Tesouros do Design: Arquivo Secreto no Brooklyn Agora Acessível ao Público
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A abertura do Building 86 pela R & Company não é apenas um feito para colecionadores, mas uma aula magna em experiência do usuário e design contextual. Ver protótipos e peças únicas, os chamados 'B-sides' do design, permite aprofundar o entendimento da intenção e do processo criativo. É ali que reside o valor da tentativa e erro, da evolução de uma ideia que, muitas vezes, foi descartada ou nunca chegou ao grande público, mas que carrega uma rica história de interação.
Para nós, designers digitais, a curadoria aleatória e a exploração que o espaço permite, como descrito pelos fundadores, é um exemplo prático de descoberta em ambiente não linear, algo que buscamos replicar em interfaces e fluxos de usuário. A coleção também ressalta como a estética e a funcionalidade se cruzam em diferentes eras, um diálogo constante entre o material e o ideal que molda tanto um objeto físico quanto uma interface digital. É um lembrete de que o design, em sua essência, busca resolver problemas e criar conexão, não importa o meio.
O que mudou
A grande novidade é a acessibilidade. Por quase uma década, o Building 86 abrigou a vasta coleção permanente da R & Company, arquivos de designers, estúdio de fotografia e espaços administrativos. Este acervo riquíssimo estava restrito. Agora, pela primeira vez, o público em geral, designers e colecionadores podem agendar visitas e explorar esses tesouros, transformando um espaço privado de armazenamento em um hub de descoberta e aprendizado.
Por que isso importa
Preservar e tornar acessível a história do design é crucial para a inovação. Entender as raízes de formas, materiais e filosofias de design, como as que encontramos no Building 86, fornece um vocabulário visual e tátil indispensável. Para quem trabalha com design digital e UX, essa imersão na materialidade e na cronologia das ideias pode inspirar novas abordagens para a usabilidade, a acessibilidade e a consistência visual em interfaces que, embora digitais, dialogam diretamente com a percepção humana, moldada por séculos de interação com o mundo físico.
A iniciativa complementa o que o CEVIU já destacou em outras coberturas. A nova fonte display Myako, por exemplo, como mencionamos em 25 de agosto de 2026, é um resgate tipográfico que une o retrô à precisão moderna. Da mesma forma, o Seiko Power Design Project 2026, de 20 de agosto de 2026, mostra a experimentação contínua que bebe da história para inovar. E a Tate Modern, em 21 de setembro de 2026, com sua exposição 'Luz e Magia', também reforça a importância de reinterpretar o passado para o presente. O Building 86, assim, é mais um pilar na construção desse diálogo entre o que foi, o que é e o que será no design.
Perguntas frequentes
O que é o Building 86 da R & Company?
É um armazém de 1.486 metros quadrados no Brooklyn Navy Yard que guarda a vasta coleção da R & Company. Ele funciona como um arquivo para raridades, protótipos e outras peças de design que moldaram a história.
Quem pode visitar o arquivo e como?
Colecionadores, designers e o público em geral podem visitar. As visitas acontecem mediante agendamento prévio, garantindo uma experiência mais exclusiva e focada na descoberta.
Que tipo de peças posso encontrar no Building 86?
O arquivo abriga uma variedade de raridades, incluindo trabalhos de titãs modernistas e designers contemporâneos. Os itens estão dispostos para promover a descoberta, e cada peça tem uma história única, muitas delas nunca antes vistas publicamente.
Qual a relevância de um arquivo físico de design na era digital?
Para profissionais de design digital e UX, o arquivo oferece um contexto histórico tangível. Ele permite entender a evolução da forma, função e interação, servindo como inspiração e base para criar interfaces digitais mais intuitivas, acessíveis e visualmente coerentes.
Fontes
- wallpaper.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Design
- Publicado
- 24 de setembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Design

