Faraday, a IA da Inherent, Redefine Limites na Replicação Científica
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Inherent, startup londrina fundada por ex-alunos da DeepMind, acaba de balançar o cenário da Inteligência Artificial. Seu agente de IA, Faraday, superou modelos bem maiores da Anthropic e OpenAI na replicação de artigos científicos. O ponto crucial é que o Faraday atingiu essa marca usando um modelo Qwen 3.6, com 'apenas' 27 bilhões de parâmetros. Isso é um contraste e tanto com os modelos de escala de fronteira, muito mais massivos, que hoje dominam o mercado.
Este feito não é só sobre replicar resultados. Edward Hughes, cofundador e cientista-cheche da Inherent, explica que o objetivo vai além da verificação: eles querem construir uma IA capaz de descobrir conhecimento científico novo e que demonstre 'research taste', ou seja, a capacidade de discernir quais experimentos valem a pena e como desenhá-los. Isso é treinado com aprendizado por reforço. Conforme o CEVIU noticiou em 1 de junho de 2026, a Inherent já mirava em IA que prioriza perguntas científicas. A novidade do Faraday se alinha com a tendência de modelos de IA mais eficientes, algo que já destacamos na cobertura de 29 de julho de 2026 sobre a família Mage e em 11 de agosto de 2026 com o Muse Glimmer, que também aposta em tamanhos mais compactos para alta performance.
O que mudou
Em 1 de junho de 2026, o CEVIU reportou a captação de US$ 50 milhões pela Inherent e seu ambicioso objetivo de criar uma IA que priorizasse questões científicas. Naquele momento, o Faraday era uma promessa, um projeto em desenvolvimento. Agora, menos de três meses depois, a Inherent não só apresentou o Faraday, mas demonstrou sua capacidade de superar modelos muito maiores em uma tarefa científica complexa: a replicação de pesquisas. O que era um objetivo de longo prazo virou uma entrega concreta, com um modelo de 27 bilhões de parâmetros, que se mostra eficiente e competitivo.
Por que isso importa
A performance do Faraday da Inherent tem um peso enorme para o futuro da pesquisa científica e da IA. Mostrar que um modelo de 27 bilhões de parâmetros pode superar gigantes da Anthropic e OpenAI na replicação científica sugere um caminho para IA mais eficiente, com custos computacionais menores e acessibilidade ampliada. Isso acelera o ciclo de inovação. Não é só sobre automatizar tarefas, mas sobre a IA agir como um colega de equipe. A busca por 'research taste' do Faraday sinaliza uma era onde agentes de IA podem, de fato, contribuir para a descoberta, uma evolução que já exploramos no CEVIU em 16 de julho de 2026 sobre autoaperfeiçoamento recursivo e em 12 de junho de 2026 sobre pesquisa automatizada.
Linha do tempo
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Perguntas frequentes
O que é o Faraday e qual o seu principal feito?
Faraday é um agente de IA desenvolvido pela Inherent, uma startup fundada por ex-alunos da DeepMind. Seu principal feito é ter superado modelos de IA da Anthropic e OpenAI na replicação de artigos científicos, utilizando um modelo com significativamente menos parâmetros.
Qual a importância do número de parâmetros do Faraday?
O Faraday utiliza um modelo com 27 bilhões de parâmetros, um número muito menor comparado aos modelos de fronteira da Anthropic e OpenAI que ele superou. Isso é importante porque modelos menores tendem a ter custos de treinamento e operação mais baixos, além de serem mais eficientes, indicando que é possível alcançar alta performance com menos recursos computacionais.
O que significa o termo 'research taste' no contexto do Faraday?
Research taste, ou 'gosto por pesquisa', refere-se à capacidade da IA de discernir quais experimentos científicos são mais relevantes ou promissores para serem realizados, e como eles devem ser projetados. A Inherent treina o Faraday para desenvolver essa 'intuição' usando aprendizado por reforço, visando ir além da simples verificação de resultados.
Como a Inherent pretende que o Faraday seja usado na pesquisa científica?
A Inherent visa que o Faraday atue como um 'teammate' no laboratório, capaz de colaborar e até mesmo questionar, assim como um cientista humano faria. O objetivo final é que o agente de IA possa contribuir para a descoberta de novo conhecimento científico, não apenas para a reprodução de resultados já existentes.
Fontes
- techcrunch.comfonte original
- Categoria
- CEVIU IA
- Publicado
- 24 de agosto de 2026
- Editoria
- CEVIU IA

