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HCP Terraform lança run tasks em nível de projeto para governança automatizada de workspaces

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Aprofundamento

A nova funcionalidade de run tasks em nível de projeto do HCP Terraform não é só uma mudança de escopo, é uma mudança de modelo operacional. Antes, cada workspace exigia configuração individual de tasks (como varreduras com Checkov, validações com Sentinel ou estimativas com Infracost), o que gerava drift de políticas e falhas de cobertura em ambientes com centenas de workspaces. Agora, ao vincular uma task diretamente a um Project, ela se torna obrigatória para todas as execuções dentro dele, inclusive em workspaces criados automaticamente via API ou CI/CD. As tasks executam nos quatro gatilhos padrão (pré-plan, pós-plan, pré-apply, pós-apply) e rodam em agentes isolados, sem impacto no tempo de execução principal do Terraform.

Isso se encaixa como peça-chave na arquitetura de governança em camadas que a HashiCorp vem construindo: IP allow lists (abr/2026) protegem o acesso, Projects (já consolidados desde 2026) organizam permissões e variáveis, Infragraph (em public preview desde maio/2026) fornece o grafo de dependências para observabilidade, e agora as run tasks em nível de projeto fecham o ciclo com automação de conformidade *durante* a execução, não só antes ou depois.

O que mudou

O que era possível apenas via código repetido ou scripts externos agora é nativo e herdado. Na cobertura anterior de 8 de junho de 2026 sobre Projects vs Spacelift Spaces, destacamos que os Projects do HCP Terraform tinham limitações de governança centralizada, as políticas ainda precisavam ser replicadas manualmente ou via módulos compartilhados. Com essa atualização, o Project passa a ser uma unidade real de aplicação de regras, não só de agrupamento. Também evolui o conceito introduzido no Terraform Enterprise 2.0 (20/05/2026): lá, notificações e SCIM foram escalonadas para nível de projeto; agora, ações *executáveis* e *bloqueantes* também são.

Por que isso importa

Para equipes de plataforma, isso elimina o trade-off entre segurança e velocidade: não há mais necessidade de escolher entre rodar pipelines rápidos sem checagens profundas ou adicionar etapas manuais que atrasam entregas. Para SREs e engenheiros de confiabilidade, significa que qualquer mudança de infraestrutura em produção já carrega sua própria verificação de risco, sem depender de auditorias pós-fato. E para equipes de segurança, é a primeira vez que o HCP Terraform oferece um mecanismo nativo para impor controles de conformidade (ex: PCI-DSS, LGPD) *durante* o apply, não só em PRs ou em pipelines paralelos.

Linha do tempo

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Perguntas frequentes

Run tasks em nível de projeto substituem as tasks configuradas por workspace?

Não. Elas coexistem. Tasks definidas em nível de projeto são obrigatórias para todos os workspaces do projeto. Tasks individuais em workspace continuam válidas e são executadas além das do projeto, útil para casos excepcionais ou testes específicos.

É possível bloquear um apply com base no resultado de uma run task em nível de projeto?

Sim. Tasks podem ser configuradas como 'blocking' (bloqueantes) ou 'non-blocking'. Se uma task blocking falhar no estágio pré-apply, a execução é interrompida antes de qualquer mudança na infraestrutura.

As run tasks em nível de projeto funcionam com Terraform Cloud ou só com HCP Terraform?

São exclusivas do HCP Terraform. O Terraform Cloud mantém suporte apenas para tasks configuradas por workspace, sem herança hierárquica. A funcionalidade depende da infraestrutura de execução e do modelo de Projects do HCP.

Como essa novidade se relaciona com o Infragraph anunciado em maio?

O Infragraph fornece o contexto (ex: quais recursos serão afetados, quem é o dono, histórico de mudanças). As run tasks usam esse contexto para tomar decisões mais inteligentes, por exemplo, uma task de custo pode alertar se a execução vai ultrapassar o orçamento do time, usando dados do Infragraph sobre alocação histórica.

Fontes

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Categoria
CEVIU DevOps
Publicado
17 de junho de 2026
Editoria
CEVIU DevOps

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