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Harvey lança Agent Builder para workflows jurídicos complexos

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A Harvey não está só lançando mais uma ferramenta: está redesenhando o trabalho jurídico com agentes que raciocinam, não apenas executam. O Agent Builder é a evolução natural do Workflow Builder, mas com uma diferença estrutural: troca etapas fixas por raciocínio dinâmico, permitindo que um único agente conduza um memorando de due diligence do início ao fim, com revisão humana pontual em checkpoints críticos. Isso já impacta diretamente a produtividade: as horas mensais por usuário subiram 75% nos últimos quatro meses, e os 100 mil advogados ativos usam a plataforma para gerar mais de 445 mil relatórios com Deep Analysis, muitos deles já prontos para assinatura ou envio a clientes.

O timing não é casual. Três semanas após o novo round de US$ 200 milhões (avaliação de US$ 11 bilhões), a Harvey acelera a conversão de sua infraestrutura técnica em receita operacional. A biblioteca de 500 agentes pré-construídos, validados internamente por advogados da própria empresa, reduz barreiras de entrada para firmas que querem escalar sem reinventar a roda. E a integração com DocuSign, Datasite e SS&C Intralinks mostra que o foco agora é menos no documento isolado e mais no ciclo completo de transação: desde a análise contratual até a movimentação de dados financeiros e legais entre plataformas.

Por que isso importa

Para equipes jurídicas internas, o segmento de crescimento mais rápido da Harvey, segundo a COO Katie Burke, isso significa reduzir dependência de escritórios externos em tarefas repetitivas, como revisão de NDA ou monitoramento de cláusulas de força maior. Para bancos como HSBC e empresas de mídia como NBCUniversal, é sobre garantir compliance em escala global sem multiplicar headcount. E para o mercado brasileiro, onde firmas como Mattos Filho e Pinheiro Neto já testam soluções similares, o Agent Builder entra como referência técnica: não é só automação de tarefas, mas orquestração de julgamento jurídico com controle humano embutido, algo que reguladores do Banco Central e da CVM já observam de perto em iniciativas de IA regulatória.

Perguntas frequentes

O Agent Builder substitui advogados?

Não. Ele elimina tarefas repetitivas, como extração de cláusulas, comparação de versões contratuais ou geração de sumários, mas mantém pontos de intervenção humana obrigatórios em decisões críticas. A Harvey chama isso de 'human-in-the-loop com checkpoint estratégico', não de supervisão genérica.

Quem pode usar o Agent Builder hoje?

Atualmente, está disponível para clientes enterprise da Harvey, incluindo mais de 500 equipes jurídicas internas e a maioria das firmas AmLaw 100. Não há versão pública ou freemium. A implementação exige onboarding técnico e alinhamento com processos internos de compliance e governança de dados.

Como ele se diferencia de ferramentas como Harvey Deep Analysis ou Contract Intelligence?

Deep Analysis é focado em análise profunda de documentos individuais. Contract Intelligence identifica riscos em massa. Já o Agent Builder permite compor fluxos que usam ambos, e outros modelos, como Mistral e Opus 4.8, em sequência lógica, com tomada de decisão condicional e execução agendada em background.

A certificação ISO 42001 afeta o uso do Agent Builder?

Sim. A certificação, obtida em 5 de junho de 2026, valida que os agentes são treinados, auditáveis e documentados conforme padrão internacional para sistemas de gestão de IA. Isso é exigido por clientes financeiros e reguladores em países como Brasil, Singapura e UE para adoção em processos de alto risco.

Fontes

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Categoria
CEVIU Fintech
Publicado
12 de março de 2026
Editoria
CEVIU Fintech

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