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Featued image for: Why your KubeVirt VMs can’t move between clusters — and how EVPN fixes it

Migração de VMs KubeVirt entre clusters: EVPN/VXLAN como solução para mobilidade de workloads

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Aprofundamento

A migração de máquinas virtuais (VMs) KubeVirt entre clusters Kubernetes sempre esbarrou em um desafio crucial: a rede. Para garantir que um workload stateful funcione sem interrupção, é preciso que ele mantenha o mesmo IP e MAC address. Isso implica em um domínio de Camada 2 esticado entre os clusters, o que, em redes tradicionais, exige configurações complexas e demoradas, dependendo fortemente do time de rede e de janelas de mudança.

A solução agora é o uso de EVPN/VXLAN, que cria redes de overlay de forma declarativa, nativas no Kubernetes. O OpenPERouter orquestra essas redes usando Custom Resource Definitions (CRDs). Ele configura o BGP peering, e define redes de overlay L2 e L3. Assim, a equipe de plataforma pode criar domínios L2 esticados para as VMs e, crucialmente, isolar o tráfego de migração em uma VNI (Virtual Network Identifier) separada. Isso evita congestionamentos e permite migrar as VMs sem impactar o tráfego da aplicação. A conectividade física (underlay) permanece sob a gestão do time de rede, mas a lógica do overlay passa para a equipe de plataforma.

O que mudou

A capacidade de migrar VMs KubeVirt ao vivo não é exatamente uma novidade. O recurso de migração descentralizada foi lançado na versão 1.6 do KubeVirt em julho de 2025. No entanto, o grande salto agora é a capacidade de realizar essa migração *entre* clusters, um cenário mais complexo que demandava soluções específicas de rede. A cobertura do CEVIU de 11 de julho de 2026, sobre o Calico v3.32.0, focava em migrações live de KubeVirt *dentro* do mesmo cluster, garantindo zero downtime nesse contexto.

Antes, a tecnologia de migração existia, mas a rede tradicional era o gargalo. Ela exigia configurações manuais e demoradas. A adoção do EVPN/VXLAN, orquestrado pelos CRDs do OpenPERouter, eleva a migração de KubeVirt entre clusters a um novo patamar de eficiência. Agora, as equipes de plataforma podem gerenciar a mobilidade de VMs de forma declarativa e independente da infraestrutura física de rede, representando um avanço operacional significativo para ambientes híbridos e multi-cluster.

Por que isso importa

Para equipes de plataforma e engenheiros de confiabilidade (SREs), essa solução representa uma mudança fundamental. Antigamente, mover VMs KubeVirt entre clusters era um processo complexo, repleto de solicitações para o time de rede e longas janelas de manutenção. Com EVPN/VXLAN e CRDs, a mobilidade de workloads se transforma em uma operação declarativa, versionada e auditável.

Isso abre portas para cenários críticos como recuperação de desastres, upgrades de cluster e rebalanceamento de capacidade com zero downtime, requisitos essenciais para aplicações stateful. A mudança no modelo operacional dá mais agilidade aos times de plataforma, que ganham controle sobre a rede de overlay sem precisar intervir na infraestrutura física. Essa autonomia simplifica a gestão de ambientes multi-cluster e híbridos, acelerando a inovação e fortalecendo a resiliência dos sistemas.

Linha do tempo

  1. KubeVirt v1.6 lança migração descentralizada de VMs.

  2. KubeVirt v1.8 mantém a funcionalidade de migração estável.

  3. CEVIU News publica sobre construção de padrão nativo de Kubernetes para infraestrutura de IA.

  4. CEVIU News cobre uso de k0s e k0rdent para plataformas Kubernetes multi-cluster.

  5. Microsoft anuncia prévia pública de rede cross-cluster para Azure Kubernetes Fleet Manager.

  6. Calico v3.32.0 inova com migração live de KubeVirt sem interrupção de rede (intra-cluster).

  7. CEVIU News aborda Linkerd e Kubernetes para federação multi-cluster e zero downtime.

  8. CEVIU News reporta sobre Amazon EKS otimizando cargas de trabalho com EFA e Placement Groups.

  9. Migração de VMs KubeVirt entre clusters com EVPN/VXLAN e OpenPERouter se torna realidade.

Perguntas frequentes

O que é KubeVirt e por que ele se beneficia dessa migração?

KubeVirt permite executar máquinas virtuais (VMs) diretamente no Kubernetes, tratando-as como pods. Com a capacidade de migração entre clusters, as equipes ganham a flexibilidade de mover essas VMs em situações como desastre, manutenção ou otimização de recursos, tudo sem interromper o serviço.

Como EVPN/VXLAN resolve o problema de rede na migração de VMs?

EVPN/VXLAN cria redes de overlay que estendem a Camada 2 entre diferentes clusters. Isso faz com que uma VM mantenha seu IP e MAC address mesmo após a migração, pois ela permanece logicamente no mesmo domínio de broadcast. Isso elimina a necessidade de reconfiguração de rede manual.

Qual o papel do OpenPERouter e dos CRDs neste processo?

O OpenPERouter é a ferramenta que gerencia a configuração do EVPN/VXLAN no Kubernetes por meio de Custom Resource Definitions (CRDs). Ele possibilita que as equipes de plataforma definam a rede de overlay de forma declarativa, integrando a gestão de rede à orquestração do Kubernetes.

Esta solução elimina a necessidade de um time de rede?

Não, o time de rede continua sendo fundamental para gerenciar a infraestrutura física subjacente (underlay), o que inclui o endereçamento IP dos roteadores e a conectividade entre os sites. A diferença é que a gestão da rede de overlay, incluindo domínios L2 esticados e redes de migração isoladas, agora é responsabilidade da equipe de plataforma.

Fontes

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Categoria
CEVIU DevOps
Publicado
17 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU DevOps

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