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Empréstimos Pessoais Atingem Recorde nos EUA Impulsionados por Fintechs

Aprofundamento CEVIU

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O salto no saldo de empréstimos pessoais não garantidos para US$ 281 bilhões nos EUA, um recorde histórico, é um termômetro claro de como as fintechs estão redefinindo o cenário do crédito. Essas empresas, que abocanharam 45% das novas contratações no primeiro trimestre de 2026, comparado a apenas 10,8% dos bancos, não apenas fornecem acesso ao crédito. Elas estão, de fato, se consolidando como provedoras financeiras primárias. A cobertura anterior do CEVIU News, como na matéria "O Ano em que Todos se Tornaram um Banco" de 12 de março de 2026, já apontava a busca agressiva por licenças bancárias por parte das fintechs para operar de forma mais independente. Essa estratégia se traduz agora em domínio de mercado, com exemplos como o pedido de licença bancária da Klarna nos EUA, noticiado em 11 de julho de 2026, consolidando a infraestrutura de empréstimos e pagamentos.

A agilidade e a inovação tecnológica das fintechs são a chave para essa guinada. Enquanto os bancos tradicionais perdem fatia de mercado, as fintechs utilizam tecnologias avançadas, como os foundation models específicos para o setor financeiro, que o CEVIU destacou em 27 de abril de 2026. Essas IAs aprimoram a análise de crédito, permitindo uma expansão para tomadores de risco subprime. Embora os empréstimos para este grupo tenham aumentado em 29% e as taxas de inadimplência cresçam, os credores estão adaptando suas estratégias, oferecendo limites menores para gerenciar os riscos. Esse movimento não só aumenta a receita global das fintechs, que bateu recorde de US$ 504 bilhões em 2025, conforme reportamos em 8 de junho de 2026, mas também reconfigura o ecossistema financeiro.

O que mudou

A grande mudança é a consolidação do poder das fintechs no mercado de empréstimos pessoais. O que antes era uma tendência de crescimento, agora se materializa em uma dominância inegável. A busca por licenças bancárias, noticiada pelo CEVIU em 12 de março de 2026, era um indicativo de que essas empresas buscavam controle total sobre suas operações. Hoje, vemos essa ambição refletida no market share: a participação das fintechs nas novas contratações é quase o quádruplo da dos bancos, uma evolução significativa da competição por espaço.

Além da fatia de mercado, a forma como as fintechs gerenciam o risco também evoluiu. A aplicação de foundation models e IAs para score de crédito, que o CEVIU abordou em 27 de abril de 2026, permite que elas alcancem mais segmentos de clientes. Isso significa que a inovação tecnológica, antes vista como um diferencial, é agora um pilar fundamental para a expansão do crédito, inclusive para perfis de menor risco, impactando diretamente os números recordes que vemos.

Por que isso importa

Essa notícia é vital porque demonstra uma transformação estrutural no acesso e na oferta de crédito. Para os consumidores, significa mais opções e maior acessibilidade, especialmente para perfis que antes encontravam barreiras em instituições tradicionais. Para bancos e cooperativas de crédito, é um alerta: a concorrência das fintechs não é apenas sobre tecnologia, mas sobre a capacidade de adaptar modelos de negócio, usar dados de forma inteligente e responder à demanda por agilidade.

No panorama macroeconômico, o crescimento recorde dos empréstimos pessoais, impulsionado por fintechs, levanta questões sobre o equilíbrio entre inclusão financeira e gerenciamento de risco. A estratégia de limites de crédito menores e o uso de IAs para avaliação podem ser a ponte para uma expansão sustentável do crédito, mas a crescente inadimplência em alguns segmentos precisa ser monitorada. Este é um cenário dinâmico que afeta desde o orçamento familiar até a estabilidade do sistema financeiro como um todo.

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Perguntas frequentes

Por que as fintechs estão liderando o crescimento de empréstimos pessoais?

As fintechs se destacam pela agilidade e pelo uso intensivo de tecnologia, como a IA, para otimizar a análise de crédito e tornar o acesso ao empréstimo mais rápido. Elas também buscam se integrar diretamente na infraestrutura financeira, como no pedido de licenças bancárias, oferecendo soluções mais adaptadas às necessidades dos consumidores e alcançando perfis de crédito diversos, inclusive os subprime.

Qual o impacto do avanço das fintechs nos bancos tradicionais?

O avanço das fintechs resultou em uma perda significativa de fatia de mercado para os bancos tradicionais e cooperativas de crédito no segmento de empréstimos pessoais. Isso força as instituições legadas a repensar suas estratégias, investir em tecnologia e agilizar seus processos para competir de forma mais eficaz ou correr o risco de ficar para trás neste mercado em expansão.

O que significa um empréstimo pessoal não garantido?

Um empréstimo pessoal não garantido é um tipo de crédito que não exige uma garantia, como um imóvel ou veículo. A decisão de conceder o empréstimo é baseada principalmente na análise da capacidade de pagamento e do histórico de crédito do solicitante, sendo de maior risco para o credor. No entanto, oferece mais flexibilidade para o tomador.

O aumento do crédito pessoal nos EUA representa um risco maior para a economia?

O aumento recorde no saldo de empréstimos pessoais, especialmente com o crescimento de empréstimos para perfis subprime, eleva o nível de endividamento e, com ele, o risco de inadimplência. Contudo, os credores estão implementando estratégias para gerenciar esse risco, como a concessão de linhas de crédito menores e o uso de dados avançados, incluindo IA, para uma avaliação mais precisa dos solicitantes.

Fontes

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Categoria
CEVIU Fintech
Publicado
03 de setembro de 2026
Editoria
CEVIU Fintech

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