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Visa, Stripe e gigantes globais se unem para lançar a stablecoin Open USD

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A Open USD (OUSD) não é só mais uma stablecoin. É a primeira moeda digital com rendimento redistribuído em escala global, e o modelo econômico é o verdadeiro golpe no coração da indústria: Visa, BlackRock e Coinbase não estão só apoiando. Elas vão receber parte do juro das reservas de dólares, em tempo real, conforme geram volume. Nada de caixa preta ou lucro retido pelo emissor. O consórcio Open Standard, liderado por Zach Abrams (ex-Bridge, adquirida pela Stripe por US$ 1,1 bi), estruturou isso como um novo rail financeiro: zero taxa de emissão, zero taxa de resgate, governança compartilhada e infraestrutura multi-chain desde o dia um, Solana, Polygon, Base, Stellar e Aptos já confirmados.

O timing é estratégico. Enquanto JPMorgan e Citi montam sua rede de depósitos tokenizados para competir com stablecoins, o Open Standard ataca pelo lado oposto: não quer substituir bancos, mas integrá-los como parceiros remunerados. A queda de 16% nas ações da Circle no dia do anúncio não foi acidente. Foi sinal de que o modelo de receita baseado em reter juros, US$ 2,75 bi em 2025, está sob pressão direta. E a Coinbase entrando como membro fundador? Isso não é apoio simbólico. É alinhamento tático antes da renovação do contrato de USDC em agosto, um movimento que pode redefinir quem leva a melhor parte do bolo.

O que mudou

Ontem (2026-07-01), a CEVIU destacou a Open USD como uma iniciativa com 140 empresas e governança descentralizada. Hoje, o anúncio oficial confirma os detalhes operacionais que eram apenas especulativos: a distribuição efetiva de rendimentos entre parceiros, a lista exata de blockchains de lançamento e a estrutura de governança corporativa independente. Também há um salto na escala de adoção: o foco deixou de ser só 'apoio institucional' para 'integração técnica imediata', cartões Visa vinculados à OUSD já estão sendo testados com parceiros em 18 países, com expansão para 100 mercados até o fim do ano, segundo a parceria Visa-Bridge já em andamento desde março.

Por que isso importa

Porque muda quem fica com o dinheiro. Até agora, os juros das reservas de stablecoins iam quase todos para o emissor, Tether faturou US$ 10 bi líquidos em 2025; Circle, US$ 2,75 bi. Agora, o valor gerado pelo uso real da moeda, transações, conversões, pagamentos, vai direto para quem move o volume: bancos, fintechs, neobanks e gateways de pagamento. Isso transforma stablecoins de custo operacional em ativo de receita recorrente. Para o Brasil, isso significa que uma startup de pagamentos local pode emitir cartões com OUSD, processar transações internacionais em tempo real e ainda ganhar juros sobre o saldo mantido em dólar, sem depender de acordos bilaterais com emissores centralizados.

Linha do tempo

  1. Visa e Bridge expandem cartões vinculados a stablecoins para mais de 100 países

  2. Stripe lança o protocolo Tempo, base técnica para a infraestrutura da Open USD

  3. Visa, Stripe e Mastercard unem forças em torno de uma mesma stablecoin como infraestrutura financeira

  4. CEVIU antecipa o lançamento da Open USD com 140 empresas e modelo de rendimento redistribuído

  5. Anúncio oficial da Open USD pelo consórcio Open Standard, com detalhes operacionais e roadmap de implantação

Perguntas frequentes

Como a Open USD se diferencia da USDC ou da USDT?

A principal diferença é econômica: a OUSD redistribui os juros das reservas diretamente aos parceiros que geram volume, enquanto USDC e USDT retêm esses rendimentos como lucro. Também não cobra taxas de emissão ou resgate, e sua governança é exercida por um conselho de parceiros, não por uma única empresa.

Quando a Open USD estará disponível para uso prático?

A estreia oficial está prevista para o segundo semestre de 2026. Já há testes em andamento com cartões Visa vinculados à OUSD em 18 países, com expansão para mais de 100 mercados até o final do ano, segundo a parceria Visa-Bridge.

Por que bancos como BlackRock e BNY Mellon entraram nessa iniciativa?

Eles não estão só investindo, estão se tornando provedores de infraestrutura. Ao integrar a OUSD em seus sistemas de liquidação e custody, passam a ganhar juros sobre os saldos em dólar mantidos por clientes, sem precisar criar sua própria stablecoin ou depender de emissores externos.

Qual é o papel da Stripe nesse ecossistema?

A Stripe não é apenas parceira: sua aquisição da Bridge (liderada por Zach Abrams) deu origem ao núcleo técnico do Open Standard. O protocolo Tempo, lançado em março, já serve como base para carteiras e emissão de stablecoins, agora escalado para suportar a OUSD em múltiplas blockchains.

Fontes

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Categoria
CEVIU Fintech
Publicado
03 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Fintech

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