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SoFi lança primeira stablecoin emitida por banco nos EUA para 14,7 milhões de usuários

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A SoFiUSD não é só mais uma stablecoin: é a primeira moeda digital de pagamento emitida por um banco nacional dos EUA com autorização do OCC e lastreada 1:1 em reservas no Federal Reserve, não em contas bancárias comerciais. Isso a distingue de USDC ou USDT, que dependem de custódias terceirizadas e estruturas legais menos transparentes. O token foi lançado inicialmente para clientes corporativos em dezembro de 2025, entrou no app para os 14,7 milhões de membros em 27 de maio de 2026 e agora se integra à rede global da Mastercard via parceria fechada em março, o que significa liquidação 24/7, inclusive fins de semana e feriados, em oito blockchains. A infraestrutura por trás disso inclui a Galileo (160 milhões de contas), que já permite que bancos emissores de cartão usem SoFiUSD como moeda de liquidação direta, reduzindo custos operacionais e tempo de settlement de dias para segundos.

O lançamento é fruto direto do GENIUS Act, lei federal assinada em julho de 2025 que criou o primeiro quadro regulatório federal específico para stablecoins de pagamento emitidas por instituições supervisionadas. Antes disso, bancos como o JPMorgan tinham limitações: sua JPM Coin, lançada em novembro de 2025, opera apenas em ambiente privado e não é acessível ao varejo. A SoFiUSD é pública, programável e interoperável, e já está sendo oferecida como serviço branco para outros bancos, que podem pular 18, 36 meses de desenvolvimento regulatório e tecnológico pagando entre US$ 20 mi e US$ 50 mi para usar a estrutura pronta da SoFi.

O que mudou

Entre 27 e 31 de maio, houve uma transição concreta: a SoFiUSD saiu do estágio piloto para membros (anunciado em 28/05) e passou à disponibilidade plena em todos os canais, app, API da Galileo e integração com a Mastercard. O que era uma funcionalidade interna em dezembro de 2025 virou produto de varejo em maio e agora é infraestrutura de liquidação em escala em junho. Também mudou o posicionamento estratégico: antes focada em uso interno (como liquidação de trades de cripto), a SoFi agora atua como provedora de stablecoin para terceiros, algo não mencionado nas notícias anteriores, mas confirmado pela oferta de white-label anunciada em junho.

Por que isso importa

Isso muda a economia dos pagamentos digitais nos EUA. Bancos tradicionais deixam de ser meros observadores do ecossistema onchain e passam a emitir ativos digitais com lastro real e supervisão federal, sem depender de stablecoins não reguladas ou de fintechs intermediárias. Para o consumidor, significa pagamentos internacionais mais baratos e rápidos; para bancos menores, é uma forma de competir com gigantes sem construir do zero; e para o sistema financeiro, é um passo rumo à tokenização de depósitos sob supervisão clara, com regras do FDIC ainda em fase final de implementação até julho de 2026.

Linha do tempo

  1. Assinatura do GENIUS Act, lei federal que cria marco regulatório para stablecoins emitidas por bancos supervisionados

  2. Lançamento inicial da SoFiUSD para clientes empresariais

  3. Disponibilização da SoFiUSD para compra, venda e guarda no app bancário da SoFi

  4. Anúncio oficial da SoFiUSD como primeira stablecoin de banco nacional com registro do OCC

  5. Lançamento público completo com integração à Galileo e à rede global da Mastercard

Perguntas frequentes

SoFiUSD é segurada pelo FDIC?

Não. A SoFi declara explicitamente que a SoFiUSD não é um depósito bancário, não é segurada pelo FDIC nem pelo SIPC e não é moeda legal. Ela é lastreada 1:1 em reservas mantidas diretamente no Federal Reserve, o que oferece segurança operacional, mas não proteção ao depositante.

Como a SoFiUSD se diferencia da JPM Coin?

A JPM Coin é um token de depósito operado em rede privada, restrita a instituições parceiras. A SoFiUSD é emitida em blockchain pública (Solana inicialmente), acessível a varejo, integrada à Mastercard e regulada como stablecoin de pagamento sob o GENIUS Act, o que a torna a primeira com esse perfil nos EUA.

Quais são os custos reais de emitir uma stablecoin como essa?

Construir infraestrutura própria leva 18 a 36 meses e custa entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões. A SoFi está oferecendo sua estrutura como serviço branco, permitindo que outros bancos lancem suas próprias stablecoins usando a mesma base regulatória e de custódia, sem duplicar esforços.

Por que a Mastercard está envolvida nisso?

A Mastercard quer reduzir custos e tempos de liquidação em sua rede global. Com a SoFiUSD, ela passa a oferecer liquidação onchain 24/7, inclusive em feriados, em múltiplas blockchains. Já há sete emissores de cartões, como Cross River e Nuvei, testando a integração, com expansão prevista para América Latina ainda em 2026.

Fontes

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Categoria
CEVIU Fintech
Publicado
01 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Fintech

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