto de chatbot interno e funda a Character.AI

  2. Volta ao Google após acordo de licenciamento de US$ 2,7 bilhões com a Character.AI

  3. Kevin Weil e Bill Peebles deixam a OpenAI

  4. Andrej Karpathy junta-se à Anthropic para pesquisa em LLMs

  5. Noam Shazeer deixa o Google para liderar arquitetura de IA na OpenAI

Perguntas frequentes

Por que Shazeer deixou o Google duas vezes?

Na primeira vez (2021), o Google rejeitou seu projeto de chatbot interno, o que o levou a fundar a Character.AI. Na segunda (2026), ele saiu após o Google ter usado sua tecnologia via licenciamento, mas sem lhe dar autonomia para moldar a próxima geração de arquiteturas. Na OpenAI, ele assume exatamente essa responsabilidade.

Qual é a diferença entre seu trabalho no AdSense e no Gemini?

No AdSense, ele criou o PHIL, um modelo probabilístico hierárquico para anúncios, anos antes da atenção ser formalizada. No Gemini, ele aplicou a Transformer em escala industrial. Agora, na OpenAI, ele vai reinventar o que vem *depois* da Transformer, não só usar a arquitetura, mas redesenhá-la.

Como isso afeta o ecossistema de ferramentas para devs?

Modelos com arquiteturas mais eficientes tendem a ter APIs mais rápidas, menor custo por token e maior controle sobre comportamento (ex: menos 'alucinações' em tarefas específicas). Isso pode reduzir a dependência de orquestradores pesados como LangChain em cenários simples, e impulsionar frameworks leves de inferência local.

Ele vai competir diretamente com o time de Karpathy na Anthropic?

Não exatamente. Karpathy foca em pré-treinamento e dados de fronteira; Shazeer vai atuar em arquitetura de inferência e modelagem estrutural. São frentes complementares, mas ambas críticas para reduzir o custo e aumentar a confiabilidade dos LLMs em produção.

Fontes

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Categoria
CEVIU IA
Publicado
19 de junho de 2026
Editoria
CEVIU IA

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