Apple Wallet terá ferramenta para divisão de contas
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A Apple vai lançar, no iOS 27, e não no iOS 18, como divulgado equivocadamente, um recurso prático de divisão de contas diretamente no Wallet e no Messages. Ele usa a câmera do iPhone para escanear recibos, identifica itens, impostos e gorjetas com processamento local de IA e gera solicitações de pagamento individuais via Apple Cash. A funcionalidade depende do Apple Cash, serviço ainda restrito aos EUA, o que limita sua adoção global desde o lançamento. Isso coloca a Apple em uma disputa direta com apps especializados como Splitwise e Venmo, mas com uma vantagem estrutural: integração nativa ao ecossistema, sem necessidade de instalação adicional ou cadastro separado.
O recurso é parte de uma expansão mais ampla do Wallet no iOS 27: ele também permitirá transformar códigos QR físicos (como ingressos ou cartões de academia) em passes digitais personalizados, reduzindo a dependência de apps terceirizados. Essa jogada reforça a estratégia da Apple de transformar o iPhone em um centro unificado de identidade, pagamentos e acesso, mas sem repetir erros anteriores, como o serviço 'compre agora, pague depois', descontinuado após um ano por baixa adesão e riscos operacionais.
O que mudou
Na cobertura anterior, os rumores sobre o iOS 27 focavam em melhorias visuais (Câmera, Fotos, Genmoji) e na reformulação da Siri. Agora, a novidade é concreta e financeira: pela primeira vez, a Apple incorpora uma ferramenta de divisão de contas nativa, com processamento de recibos por IA e ligação direta ao Apple Cash. Isso marca uma mudança de prioridade, de experiências de consumo (fotos, emojis) para infraestrutura de pagamentos P2P, e confirma que a empresa está acelerando sua aposta em serviços financeiros integrados, mesmo com histórico de iniciativas interrompidas.
Por que isso importa
Esse recurso não é só conveniência: é uma tentativa de capturar receita em transações peer-to-peer, segmento onde a Apple ainda não tem participação direta. Hoje, ela ganha com taxas de intermediação no Apple Pay (nos EUA, 0,15% por transação em cartões de crédito), mas nada em transferências entre pessoas. Com a nova ferramenta, ela pode monetizar futuramente essas operações, seja via tarifas simbólicas, seja por meio de dados agregados de comportamento de gasto. Para consumidores, significa menos troca de screenshots e mensagens confusas; para fintechs brasileiras, é um alerta: o padrão de usabilidade e integração está subindo, e o próximo salto pode vir de fora.
Linha do tempo
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Perguntas frequentes
O recurso de divisão de contas já está disponível?
Não. Ele será anunciado na WWDC 2026, em 8 de junho, e chegará na versão estável do iOS 27, prevista para setembro de 2026, junto com os novos iPhones. Até lá, só haverá testes para desenvolvedores.
Funciona no Brasil?
Não inicialmente. Como depende do Apple Cash, serviço ativo apenas nos EUA , , o recurso provavelmente será lançado primeiro lá. Não há previsão oficial de chegada ao Brasil, e sua viabilidade dependeria de parcerias com bancos locais e adaptação à regulação do open finance no país.
Preciso de um Apple Watch para usar?
Não. O recurso funciona no iPhone com iOS 27, mas oferece opção de aprovação de pagamento pelo Apple Watch, uma camada extra de conveniência, não um requisito. A interação principal ocorre no Wallet e no Messages.
Como a Apple processa os recibos? É feito na nuvem?
A análise dos recibos é feita localmente no dispositivo, usando modelos de IA do Apple Intelligence. Isso garante privacidade, os dados do comprovante não são enviados aos servidores da Apple, e permite funcionamento offline após o processamento inicial.
Fontes
- finextra.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 04 de junho de 2026
- Editoria
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