Franco suíço chega ao Google Cloud Universal Ledger em piloto da Crypto Finance Group com dois bancos
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Aprofundamento
O piloto da Crypto Finance Group mostra como um banco pode plugar o Google Cloud Universal Ledger (GCUL) nos sistemas que já tem. A integração ficou pronta em menos de três meses e foi dividida em projetos dedicados do Google Cloud por participante. A Crypto Finance atuou como currency operator, o papel que define o rulebook, os limites de emissão e os parâmetros de liquidação da rede.
Do lado do operador, três componentes ficaram ligados a uma API dedicada do GCUL: um serviço de role admin (controla gerentes de conta e de token), um settlement registry (registra quando houve liquidação periódica off-ledger ao atingir um limite) e um KMS na nuvem que guarda as chaves de assinatura. Os bancos participantes conectaram o core banking às próprias instâncias da API. Não precisam de grande presença no Google Cloud: podem falar com os nós via Remote Procedure Call a partir de ambientes on-premise e gerir chaves privadas por outras soluções. A Crypto Finance optou por liquidação diferida, que funciona como netting e poupa liquidez. Alguns passos de backend ainda exigiram intervenção manual. O GCUL roda com redundância entre nós distribuídos geograficamente e consenso de nível enterprise. Os dois bancos usaram o ledger só como backend.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU já vinha tratando o tema como tendência. Em 18 de junho de 2026, a matéria "Por que bancos precisam pilotar stablecoins agora, e não depois" defendia pilotos para ganhar capacidade operacional com pagamentos, AML e risco de tesouraria. Em 11 de julho de 2026, o CEVIU noticiou "Swift Lança Ledger de Blockchain com 17 Bancos para Pagamentos 24/7". Em 2 e 8 de outubro de 2026, vieram os textos sobre Lloyds e Visa e sobre bancos adotando stablecoins. Agora aparece um piloto concreto, com franco suíço, dois bancos e arquitetura descrita, em vez de movimento estratégico em termos gerais.
Por que isso importa
Para quem opera plataforma em banco ou fintech, a leitura é que o esforço de integração aqui se parece com o de qualquer API de pagamentos: isolamento por projeto, gestão de chaves e conexão com o core. O ponto de atenção é a automação, já que o próprio piloto admite etapas manuais no backend.
Linha do tempo
CEVIU publica sobre a necessidade de bancos pilotarem stablecoins.
CEVIU noticia o ledger de blockchain da Swift com 17 bancos.
CEVIU noticia o piloto de stablecoins de Lloyds e Visa.
CEVIU noticia a adoção de stablecoins por bancos em pagamentos internacionais.
Franco suíço chega ao GCUL em piloto da Crypto Finance Group com dois bancos.
Perguntas frequentes
O que é o Google Cloud Universal Ledger (GCUL)?
É uma infraestrutura de blockchain voltada a serviços financeiros. Segundo o Google Cloud, ela permite que bancos emitam e liquidem depósitos tokenizados, com pagamentos programáveis em tempo real e 24/7, sem interromper as operações bancárias centrais.
O que fez a Crypto Finance Group no piloto?
Atuou como currency operator da rede do franco suíço no GCUL. Definiu o rulebook, incluindo liquidação interbancária, integração com o SIC e protocolos de AML. O piloto envolveu dois emissores de tokens, um banco suíço de ativos digitais e um banco suíço de transações B2B.
Como foi a liquidação no piloto?
A Crypto Finance escolheu liquidação diferida, parecida com netting. Os clientes fazem transferências instantâneas, e os bancos só liquidam periodicamente a diferença líquida, conservando liquidez.
Os bancos precisam migrar tudo para o Google Cloud?
Não. Os bancos participantes podem conectar-se aos nós do GCUL por RPC a partir de ambientes on-premise e gerenciar chaves privadas por soluções diferentes do KMS. Só o operador da moeda usou componentes dedicados no Google Cloud, como o KMS.
Fontes
- cloud.google.comfonte original
- Categoria
- CEVIU DevOps
- Publicado
- 26 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU DevOps

