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Escalando StarRocks no Amazon EKS com KEDA e Karpenter para cargas OLAP corporativas

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O que a Amazon FinTech construiu não é só mais um cluster EKS com StarRocks, é uma aplicação concreta da arquitetura de separação de compute e storage que só se tornou madura no StarRocks a partir da versão 3.0 (novembro/2023). Os nós Compute Nodes (CN) rodam como pods stateless, escalando via KEDA com base em métricas Prometheus do próprio StarRocks (como query queue depth e CPU avg), enquanto o Karpenter provisiona instâncias EC2 Spot ou On-Demand sob demanda, ajustando tipo e quantidade conforme a carga real, sem grupos de autoescalonamento pré-definidos. Isso permite que o sistema atinja 1.000 usuários simultâneos com latência sub-5s mesmo em consultas hierárquicas complexas, algo que benchmarks independentes confirmam: o StarRocks supera o ClickHouse em joins multi-tabelas em 3, 36x, graças ao seu planejador MPP otimizado para dados financeiros com dimensões aninhadas.

A escolha pelo StarRocks não foi apenas técnica: ela se alinha com o movimento mais amplo na infraestrutura de dados observado nas coberturas CEVIU anteriores, como o OpenSearch Serverless refeito para escalar até zero e o Crossplane usada para provisionar bancos SQL declarativamente. Aqui, o padrão é o mesmo: desacoplamento radical (compute/storage), controle declarativo (KEDA + Karpenter), e operação orientada a custo-performance, não só a performance bruta, o que faz sentido agora que o CostBench, lançado pela ClickHouse em 1º de junho, está virando referência para decisões de stack em nuvem.

O que mudou

Em maio de 2026, o StarRocks ainda era citado em cenários de POCs com Kubernetes, mas sem integração produtiva com autoscaling nativo. Agora, em 5 de junho, a Amazon FinTech entrega a primeira implantação pública em escala corporativa combinando três camadas críticas: (1) StarRocks com shared-data em S3 (não mais local), (2) KEDA escalando CNs por métricas reais de fila de queries, e (3) Karpenter provisionando nós EC2 com política de consolidation ativa, reduzindo tempo de spin-up para menos de 90 segundos e eliminando overprovisioning. É a primeira vez que a combinação dessas três ferramentas aparece em produção com SLA definido para OLAP financeiro.

Por que isso importa

Essa arquitetura corta o trade-off tradicional entre performance e custo em análise de dados. Em vez de manter clusters EKS sempre ligados para garantir latência, os CNs sobem e descem com a demanda, e os nós físicos são criados e destruídos em segundos, o que, somado ao uso estratégico de instâncias Spot, reduz custos operacionais em até 62% frente a uma implantação estática equivalente, segundo dados internos da equipe da Amazon FinTech. Para equipes de DevOps e plataformas, isso significa que o modelo de 'infraestrutura sob demanda' deixou de ser viável só para cargas event-driven (como APIs ou workers) e agora se aplica diretamente ao coração das análises corporativas: o data warehouse OLAP.

Linha do tempo

  1. StarRocks lança arquitetura shared-data com separação de compute e storage em S3

  2. ClickHouse lança CostBench, benchmark focado em custo-performance para data warehouses

  3. Equipe de FinTech da Amazon implementa StarRocks no EKS com KEDA e Karpenter para OLAP corporativo

Perguntas frequentes

Por que usar KEDA *e* Karpenter juntos, e não só um deles?

KEDA escala os pods (camada lógica), mas não provisiona os nós físicos. Karpenter provisiona os nós EC2 (camada infra), mas não controla quantos pods rodarão neles. Juntos, eles fecham o ciclo: KEDA aumenta réplicas de CNs quando há pico de queries, e Karpenter responde provisionando exatamente os nós necessários, sem sobra nem falta. Separadamente, cada um deixa brechas de custo ou performance.

O StarRocks realmente funciona bem com storage em S3 para dados financeiros sensíveis?

Sim, desde que configurado com criptografia de ponta a ponta (AES-256 no S3) e políticas de acesso granulares via IAM Roles for Service Accounts (IRSA). A equipe da Amazon FinTech usa S3 com bucket versioning e Object Lock ativados, além de cache local nos CNs para dados quentes, mantendo latência baixa mesmo com storage remoto.

Como essa solução se compara ao ClickHouse no EKS, já que ambos foram testados?

O ClickHouse tem melhor desempenho em consultas single-table e agregações simples, mas sofre com joins complexos e concorrência alta. Em testes TPC-H com 100+ usuários, o StarRocks manteve latência média de 2,8s contra 14,7s do ClickHouse. Além disso, o ClickHouse exige configuração manual de shards e replicas para escalar, enquanto o StarRocks com shared-data escala horizontalmente com um único comando de alteração de replica count.

É possível replicar essa arquitetura fora da AWS?

Sim, com adaptações. O StarRocks suporta GCS e Azure Blob Storage; o KEDA funciona em qualquer Kubernetes; e o Karpenter tem suporte nativo para GCP (GKE Autopilot) e Azure (AKS). A diferença está na integração profunda com EC2 Spot e ASG-less provisioning, recursos que, fora da AWS, exigem mais customização ou substituição por ferramentas como Cluster API.

Fontes

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Categoria
CEVIU DevOps
Publicado
06 de junho de 2026
Editoria
CEVIU DevOps

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