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Como o banimento de redes sociais no Reino Unido pode mudar a contratação de designers gráficos

Como o banimento de redes sociais no Reino Unido pode mudar a contratação de designers gráficos

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O banimento de redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido não é só uma medida de proteção infantil, é um teste de estresse para o sistema de valorização do design contemporâneo. Por mais de uma década, portfólios de designers gráficos passaram a ser avaliados por métricas externas: número de seguidores, engajamento em stories, virais no TikTok. Isso distorceu o critério de seleção, trocando domínio de tipografia, hierarquia visual e coerência conceitual por habilidade de adaptação a algoritmos efêmeros.

Agora, com uma geração que crescerá sem imersão diária em feeds otimizados para retenção, o instinto projetual pode voltar a se formar longe da pressão do 'scroll infinito'. Isso não significa retrocesso, mas sim uma chance de reequilibrar o peso entre técnica e tática, entre construção de linguagem visual e mera adequação a formatos de plataforma.

Por que isso importa

Para designers, isso muda o ponto de partida: não é mais preciso provar que você entende o comportamento do usuário em um app de vídeo curto para ser considerado atual. É possível, enfim, priorizar o que sempre foi central no ofício, intenção, clareza, consistência, sem ter que traduzir tudo para o vocabulário do engagement. Para agências, significa repensar entrevistas, briefings e até sistemas de avaliação interna: se o 'design para redes' deixou de ser o padrão implícito, o que entra no lugar como referência comum?

Perguntas frequentes

Esse banimento afeta mesmo designers fora do Reino Unido?

Sim, não diretamente por lei, mas por influência cultural e prática. O Reino Unido tem tradição de antecipar tendências regulatórias que depois se espalham pela UE e América Latina. Além disso, muitas agências globais usam critérios unificados de contratação, e o sinal de mudança no UK já está sendo discutido em processos seletivos no Brasil e na Espanha.

O que colocar no portfólio se não for mais '50K no TikTok'?

Priorize projetos com narrativa completa: processo de pesquisa, esboços, decisões de cor/tipografia, testes de usabilidade real. Um case bem documentado de identidade visual para uma pequena editora ou um sistema de sinalização para um espaço físico vale mais agora do que um reel com 200 mil views. A ênfase volta ao 'porquê', não ao 'quantos'.

E os designers que já trabalham com conteúdo social? Perdem relevância?

Não perdem, mas precisam expandir. A habilidade de criar para plataformas continua útil, mas deixa de ser suficiente. O diferencial passa a ser a capacidade de traduzir princípios de design atemporal (como equilíbrio, ritmo, acessibilidade) para qualquer canal, inclusive redes, sem depender de truques de algoritmo.

Fontes

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Categoria
CEVIU Design
Publicado
23 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Design

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