Pulumi Insights agora roda na sua própria infraestrutura
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Aprofundamento
O Pulumi Insights agora pode rodar inteiramente dentro da rede privada do cliente, não só os dados, mas também a execução das varreduras de descoberta e avaliação de políticas. Isso é possível graças aos 'Customer-Managed Runners', agentes leves que puxam tarefas do Pulumi Cloud via HTTPS (sem abertura de portas de entrada) e executam varreduras diretamente em VPCs, ambientes on-premises ou nuvens isoladas. Eles acessam credenciais de provedores de nuvem sem expô-las à internet, atendendo a exigências como LGPD, PCI DSS e HITRUST. A novidade integra-se com pools de runners já usados no Pulumi Deployments desde janeiro de 2024, eliminando necessidade de infraestrutura paralela.
Antes dessa atualização, o Insights operava exclusivamente na nuvem da Pulumi, limitando seu uso em setores regulados como finanças e saúde. Agora, empresas com implantações self-hosted do Pulumi Cloud (disponível desde 2023 na edição Business Critical) podem orquestrar todo o ciclo, desde descoberta até aplicação de políticas, sob controle total: dados em MySQL 8.0.x local, busca com OpenSearch 2.x, armazenamento de objetos criptografado em S3/Azure/GCP compatível, tudo dentro da própria rede.
Por que isso importa
Isso muda a equação de conformidade para equipes de plataforma: não é mais preciso escolher entre visibilidade completa da infraestrutura e residência de dados. Com o Insights executando localmente, é possível auditar recursos criados por Terraform, CloudFormation ou até manualmente, sem sair da rede, e aplicar políticas preventivas *antes* da implantação, não só após. Para quem já opera runners gerenciados pelo cliente no Deployments, a adoção é quase zero-touch: basta habilitar o tipo de trabalho 'insights' no pool existente. O custo operacional cai porque não há duplicação de infraestrutura, e a segurança sobe porque credenciais nunca deixam o perímetro interno.
Linha do tempo
Lançamento inicial do Pulumi Insights, com foco em descoberta e conformidade de infraestrutura gerenciada por Pulumi
Pulumi Insights 2.0: expansão para escanear toda a infraestrutura, incluindo Terraform, CloudFormation e recursos manuais, com pacotes de conformidade pré-construídos
Runners gerenciados pelo cliente tornam-se geralmente disponíveis para Pulumi Deployments
Lançamento dos runners gerenciados pelo cliente para Pulumi Insights, permitindo execução local de varreduras e avaliações
Perguntas frequentes
Quais são os requisitos mínimos para rodar os runners gerenciados pelo cliente?
São necessários sistemas Linux, macOS, Docker ou Kubernetes com conectividade HTTPS para a API do Pulumi Cloud. Não há dependência de ferramentas externas nem necessidade de abertura de portas de entrada. Os agentes consomem poucos recursos e suportam autenticação via tokens ou OIDC.
O Pulumi Insights self-hosted substitui a versão SaaS ou funciona ao lado dela?
Funciona ao lado. A versão SaaS continua disponível para cenários menos restritos. A opção self-hosted é uma licença adicional para a edição Business Critical e inclui o Pulumi Cloud completo, API, console, banco de dados MySQL, storage e runners, instalado na infraestrutura do cliente.
É possível usar políticas personalizadas com os runners locais?
Sim. Políticas escritas em Python, TypeScript ou Go funcionam exatamente como na nuvem. O motor de avaliação roda localmente nos runners, e os resultados são enviados criptografados para o console do Pulumi Cloud, mantendo consistência entre desenvolvimento e produção.
Como isso se compara ao que o HashiCorp oferece com o Sentinel ou o Terraform Cloud Private?
Diferente do Sentinel, que só avalia código antes da aplicação, o Insights com runners locais faz auditoria contínua de infraestrutura real, inclusive recursos não gerenciados por IaC. Em comparação com o Terraform Cloud Private, a arquitetura do Pulumi permite unificar pipelines de deploy e compliance num único pool de runners, sem silos entre entrega e observabilidade.
Fontes
- pulumi.comfonte original
- Categoria
- CEVIU DevOps
- Publicado
- 06 de março de 2026
- Editoria
- CEVIU DevOps
