Harvey monta processo com agentes para criar filmes de demonstração sob medida para contas de vendas
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O problema que a Harvey descreve é de escala. Um filme de demonstração decente por conta saía com 15 a 20 minutos de idas e vindas, o que não fecha para centenas de contas. A saída foi montar uma base antes de pedir filmes: o Product Map (todas as telas-chave do app recriadas como componentes, a partir de agentes que navegaram o produto clicando em cada botão) e o Motion Primitives (biblioteca de animações como movimento de câmera, transição entre telas e ritmo de clique).
Sobre essa base, a empresa montou um cardápio de 44 fluxos de demonstração sem empresa específica, cada um centrado em um momento que o comprador pede para ver. Para cada conta, agentes puxam chamadas do Gong, relatórios de win-loss do Salesforce e conversas do Slack via MCP da Enterpret, escrevem o roteiro com uma empresa fictícia na tela e narram com uma voz clonada no ElevenLabs. Um motor de cerca de 750 linhas de JavaScript monta cada filme no Figma e gera contact sheets que sinalizam texto cortado, fonte pequena e ponteiro fora do lugar antes de qualquer pessoa assistir. Um lote de 36 filmes levou 69 minutos. Como só um agente trabalha por arquivo, a equipe criou três arquivos paralelos com um coordenador, e tudo é registrado em um tracker compartilhado, com uma linha por filme.
O que mudou
A Harvey já aparecia na cobertura como empresa de agentes, mas em outro eixo. Em 12 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Harvey lança Agent Builder para workflows jurídicos complexos", voltado a equipes jurídicas, e em 19 de agosto de 2026, "Harvey II revoluciona a advocacia com agentes de IA que preservam contexto e memória". Agora o uso de agentes aparece no marketing e nas vendas da própria empresa, não no produto vendido ao cliente. Quanto ao Figma, em 6 de maio de 2026 o CEVIU publicou "Workflow Lab: Expandindo o Canvas com Figma MCP", sobre agentes escrevendo frames no canvas via MCP. O caso da Harvey é um uso concreto desse mesmo mecanismo em produção.
Por que isso importa
Para quem toca vendas em uma startup, a leitura é que o ganho não veio de um prompt melhor, e sim de ativos reutilizáveis (telas, animações, fluxos) mais um controle de qualidade automático. Para quem pensa em personalização por conta, o número a observar é o tempo de revisão humana: a Harvey tenta reduzi-lo checando erros óbvios antes. O relato vem da própria empresa e não traz dados de conversão, então o efeito em receita segue sem comprovação.
Linha do tempo
Harvey lança o Agent Builder para workflows jurídicos.
CEVIU cobre o Figma MCP levando agentes ao canvas.
Harvey anuncia o Harvey II com agentes que preservam contexto e memória.
Harvey descreve o processo com agentes que gera filmes de demonstração sob medida por conta.
Perguntas frequentes
Quantos filmes a Harvey produziu e em quanto tempo?
A empresa afirma que um lote de 36 filmes levou 69 minutos. Quando bateu o limite diário de chamadas do Figma, agentes noturnos escreveram e narraram os 97 seguintes.
Como cada filme é personalizado para a conta?
Agentes escolhem entre 44 fluxos de demonstração e usam o MCP da Enterpret para reunir chamadas do Gong, relatórios de win-loss do Salesforce e mensagens do Slack. Com esse contexto, escrevem o roteiro, com uma empresa fictícia na tela.
Como a Harvey evita erros em tanto vídeo?
O motor de renderização gera contact sheets de cada filme e sinaliza texto cortado, fonte pequena e ponteiros fora do lugar. Assim os erros óbvios são pegos antes de alguém assistir.
Como o trabalho é coordenado entre agentes e pessoas?
Tudo passa por um tracker compartilhado, um artefato do Claude, com uma linha por filme contendo conta, roteiro, status e links. Os agentes atualizam a própria linha ao montar, exportar e entregar. Para contornar o limite de um agente por arquivo, a equipe usa três arquivos paralelos e um coordenador.
Fontes
- x.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Empreendedores
- Publicado
- 23 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Empreendedores

