Coca-Cola lança identidade visual vibrante para a Copa do Mundo FIFA 26
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A Coca-Cola não está só trocando cores nas latas: ela está usando o design como ferramenta de engajamento coletivo. Os padrões geométricos, chevrons e diamantes, não são meros enfeites. São sistemas visuais paramétricos, com repetição calculada para gerar ritmo visual semelhante ao de torcidas organizadas em estádios: previsível o suficiente para reconhecimento imediato, mas variado o bastante para manter a curiosidade. As paletas nacionais não copiam bandeiras, mas reinterpretam suas proporções cromáticas com base em dados de acessibilidade (WCAG 2.1 AA), garantindo contraste legível mesmo sob luz solar direta em telões ou em embalagens plásticas refletivas.
O elemento da fita dinâmica da Coca-Cola, agora integrado às fotos reais de torcedores, funciona como um ‘guia visual invisível’: ele corta imagens de forma orgânica, cria profundidade em composições planas e, crucialmente, atua como marcador de hierarquia, sempre posicionado entre o rosto do fã e a lata, reforçando a conexão física entre emoção e produto. Isso é UX aplicado à marca: reduzir a distância perceptual entre sentimento e consumo.
Por que isso importa
Essa identidade não é só para a Copa. Ela testa, em escala global, um novo modelo de sistema de design adaptativo: onde cada variação nacional é um módulo reutilizável, mas nunca genérico. Para designers brasileiros, isso significa que referências como o uso de padrões regionais no selo do Itaú ou na identidade do Metrô SP ganham um paralelo internacional com orçamento e alcance incomparáveis. E mostra que acessibilidade não é checklist, é motor criativo. Quando você precisa garantir que 'BRA' em fundo verde-amarelo funcione tanto em uma lata quanto em um banner de 20 metros, o design vira engenharia de percepção.
Perguntas frequentes
Os padrões geométricos são gerados por IA?
Não. Foram desenhados manualmente por equipes da Coca-Cola Design e da agência Wieden+Kennedy. A escolha foi intencional: evitar a 'textura uniforme' típica de geração por IA e preservar irregularidades sutis que dão organicidade, como variações mínimas no ângulo dos chevrons entre países, inspiradas em tecidos tradicionais.
Como as cores de cada país foram definidas?
A equipe usou a paleta oficial da FIFA para cada nação como ponto de partida, mas ajustou luminosidade e saturação para garantir legibilidade em embalagens metálicas e respeitar limites de impressão CMYK + spot. O verde do Brasil, por exemplo, foi levemente desaturado para não 'sumir' sob reflexos de luz nos supermercados.
O conceito 'Collect The Whole Squad' tem suporte físico além das latas?
Sim. Cada lata traz um QR Code que libera um NFT visual exclusivo (não fungível) com a arte daquela nação, mas sem blockchain público. É armazenado em infraestrutura privada da Coca-Cola, com foco em experiência, não em especulação. O objetivo é coleção emocional, não financeira.
Fontes
- designweek.co.ukfonte original
- Categoria
- CEVIU Design
- Publicado
- 22 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Design
